Com toda razão Franklin Martins disse que a imprensa brasileira é partidária e que tem "má vontade" com o governo, fazendo "dobradinha" com a oposição (tucanos e Demos). O ministro fez críticas severas aos grandes jornais da velha mídia - chamados por ele de "jornalões" - e afirmou que esses veículos vivem hoje um "seriíssimo problema de credibilidade" por sua atuação mentirosa e golpista para favorecer os candidatos tucanos.
"Um grande número de leitores não acredita mais no que o jornal diz. (...) Muitas vezes os leitores perceberam que havia má vontade com o governo, desproporcional. E havia uma leniência com a oposição".
Sobre o projeto de regulamentação da mídia que vai encaminhar à presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), o ministro disse que a sociedade vai ser a mais prejudicada se ele não sair do papel.
"Há certas obrigações que devem ser contempladas. Isso se faz no mundo inteiro e ninguém nunca achou que é censura", disse.
Entre a propostas, está a criação de uma Agência Nacional de Comunicação, que veículos como a Folha de S. Paulo temem, visto que o setor hoje é livre de qualquer tipo de regulamentação, não sendo capaz de proteger a sociedade de eventuais e constantes abusos. O órgão teria poderes para multar empresas que veicularem programação considerada ofensiva, preconceituosa ou inadequada ao horário.
Segundo projeto a ser enviado a Dilma vai incluir "pluralismo, equilíbrio e respeito à privacidade das pessoas", coisa pouco respeitada nos dias de hoje para assim ajudarem os tucanos nos pleitos eleitorais.
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26 de dezembro de 2010
22 de dezembro de 2010
BOAS NOVAS - MERCOSUL UNIDO CONTRA O CRIME
Tratado elimina necessidade de extradição

Em Foz do Iguaçu (PR), e dentro dos mesmos princípios de combate ao crime organizado e cooperação que rege as relações entre os países do continente, os chanceleres dos quatro países que compõem o MERCOSUL (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), mais os de outras nações da América do Sul assinaram o Mandado Mercosul de Captura e Procedimentos de Entrega.
A partir dele, pessoas foragidas da Justiça que forem presas em um dos países sulamericanos signatários do documento serão devolvidas imediatamente ao de origem, sem a necessidade do processo de extradição.
É, também, mais um passo, agora no caminho jurídico da integração continental. Assinaram o acordo os ministros do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai (MERCOSUL), Bolívia, Equador, Colômbia e Peru.
Como vocês podem ver, um grande avanço. Possível através de uma política de respeito, diálogo e colaboração com os países vizinhos nossos e, sem dúvidas, fundamental para que lutemos contra o crime de forma séria, combativa e eficaz.
Com blog do Dirceu

Em Foz do Iguaçu (PR), e dentro dos mesmos princípios de combate ao crime organizado e cooperação que rege as relações entre os países do continente, os chanceleres dos quatro países que compõem o MERCOSUL (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), mais os de outras nações da América do Sul assinaram o Mandado Mercosul de Captura e Procedimentos de Entrega.
A partir dele, pessoas foragidas da Justiça que forem presas em um dos países sulamericanos signatários do documento serão devolvidas imediatamente ao de origem, sem a necessidade do processo de extradição.
É, também, mais um passo, agora no caminho jurídico da integração continental. Assinaram o acordo os ministros do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai (MERCOSUL), Bolívia, Equador, Colômbia e Peru.
Como vocês podem ver, um grande avanço. Possível através de uma política de respeito, diálogo e colaboração com os países vizinhos nossos e, sem dúvidas, fundamental para que lutemos contra o crime de forma séria, combativa e eficaz.
20 de dezembro de 2010
FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS ATUALIZAM HELICÓPTEROS

Já era do conhecimento de todos que a Helibrás ia se tornar uma plataforma de exportação de helicópteros civis e militares da francesa Eurocopter Company. Responsável pela produção de modelos difundidos no mundo, como Esquilo, Cougar e o Super Puma, a Eurocopter, por meio da subsidiária brasileira, implementou, neste ano, o cronograma do projeto que resultou na fabricação em território nacional, a partir de 2013, da nova versão do modelo EC 725 para uso militar.
Pois bem, as Forças Armadas receberam os três primeiros helicópteros EC 725 novinhos, da empresa francesa Eurocopter, resultado de uma parceria do Brasil com a França, firmada em 2008. No total, serão entregues 50 unidades até 2016, sendo 16 aeronaves para Exército, Aeronáutica e Marinha, cada e dois para a Presidência da República.
Para garantir a soberania do espaço aéreo e maritimo nacional os 3 entregues teriam sido totalmente fabricados na França, mas a partir de 2012, a montagem será feita pela Helibras, subsidiária da Eurocopter, na cidade de Itajubá (MG). O projeto prevê que, até 2016, metade das peças usadas nos aparelhos será de fabricação brasileira.
Via web
18 de dezembro de 2010
DIPLOMAÇÃO - DILMA CONTA COM TODOS E COM TODAS, NUMA UNIÃO PELO BRASIL
Ao ser diplomada em discurso a comandante Dilma disse sobre expectativas de alguns, que vai trabalhar para honrar as mulheres, cuidar dos mais frágeis, governar para todos... e fez referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no que seria um desafio suceder Lula:
“Sei que há muitas expectativas sobre o governo que iniciaremos em janeiro próximo. Sei da responsabilidade de suceder Lula, dos desafios que nosso futuro comporta. Quanto orgulho temos de ver um homem do povo conduzindo o país para um momento de extraordinário avanço social e econômico. Foi esse mesmo sentimento que fez o povo eleger uma mulher presidenta."
"Para além da minha pessoa, esse fato representa a crescente maturidade da nossa democracia. Rompe com os preconceitos, desafia os limites e enche de esperança um povo sofrido e de orgulho as mulheres brasileiras”.
Reiterou que dará prioridade para as áreas de educação, segurança e saúde e que cuidará para manter a estabilidade econômica, os investimentos..
“Defenderei sempre a liberdade de imprensa e de culto, mas reafirmo que nenhuma estratégia política ou econômica é efetiva se não se refletir na vida de cada trabalhador e trabalhadora, empresário e famílias das regiões desse imenso país”.
