29 de março de 2009

A HORA É AGORA - UMA HISTÓRICA REVOLUÇÃO GLOBAL PODE ACONTECER

Na próxima quinta-feira dia 02/04/2009 d.c. os olhos da humanidade estarão voltados para Londres que receberá os lideres dos 20 países mais importantes, ricos e em desenvolvimento, participarão do mais importante Grupo Mundial de decisões globais, o G-20.

Líderes da Argentina, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Coréia do Sul, Turquia, Reino Unido, Estados Unidos e União Européia discutiram formas de evitar que Nações políticamente organizadas voltem a serem as vítimas da irresponsabilidade, das crises de liquidez e da ganância dos bancos internacionais, com a multiplicação descontrolada da oferta de seus instrumentos e produtos financeiros.

Diferentemente do que vem sendo notíciado em alguns jornais brasileiros, as manifestações que estão ocorrendo em Londres e parte do mundo não são contra o G-20, mas contra a manutenção do falido e excludente sistema Capitalista atual. Estão apoiando e em sintonia com as pretensões expostas por parte dos presidentes mundiais capitaneados pelo brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

Dentre as articulações do presidente brasileiro antes da reunião do G-20 - visando revisar a face do sistema financeiro mundial, estão marcados encontros com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, com a rainha da Inglaterra Elizabeth e com o primeiro-ministro britânico, o socialista Gordon Brown que esteve no Brasil semana passada.

Com a crise financeira atual, o desmoronamento da pirâmide capitalista é eminente