Dilma ainda repartiu até com quem não votou nela a eleição, "com todos os brasileiros, conto com todos e todas, e todos e todas podem contar comigo”.
Muito bom, a espectaviva é que continuemos crescendo e fazendo justiça Social, Dilma deve ser uma repetição ao quadrado do que de bom (que não foi pouco) teve do governo Lula, para uns repetição no cubo.
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5 de dezembro de 2010
DEUS, COSMOS E HUMANIDADE OPERANDO JUNTOS EM BENÇÃO, FREQÜÊNCIA E INICIATIVA HUMANA
No geral não sou superticioso, acredito em vida extra-terrestre, sim, seria muito egoismo despresar milhões de planetas que existem no Cosmos, recentemente ingenuamente cheguei a pensar na possibilidade remota dos EUA ou outros, finalmente, revelarem as evidências de vida extra-terreste, coisa que para mim não mudaria muito, só confirmaria, mas nos estudos das ciências, astronômia, astrologia, mandamentos, profécias, não se deve deixar de considerar alguns registros do que já escreveram civilizações passadas sobre o assunto.
Segundo os chamados engenheiros sincronizadores do tempo apartir do dia 21|12|2012 entraremos como que num portal cósmico abrindo-se definitivamente na Freqüência do Divino 13:20, freqüência que representa a mudança que já começou do estado da espiritualidade, paradigmas, a harmônia coletiva, a verdade, da sensibilização, da solidariedade, da divisão do pão, da justiça divina.. Relatos da história registrariam que os povos Maias teriam acertado algumas de suas previsões dentre elas a que previu o fim de sua própria civilização.
Acredita-se que a civilização Maia criou, ganhou ou copiou de algo ou alguém superior, o calendário mais preciso da história, fazendo uso de cálculos exatos da rotação da Terra e dos ciclos lunar e solar, eles criaram dois calendários: um solar, Haab de 365 dias e meio usual e outro sagrado qual o postado refere-se: O calendário Tzol´kin de 260 dias. Os 1.872.000 kins(dias) de duração da contagem longa consistem de 13 sub-ciclos principais chamados baktuns, cada sub-ciclo consiste de 144.000 dias ou kins. Cada um desses sub-ciclos é novamente dividido em 20 sub-ciclos menores chamados katuns, cada um deles consiste de 7200 dias ou kins. E isto também significa que há 7200 ciclos de 260 dias cada em um grupo de 13 baktuns. Isso é informação de outro mundo.
Tantas profécias, lendas, religiões, previsões etc já relataram e estas provaram sem credibilidade, poucas ou nenhuma, se realizaram. Porém, em especial, uma profecia da, à época, avançada civilização Maia chama a atenção. Profecia Maia que na sua milenar experiência de observação do Cosmos registraria e preveria que, em nosso calendário gregoriano, no dia 21|12|2012 se dará uma rara e importantíssima mudança no firmamento cósmico, a ponto de influenciar o comportamento dos seres vivos e atingir todo o planeta Terra. Profecia que trata de um tema quase que transcendental, talvez até de outros mundos, por isso merece meu registro e reflexão.
Conforme o calendário Maia de nome e pronúncia esquisita, algo como: tizuqui, o nosso tempo cósmico real atualmente está na Freqüência 12:60, uma freqüência ligada apebnas ao materialismo, ao individualismo exacerbado, do dito popular: Tempo é dinheiro etc. E esta seria esta freqüência uma negativa frequência E-R-R-A-D-A (considerando também os 12 meses irregulares do calendário gregoriano). Para os Maias a medição do tempo decorre da concepção de que tempo e espaço, em verdade, tratam-se de uma só coisa e que flui não linearmente, como na convenção européia ocidental, mas circularmente, isto é, em ciclos repetitivos. Assim no ano de 2012 o Cosmos completará um ciclo importantíssimo completará um raro e duradouro evento nesta data. Passado, presente e futuro estão se aproximando e ficarão em uma mesma dimensão, mesma realidade, mesma sabedoria, mesma freqüência.
Segundo os chamados engenheiros sincronizadores do tempo apartir do dia 21|12|2012 entraremos como que num portal cósmico abrindo-se definitivamente na Freqüência do Divino 13:20, freqüência que representa a mudança que já começou do estado da espiritualidade, paradigmas, a harmônia coletiva, a verdade, da sensibilização, da solidariedade, da divisão do pão, da justiça divina.. Relatos da história registrariam que os povos Maias teriam acertado algumas de suas previsões dentre elas a que previu o fim de sua própria civilização.
Acredita-se que a civilização Maia criou, ganhou ou copiou de algo ou alguém superior, o calendário mais preciso da história, fazendo uso de cálculos exatos da rotação da Terra e dos ciclos lunar e solar, eles criaram dois calendários: um solar, Haab de 365 dias e meio usual e outro sagrado qual o postado refere-se: O calendário Tzol´kin de 260 dias. Os 1.872.000 kins(dias) de duração da contagem longa consistem de 13 sub-ciclos principais chamados baktuns, cada sub-ciclo consiste de 144.000 dias ou kins. Cada um desses sub-ciclos é novamente dividido em 20 sub-ciclos menores chamados katuns, cada um deles consiste de 7200 dias ou kins. E isto também significa que há 7200 ciclos de 260 dias cada em um grupo de 13 baktuns. Isso é informação de outro mundo.
O início da contagem dos 13 baktuns, em 13 de Agosto de 3113 AC, (4 Ahau, 13.0.0.0.0), é o máximo de precisão e exatidão que uma pessoa pode calcular como sendo o começo da história: A primeira dinastia egípcia é datada de cerca de 3100 AC; A primeira "cidade", Uruk, na Mesopotamia, também é de cerca de 3100 AC; O Kali Yuga Hindu, data de 3102 AC, e o mais interessante, a divisão do tempo em 24 horas de 60 minutos cada e cada minuto com 60 segundos é também de cerca de 3100 AC na Suméria.
Quantos ciclos não se precisou observar, viver, registrar antes de saber que tratava de um ciclo cósmico e fechava-se e iniciava-se outro exatamente naquelas datas de 3113 AC e agora 2012 DC?
Esta Nova Era sincronizada na Frequência do Divino 13:20 que já estaria em curso, diferentemente do que pregam ou gostariam alguns, não é o fim do mundo a informação, visão ou profecia como queiram NÃO refere-se ao Fim do Mundo, mas ao Fim dos Tempos. E mesmo que não aconteça nada, nós TODOS e DEUS desde já podemos ajudar ou fazer acontecer, a intenção da mudança de "freqüência" encontra-se e supre nossos desejos.
Então nós moradores do Planeta Terra devemos abraçar esta aportunidade e podemos fazer nossa parte, assim escrever uma BOA e FELIZ história futura para a Humanidade, mudar paradigmas, preconceitos, pensamentos, ações e festejar a consciência, os novos ares, respeito pelas diferenças, a UNIÃO e, principalmente, A PAZ e o AMOR entre os POVOS.
J Á Á Á Á ! ! ! ! ! !
Obs 1 : O calendário mostra apenas três colunas de glifos da Estela 1 de La Mojarra. A coluna da esquerda dá a data da contagem longa a que estamos entrando. As duas colunas da direita são meros glifos da escrita epiolmeca.
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Há 44 anos atrás, os mesmos jornais do PIG (Partido da Imprensa Golpista) que hoje querem derrubar Lula e seus ministros, publicavam manchetes mentirosas para apoiar a derrubada do presidente João Goulart: Estadão, Folha de São Paulo, O Globo, a Editora Abril...
O Brasil foi redemocratizado com a constituinte de 1988, mas da ditadura de 1964 sobrou o entulho do PIG.
As notícias obedecem à ditadura das mesmas famílias donas dos mesmos jornais e TVs golpistas de 1964: Marinhos, Civitas, Mesquitas e Frias.
Os ditadores da mídia, censuram o que sai em seu jornais, rádios e TVs. Publicam notícias favoráveis para os "amigos" e para os "inimigos" fabricam crises e dossiês, por mais falsos e absurdos que sejam.
O mais recente é o "dossiê" FHC, para derrubar Dilma.
O instinto golpista continua o mesmo de 1964. Querem retomar de assalto o Estado brasileiro em 2010 a qualquer preço.
Para relembrar a falta de pudor em publicar mentiras, vejam a manchete recheada de escárnio e cinismo do jornal O Globo em 01/04/1964: "Fugiu Goulart e a Democracia está sendo restabelecida".
Goulart estava em Porto Alegre, em território nacional - portanto em pleno exercício da presidência - na casa do General Ladário, acompanhando o desdobrar dos acontecimentos.
Tancredo Neves, aliado de Jango na época, leu mensagem oficial do presidente no Congresso Nacional indicando o paradeiro em Porto Alegre, diante da UDN golpista.
O Globo publicou a manchete mentirosa para desestimular qualquer resistência popular e militar, dando respaldo aos golpistas.
João Goulart, vendo-se isolado, com apoio apenas do III Exército do Rio Grande do Sul, em minoria no apoio militar, só no dia seguinte à manchete mentirosa, exilou-se.
Folha, Estadão e O Globo tem vergonha enrustida de suas páginas mentirosas em 1o. de Abril de 1964. Foi dificíl encontrar a capa de "O Globo" na internet. A capa da Folha e do Estadão não se encontra. Querem apagar o passado de mentiras e saudações à ditadura.
As mentiras que lhes interessam hoje, são outras.
O PIG junto com os legítimos herdeiros da ditadura, os Demos (ex-PFL, ex-ARENA, ex-UDN) e os tucanos, que aderiram mais tarde ao golpismo midiático para retomarem o poder, são a atual ditadura a ser combatida.
Com a Internet, a TV digital que abrirá mais canais, a TV pública e rádios comunitárias, haveremos de democratizar a informação no Brasil, e libertarmo-nos desta ditadura disfarçada de informação.
By Zé August
Marx e Engels
Para um marxista, um partido revolucionário é, em primeiro lugar, programa, métodos, idéias e tradições e, só depois, uma organização e um aparelho (que sem dúvida têm importância) para levar estas idéias a amplas camadas de trabalhadores. O partido marxista, desde o seu início, deve basear-se na teoria e no programa, que é o resumo da experiência histórica geral do proletariado.
Esta é a primeira parte do problema. Mas só a primeira parte. A segunda é mais complicada: Como chegar às massas de trabalhadores com o nosso programa e as nossas idéias? Não é uma questão simples. Para os sectários, isso não é nenhum problema. Basta citar Lenine sobre a necessidade de "um partido revolucionário independente". Simplesmente nos proclamamos como tal e chamamos os trabalhadores a unirem-se a nós! A necessidade de construir um partido revolucionário independente é o “ABC” para os marxistas. Mas para além do “ABC” existem outras letras no alfabeto e uma criança que só repetisse as primeiras letras depois de alguns anos de escola não seria considerada muito esperta.No seu artigo Sectarismo, Centrismo e a Quarta Internacional (1935), Trotsky caracteriza os sectários da seguinte maneira:"O sectário vê a vida da sociedade como uma grande escola na qual ele é o professor. Em sua opinião, a classe trabalhadora deveria deixar de lado outras coisas menos importantes e sentar-se ordenadamente ao redor da sua tarimba. Então a tarefa estaria resolvida.
Apesar de jurar pelo marxismo em cada frase, o sectário é a negação direta do materialismo dialético, que toma a experiência como ponto de partida e sempre regressa a ela. Um sectário não entende a ação e reação dialética entre um programa acabado e a luta de massas viva, ou seja, imperfeita, inacabada. O sectarismo é hostil à dialética (não em palavras, mas em atos) no sentido em que volta as costas ao desenvolvimento real da classe trabalhadora". (Trotsky, Escritos, 1935-36.)No documento fundador do movimento marxista, O Manifesto Comunista, Marx e Engels explicam que:"Em que relação se encontram os comunistas com os proletários em geral?
Os comunistas não são um partido particular face aos outros partidos operários. Não têm interesses separados dos interesses de todo o proletariado. Não estabelecem princípios segundo os quais pretendam moldar o movimento proletário.
Os comunistas distinguem-se dos demais partidos proletários apenas porque, por um lado, nas diferentes lutas nacionais dos proletários acentuam e fazem valer os interesses comuns, independentes da nacionalidade, do proletariado na sua totalidade, e porque, por outro lado, nas várias etapas de desenvolvimento por que passa a luta entre o proletariado e a burguesia representam sempre o interesse do movimento na sua totalidade.
Os comunistas são, pois, praticamente, o setor mais decidido, sempre impulsionador, dos partidos operários de todos os países; teoricamente, têm, em avanço sobre a restante massa do proletariado, a compreensão das condições, do curso e dos resultados gerais do movimento proletário."Os fundadores do socialismo científico sempre partiram do movimento tal como era, e aplicaram as táticas mais hábeis para contatar com o autêntico movimento das massas e fertilizá-lo com o programa do marxismo revolucionário. Isto significava, inicialmente, aparecer como a extrema esquerda do movimento democrático.
O trabalho de Marx em redor da Nova Gazeta Renana foi um modelo de agitação revolucionária que combinava a luta por reivindicações democráticas mais avançadas com uma defesa implacável do ponto de vista independente de classe do proletariado.A Liga dos comunistas foi, desde o princípio, uma organização internacional. Não obstante, a formação da Associação Internacional dos Trabalhadores (a Primeira Internacional), em 1864, constituiu um passo qualitativo à frente. A tarefa histórica da Primeira internacional foi a de estabelecer os princípios fundamentais, o programa, a estratégia e a táctica do marxismo revolucionário à escala internacional. De todas as formas, na sua concepção, a AIT não era uma Internacional Marxista, mas uma organização extremamente heterogênea, composta por sindicalistas reformistas britânicos, proudhonistas franceses, italianos seguidores de Mazzini, anarquistas e outros do estilo. Combinando a firmeza nos princípios com uma grande flexibilidade tática, Marx e Engels, gradualmente, ganharam a maioria. Numa carta a Engels, Marx explicava que tinham de usar de extremo tato, especialmente na hora de combater os preconceitos dos "trade-unistas" britânicos. Numa frase muito apropriada, Marx disse que sempre era "flexível na forma, mas audaz no conteúdo". Esta frase resume a atitude dos marxistas no seu trabalho nas organizações operárias reformistas.
A AIT conseguiu assentar as bases teóricas para uma genuína Internacional revolucionária. Mas nunca foi uma autêntica Internacional de massas. Foi realmente uma antecipação do futuro. A derrota da Comuna de Paris teve um efeito desorientador sobre as débeis forças da Primeira Internacional que entrou em crise, agravada pelas intrigas dos bakuninistas (anarquistas). Para evitar que a Internacional caísse nas mãos dos bakuninistas, Marx e Engels primeiro transferiram a sede para os Estados Unidos e, depois, decidiram dissolvê-la em 1872.
Apesar de continuarem a defender os princípios do internacionalismo, durante um período Marx e Engels estiveram sem uma organização internacional.
Do Universidade Vermelha
O Brasil foi redemocratizado com a constituinte de 1988, mas da ditadura de 1964 sobrou o entulho do PIG.
As notícias obedecem à ditadura das mesmas famílias donas dos mesmos jornais e TVs golpistas de 1964: Marinhos, Civitas, Mesquitas e Frias.
Os ditadores da mídia, censuram o que sai em seu jornais, rádios e TVs. Publicam notícias favoráveis para os "amigos" e para os "inimigos" fabricam crises e dossiês, por mais falsos e absurdos que sejam.
O mais recente é o "dossiê" FHC, para derrubar Dilma.
O instinto golpista continua o mesmo de 1964. Querem retomar de assalto o Estado brasileiro em 2010 a qualquer preço.
Para relembrar a falta de pudor em publicar mentiras, vejam a manchete recheada de escárnio e cinismo do jornal O Globo em 01/04/1964: "Fugiu Goulart e a Democracia está sendo restabelecida".
Goulart estava em Porto Alegre, em território nacional - portanto em pleno exercício da presidência - na casa do General Ladário, acompanhando o desdobrar dos acontecimentos.
Tancredo Neves, aliado de Jango na época, leu mensagem oficial do presidente no Congresso Nacional indicando o paradeiro em Porto Alegre, diante da UDN golpista.
O Globo publicou a manchete mentirosa para desestimular qualquer resistência popular e militar, dando respaldo aos golpistas.
João Goulart, vendo-se isolado, com apoio apenas do III Exército do Rio Grande do Sul, em minoria no apoio militar, só no dia seguinte à manchete mentirosa, exilou-se.
Folha, Estadão e O Globo tem vergonha enrustida de suas páginas mentirosas em 1o. de Abril de 1964. Foi dificíl encontrar a capa de "O Globo" na internet. A capa da Folha e do Estadão não se encontra. Querem apagar o passado de mentiras e saudações à ditadura.
As mentiras que lhes interessam hoje, são outras.
O PIG junto com os legítimos herdeiros da ditadura, os Demos (ex-PFL, ex-ARENA, ex-UDN) e os tucanos, que aderiram mais tarde ao golpismo midiático para retomarem o poder, são a atual ditadura a ser combatida.
Com a Internet, a TV digital que abrirá mais canais, a TV pública e rádios comunitárias, haveremos de democratizar a informação no Brasil, e libertarmo-nos desta ditadura disfarçada de informação.
By Zé August
Marx e Engels
Para um marxista, um partido revolucionário é, em primeiro lugar, programa, métodos, idéias e tradições e, só depois, uma organização e um aparelho (que sem dúvida têm importância) para levar estas idéias a amplas camadas de trabalhadores. O partido marxista, desde o seu início, deve basear-se na teoria e no programa, que é o resumo da experiência histórica geral do proletariado.
Esta é a primeira parte do problema. Mas só a primeira parte. A segunda é mais complicada: Como chegar às massas de trabalhadores com o nosso programa e as nossas idéias? Não é uma questão simples. Para os sectários, isso não é nenhum problema. Basta citar Lenine sobre a necessidade de "um partido revolucionário independente". Simplesmente nos proclamamos como tal e chamamos os trabalhadores a unirem-se a nós! A necessidade de construir um partido revolucionário independente é o “ABC” para os marxistas. Mas para além do “ABC” existem outras letras no alfabeto e uma criança que só repetisse as primeiras letras depois de alguns anos de escola não seria considerada muito esperta.No seu artigo Sectarismo, Centrismo e a Quarta Internacional (1935), Trotsky caracteriza os sectários da seguinte maneira:"O sectário vê a vida da sociedade como uma grande escola na qual ele é o professor. Em sua opinião, a classe trabalhadora deveria deixar de lado outras coisas menos importantes e sentar-se ordenadamente ao redor da sua tarimba. Então a tarefa estaria resolvida.
Apesar de jurar pelo marxismo em cada frase, o sectário é a negação direta do materialismo dialético, que toma a experiência como ponto de partida e sempre regressa a ela. Um sectário não entende a ação e reação dialética entre um programa acabado e a luta de massas viva, ou seja, imperfeita, inacabada. O sectarismo é hostil à dialética (não em palavras, mas em atos) no sentido em que volta as costas ao desenvolvimento real da classe trabalhadora". (Trotsky, Escritos, 1935-36.)No documento fundador do movimento marxista, O Manifesto Comunista, Marx e Engels explicam que:"Em que relação se encontram os comunistas com os proletários em geral?
Os comunistas não são um partido particular face aos outros partidos operários. Não têm interesses separados dos interesses de todo o proletariado. Não estabelecem princípios segundo os quais pretendam moldar o movimento proletário.
Os comunistas distinguem-se dos demais partidos proletários apenas porque, por um lado, nas diferentes lutas nacionais dos proletários acentuam e fazem valer os interesses comuns, independentes da nacionalidade, do proletariado na sua totalidade, e porque, por outro lado, nas várias etapas de desenvolvimento por que passa a luta entre o proletariado e a burguesia representam sempre o interesse do movimento na sua totalidade.
Os comunistas são, pois, praticamente, o setor mais decidido, sempre impulsionador, dos partidos operários de todos os países; teoricamente, têm, em avanço sobre a restante massa do proletariado, a compreensão das condições, do curso e dos resultados gerais do movimento proletário."Os fundadores do socialismo científico sempre partiram do movimento tal como era, e aplicaram as táticas mais hábeis para contatar com o autêntico movimento das massas e fertilizá-lo com o programa do marxismo revolucionário. Isto significava, inicialmente, aparecer como a extrema esquerda do movimento democrático.
O trabalho de Marx em redor da Nova Gazeta Renana foi um modelo de agitação revolucionária que combinava a luta por reivindicações democráticas mais avançadas com uma defesa implacável do ponto de vista independente de classe do proletariado.A Liga dos comunistas foi, desde o princípio, uma organização internacional. Não obstante, a formação da Associação Internacional dos Trabalhadores (a Primeira Internacional), em 1864, constituiu um passo qualitativo à frente. A tarefa histórica da Primeira internacional foi a de estabelecer os princípios fundamentais, o programa, a estratégia e a táctica do marxismo revolucionário à escala internacional. De todas as formas, na sua concepção, a AIT não era uma Internacional Marxista, mas uma organização extremamente heterogênea, composta por sindicalistas reformistas britânicos, proudhonistas franceses, italianos seguidores de Mazzini, anarquistas e outros do estilo. Combinando a firmeza nos princípios com uma grande flexibilidade tática, Marx e Engels, gradualmente, ganharam a maioria. Numa carta a Engels, Marx explicava que tinham de usar de extremo tato, especialmente na hora de combater os preconceitos dos "trade-unistas" britânicos. Numa frase muito apropriada, Marx disse que sempre era "flexível na forma, mas audaz no conteúdo". Esta frase resume a atitude dos marxistas no seu trabalho nas organizações operárias reformistas.
A AIT conseguiu assentar as bases teóricas para uma genuína Internacional revolucionária. Mas nunca foi uma autêntica Internacional de massas. Foi realmente uma antecipação do futuro. A derrota da Comuna de Paris teve um efeito desorientador sobre as débeis forças da Primeira Internacional que entrou em crise, agravada pelas intrigas dos bakuninistas (anarquistas). Para evitar que a Internacional caísse nas mãos dos bakuninistas, Marx e Engels primeiro transferiram a sede para os Estados Unidos e, depois, decidiram dissolvê-la em 1872.
Apesar de continuarem a defender os princípios do internacionalismo, durante um período Marx e Engels estiveram sem uma organização internacional.
Do Universidade Vermelha
NÃO ESTA SATISFEITO COM O PROGRESSO ATUAL E SUAS EXCELENTES PESPECTIVAS FUTURAS?
ACHA QUE O PAÍS ESTARIA MELHOR NAS MÃOS DOS TUCANOS?
OU PENSA QUE ESTARIA MELHOR PORQUE ALGUNS ÓRFÃOS E GOLPISTAS ALIADOS DO GOVERNO PASSADO DIZEM QUE NÃO ESTA E ASSIM INFLUENCIAM SUA OPINIÃO?
MUITA CAUTELA, PARE E PENSE, A QUEM INTERESSARIA DENEGRIR O GOVERNO ATUAL?
VOCE PODE SEM PERCEBER ESTAR SENDO INDUZIDO A FALAR MAL DO MELHOR GOVERNO QUE O BRASIL JÁ TEVE EM TODA SUA HISTÓRIA DE 500 ANOS, PODE ESTAR SENDO MIDIATICAMENTE INFLUENCIADO E USADO.
NÃO DEIXE QUE OUTROS CONCLUAM POR VOCÊ, DESCONFIE DE ALGUNS "ESPECIALISTAS","ARTICULISTAS" E "INTELECTUAIS" SOB ENCOMENDA QUE APARECEM NA TELEVISÃO E NOS JORNAIS.
OLHEMOS O PASSADO, O CARATER E OS INTERESSES INCONFESÁVEIS DE QUEM FALA MAL DO GOVERNO ATUAL. PARA ELES NÃO ESTA MELHOR MESMO, AFINAL PERDERAM O PODER DE INFLUENCIAR NOS RUMOS DO PAÍS - DE TODOS AS MANEIRAS POSSÍVEIS - COMO FAZIAM NO INCOMPETENTE, AUSENTE E SUSPEITO GOVERNO TUCANO.
OLHEMOS PARA TRÁS, PARA O PASSADO RECENTE, SÓ ASSIM PODEREMOS ENTENDER OS MOTIVOS, ENTENDER O PRESENTE E ENTENDER O PORQUE DAS "CRÍTICAS", DAS "CRISES" IMPUTADAS PELA MÍDIA-POLÍTICA E OPOSIÇÃO AO GOVERNO LULA, E ASSIM VALORIZAR AS CONQUISTAS E OS RUMOS ATUAIS. A VERDADEIRA CRISE É A CRISE DE PODER DA MÍDIA BRASILEIRA !
NÃO SEJA UM CÚMPLICE INVOLUNTÁRIO. NÃO SE DEIXE USAR. PARE E PENSE. SEJA MAIS RESPONSÁVEL NAS SUAS OPINIÕES. AS GERAÇÕES FUTURAS AGRADECEM!
Por Soldadonofront
A Notícia Como Verdade - Os jornalistas estão enterrando o jornalismo
Começa a chover. Não me ocorre outra idéia para me proteger do aguaceiro: paro na banca para comprar um jornal. Em época de "crise econômica", eis um belo investimento, com retorno imediato: além de me brindar com notícias interessantes, o jornal, quando dobrado e erguido sobre a cabeça, cumpre garbosamente a função de guarda-chuva.
O jornal é de São Paulo.Poderia - perfeitamente - ser do Rio de Janeiro ou de qualquer outro estado brasileiro.Eu disse "notícias interessantes" ? Em nome da verdade,retiro o que disse.
Pelo seguinte: não sou nenhum fanático por informação, não passo quatorze horas por dia conectado, não sou desses jornalistas que, à falta do que fazer na vida, acham que não existe nada sob o sol além do jornalismo. Em suma: considero-me apenas um consumidor mediano de notícias. Ainda assim, eu já sabia de noventa e cinco por cento do que aquele jornal tentava me dizer na primeira página.
O que o jornal me dizia, nos títulos ? Que o São Paulo "abre cinco pontos sobre o Grêmio". Que novidade! Qualquer criança de dois anos que tivesse passado diante de um aparelho de TV na véspera já sabia. Nem preciso falar da Internet. "Chuvas em Santa Catarina matam 20". Que novidade! "Obama divulga nomes de cargos-chave". Que novidade! "EUA podem injetar até US$ 100 bi no Citigroup". Que novidade!
Não é exagero: eu já tinha recebido todas essas informações na véspera.
Tive a tentação de voltar à banca, para pedir meus dois reais e cinquenta de volta. Mas, não: resolvi dar um crédito de confiança ao jornal. Quem sabe, como guarda-chuva ele teria uma atuação melhor. Teve.
De tudo o que estava nos títulos da primeira página do jornal, só uma informação era "novidade" para mim: "Brasil será o único país do mundo que não eliminou hanseníase". Conclusão: o jornal estava me oferecendo pouco, muito pouco, pouquíssimo.
Tenho certeza absoluta de que milhares de leitores, quando abrem os jornais de manhã, são invadidos pela mesmíssimo sentimento: em nome de São Gutemberg, para quem estes jornalistas acham que estão escrevendo ? Em que planeta os editores de primeira página vivem ? Por acaso eles pensam que os leitores são marcianos recém-desembarcados no planeta ? Ninguém avisou a esses jornalistas que a TV e os milhões de sites de notícias já divulgaram, desde a véspera, as mesmíssimas informações que eles agora repetem feito papagaios no nobilíssimo espaço da primeira página ?
Os autores dessas obras-primas ( primeiras páginas que não trazem uma única novidade para o leitor médio!) são, com certeza, jornalistas que temem pelo futuro do jornal impresso.
É triste dizer, mas eles estão cobertos de razão: feitos desse jeito, os jornais impressos estão, sim, caminhando celeremente para o mausoléu. Não resistirão.
Os coveiros da imprensa estão trabalhando freneticamente: são aqueles profissionais que aplicam cem por cento de suas energias para conceber produtos burocráticos, óbvios, chatos, soporíferos e repetitivos.
Em suma: os jornalistas estão matando o jornalismo.
Quem já passou quinze segundos numa redação é perfeitamente capaz de identificar os coveiros do jornalismo: são burocratas entediados e pretensiosos que vivem erguendo barreiras para impedir que histórias interessantes cheguem ao conhecimento do público. Ou então queimam neurônios tentando descobrir qual é a maneira menos atraente, mais fria e mais burocrática de transmitir ao público algo que, na essência, pode ser espetacular e surpreendente: a Grande Marcha dos Fatos.
Qualquer criança desdentada sabe que não existe nada tão fácil na profissão quanto "derrubar" uma matéria. Há sempre um idiota de plantão para dizer : "ah, não, o jornal X já deu uma nota sobre esse assunto"; "ah, não, o jornal Y publicou há trinta anos algo parecido" e assim por diante. O resultado desse exercício de trucidamento jornalístico é o que se vê: uma imprensa chata, chata, chata, chata. É raríssimo aparecer um salvador de pátria que pergunte: por que jogar notícias no lixo, oh paspalhos ? Por que é que vocês não procuram uma maneira interessante e original de contar - e oferecer ao publico - uma história ? Haverá sempre uma saída!
A regra vale para jornal impresso, revista, rádio, TV, internet, o escambau.
Mas, não. Contam-se nos dedos da mão de um mutilado de guerra os jornalistas que devotam o melhor de suas energias para fazer um jornalismo vívido e interessante. Já os burocratas e assassinos, numerosíssimos, continuam golpeando o Jornalismo aos poucos. Vão matá-lo, cedo ou tarde, é claro.
Não há organismo que resista à repetição dos botes dos abutres ( um dia, quando estiver prostrado à beira de um pedaço de mar verde da porção nordeste do Brasil, farei - de memória - uma lista dos crimes que já vi serem cometidos, impunemente, nas redações. Se tiver paciência para juntar sujeito e predicado, prometo que farei um post. Almas ingênuas podem acreditar que absurdos não acontecem com frequência nos zoológicos jornalísticos. Mas, em verdade, vos digo: acontecem, diariamente. O pior, o trágico, o cômico, o indefensável é que os assassinos do Jornalismo são gratificados com férias, décimo-terceiro, plano de saúde, aposentadoria, seguro de vida e vale-alimentação. Detalhe: lá no fundo, devem achar que ganham pouco....Quá-quá-quá).
Um detalhe inacreditável: em qualquer roda de conversa numa redação, em qualquer congresso ( zzzzzzzzzzz) de Jornalismo, é possível ouvir que há saídas simplíssimas. Bastaria tomar - por exemplo - providências estritamente "técnicas": em vez de repetir papagaiamente(*) nos títulos aquilo que a TV e a internet já cansaram de divulgar, por que é que os jornais não destacam na primeira página a informação inédita, o ângulo pouco explorado, o detalhe capaz de prender a atenção do coitado do leitor na banca ? Pode parecer o óbvio dos óbvios, mas nenhum jornal faz. Qualquer lesma semi-alfabetizada sabe, mas nenhum jornal faz. Se fizessem este esforço, os jornais poderiam, quem sabe, atiçar a curiosidade do leitor indefeso que entra numa banca em busca de uma leitura atraente. Coitado. Não encontrará. É mais fácil encontrar um neurônio em atividade no cérebro de Gretchen.
Fiz um teste que poderia ser aplicado a qualquer estagiário de jornalismo: tentar achar, no exemplar que tenho em mãos, informações que rendam títulos menos burocráticos e mais atraentes do que os que o jornal trouxe na primeira página. Em quinze segundos, pude constatar que havia,sim, no texto das matérias, informações mais interessantes do que as que foram destacadas nos títulos óbvios. Um exemplo, entre tantos: a chamada do futebol na primeira página dizia "São Paulo abre 5 pontos sobre o Grêmio". Por que não algo como "TREINADOR PROÍBE COMEMORAÇÃO ANTECIPADA NO SÃO PAULO" ou "JOGADORES DO SÃO PAULO PROBIDOS DE IR A PROGRAMAS DE TV" ? A matéria sobre as enchentes dizia que, depois do maior temporal dos últimos dez anos, Santa Catarina enfrentava racionamento de água potável - um duplo castigo. E assim por diante. Daria para fazer dez chamadas diferentes. Mas.....o jornal repete na manchete o que a TV já tinha dito.
Quanto ao futebol: com toda certeza, as informações que ficaram escondidas no texto eram mais atraentes do que a mera contagem de pontos que o jornal estampou no título da primeira página! Afinal, cem por cento dos torcedores do São Paulo já sabiam, desde a véspera, que o time disparara na liderança. Não é exagero dizer: cem por cento sabiam. Mas, a não ser os fanáticos por resenhas esportivas, poucos sabiam que o treinador tinha proibido os jogadores de participarem de programas de TV, para evitar comemorações antecipadas. Por que, então, esconder o detalhe mais interessante ? É o que os editores fazem: tratam de sepultar a informação mais atraente em algum parágrafo remoto, lá dentro do jornal. Depois, querem que o leitor saia da banca satisfeito por ter pago para ler o que já sabia....
Estão loucos.
Resumo da ópera: os assassinos do Jornalismo, comprovadamente, são os jornalistas. É uma gentalha pretensiosa porque acha que pode decidir, impunemente, o que é que o leitor deve saber. Coitados. O que os abutres fazem, na maior parte do tempo, em todas as redações, sem exceção, é simplesmente tornar chata e burocrática uma profissão que, em tese, tinha tudo para ser vibrante e atraente.
Mas nem tudo há de se perder. Os jornais podem, perfeitamente, ser usados como guarda-chuva. Fiz o teste. O resultado foi bom: cheguei tecnicamente enxuto ao destino.
(*)Papagaiamente: neologismo que acabo de criar, iluminado por uma inspiração animalesca.
Por Geneton Moraes Neto
O jornal é de São Paulo.Poderia - perfeitamente - ser do Rio de Janeiro ou de qualquer outro estado brasileiro.Eu disse "notícias interessantes" ? Em nome da verdade,retiro o que disse.
Pelo seguinte: não sou nenhum fanático por informação, não passo quatorze horas por dia conectado, não sou desses jornalistas que, à falta do que fazer na vida, acham que não existe nada sob o sol além do jornalismo. Em suma: considero-me apenas um consumidor mediano de notícias. Ainda assim, eu já sabia de noventa e cinco por cento do que aquele jornal tentava me dizer na primeira página.
O que o jornal me dizia, nos títulos ? Que o São Paulo "abre cinco pontos sobre o Grêmio". Que novidade! Qualquer criança de dois anos que tivesse passado diante de um aparelho de TV na véspera já sabia. Nem preciso falar da Internet. "Chuvas em Santa Catarina matam 20". Que novidade! "Obama divulga nomes de cargos-chave". Que novidade! "EUA podem injetar até US$ 100 bi no Citigroup". Que novidade!
Não é exagero: eu já tinha recebido todas essas informações na véspera.
Tive a tentação de voltar à banca, para pedir meus dois reais e cinquenta de volta. Mas, não: resolvi dar um crédito de confiança ao jornal. Quem sabe, como guarda-chuva ele teria uma atuação melhor. Teve.
De tudo o que estava nos títulos da primeira página do jornal, só uma informação era "novidade" para mim: "Brasil será o único país do mundo que não eliminou hanseníase". Conclusão: o jornal estava me oferecendo pouco, muito pouco, pouquíssimo.
Tenho certeza absoluta de que milhares de leitores, quando abrem os jornais de manhã, são invadidos pela mesmíssimo sentimento: em nome de São Gutemberg, para quem estes jornalistas acham que estão escrevendo ? Em que planeta os editores de primeira página vivem ? Por acaso eles pensam que os leitores são marcianos recém-desembarcados no planeta ? Ninguém avisou a esses jornalistas que a TV e os milhões de sites de notícias já divulgaram, desde a véspera, as mesmíssimas informações que eles agora repetem feito papagaios no nobilíssimo espaço da primeira página ?
Os autores dessas obras-primas ( primeiras páginas que não trazem uma única novidade para o leitor médio!) são, com certeza, jornalistas que temem pelo futuro do jornal impresso.
É triste dizer, mas eles estão cobertos de razão: feitos desse jeito, os jornais impressos estão, sim, caminhando celeremente para o mausoléu. Não resistirão.
Os coveiros da imprensa estão trabalhando freneticamente: são aqueles profissionais que aplicam cem por cento de suas energias para conceber produtos burocráticos, óbvios, chatos, soporíferos e repetitivos.
Em suma: os jornalistas estão matando o jornalismo.
Quem já passou quinze segundos numa redação é perfeitamente capaz de identificar os coveiros do jornalismo: são burocratas entediados e pretensiosos que vivem erguendo barreiras para impedir que histórias interessantes cheguem ao conhecimento do público. Ou então queimam neurônios tentando descobrir qual é a maneira menos atraente, mais fria e mais burocrática de transmitir ao público algo que, na essência, pode ser espetacular e surpreendente: a Grande Marcha dos Fatos.
Qualquer criança desdentada sabe que não existe nada tão fácil na profissão quanto "derrubar" uma matéria. Há sempre um idiota de plantão para dizer : "ah, não, o jornal X já deu uma nota sobre esse assunto"; "ah, não, o jornal Y publicou há trinta anos algo parecido" e assim por diante. O resultado desse exercício de trucidamento jornalístico é o que se vê: uma imprensa chata, chata, chata, chata. É raríssimo aparecer um salvador de pátria que pergunte: por que jogar notícias no lixo, oh paspalhos ? Por que é que vocês não procuram uma maneira interessante e original de contar - e oferecer ao publico - uma história ? Haverá sempre uma saída!
A regra vale para jornal impresso, revista, rádio, TV, internet, o escambau.
Mas, não. Contam-se nos dedos da mão de um mutilado de guerra os jornalistas que devotam o melhor de suas energias para fazer um jornalismo vívido e interessante. Já os burocratas e assassinos, numerosíssimos, continuam golpeando o Jornalismo aos poucos. Vão matá-lo, cedo ou tarde, é claro.
Não há organismo que resista à repetição dos botes dos abutres ( um dia, quando estiver prostrado à beira de um pedaço de mar verde da porção nordeste do Brasil, farei - de memória - uma lista dos crimes que já vi serem cometidos, impunemente, nas redações. Se tiver paciência para juntar sujeito e predicado, prometo que farei um post. Almas ingênuas podem acreditar que absurdos não acontecem com frequência nos zoológicos jornalísticos. Mas, em verdade, vos digo: acontecem, diariamente. O pior, o trágico, o cômico, o indefensável é que os assassinos do Jornalismo são gratificados com férias, décimo-terceiro, plano de saúde, aposentadoria, seguro de vida e vale-alimentação. Detalhe: lá no fundo, devem achar que ganham pouco....Quá-quá-quá).
Um detalhe inacreditável: em qualquer roda de conversa numa redação, em qualquer congresso ( zzzzzzzzzzz) de Jornalismo, é possível ouvir que há saídas simplíssimas. Bastaria tomar - por exemplo - providências estritamente "técnicas": em vez de repetir papagaiamente(*) nos títulos aquilo que a TV e a internet já cansaram de divulgar, por que é que os jornais não destacam na primeira página a informação inédita, o ângulo pouco explorado, o detalhe capaz de prender a atenção do coitado do leitor na banca ? Pode parecer o óbvio dos óbvios, mas nenhum jornal faz. Qualquer lesma semi-alfabetizada sabe, mas nenhum jornal faz. Se fizessem este esforço, os jornais poderiam, quem sabe, atiçar a curiosidade do leitor indefeso que entra numa banca em busca de uma leitura atraente. Coitado. Não encontrará. É mais fácil encontrar um neurônio em atividade no cérebro de Gretchen.
Fiz um teste que poderia ser aplicado a qualquer estagiário de jornalismo: tentar achar, no exemplar que tenho em mãos, informações que rendam títulos menos burocráticos e mais atraentes do que os que o jornal trouxe na primeira página. Em quinze segundos, pude constatar que havia,sim, no texto das matérias, informações mais interessantes do que as que foram destacadas nos títulos óbvios. Um exemplo, entre tantos: a chamada do futebol na primeira página dizia "São Paulo abre 5 pontos sobre o Grêmio". Por que não algo como "TREINADOR PROÍBE COMEMORAÇÃO ANTECIPADA NO SÃO PAULO" ou "JOGADORES DO SÃO PAULO PROBIDOS DE IR A PROGRAMAS DE TV" ? A matéria sobre as enchentes dizia que, depois do maior temporal dos últimos dez anos, Santa Catarina enfrentava racionamento de água potável - um duplo castigo. E assim por diante. Daria para fazer dez chamadas diferentes. Mas.....o jornal repete na manchete o que a TV já tinha dito.
Quanto ao futebol: com toda certeza, as informações que ficaram escondidas no texto eram mais atraentes do que a mera contagem de pontos que o jornal estampou no título da primeira página! Afinal, cem por cento dos torcedores do São Paulo já sabiam, desde a véspera, que o time disparara na liderança. Não é exagero dizer: cem por cento sabiam. Mas, a não ser os fanáticos por resenhas esportivas, poucos sabiam que o treinador tinha proibido os jogadores de participarem de programas de TV, para evitar comemorações antecipadas. Por que, então, esconder o detalhe mais interessante ? É o que os editores fazem: tratam de sepultar a informação mais atraente em algum parágrafo remoto, lá dentro do jornal. Depois, querem que o leitor saia da banca satisfeito por ter pago para ler o que já sabia....
Estão loucos.
Resumo da ópera: os assassinos do Jornalismo, comprovadamente, são os jornalistas. É uma gentalha pretensiosa porque acha que pode decidir, impunemente, o que é que o leitor deve saber. Coitados. O que os abutres fazem, na maior parte do tempo, em todas as redações, sem exceção, é simplesmente tornar chata e burocrática uma profissão que, em tese, tinha tudo para ser vibrante e atraente.
Mas nem tudo há de se perder. Os jornais podem, perfeitamente, ser usados como guarda-chuva. Fiz o teste. O resultado foi bom: cheguei tecnicamente enxuto ao destino.
(*)Papagaiamente: neologismo que acabo de criar, iluminado por uma inspiração animalesca.
Por Geneton Moraes Neto






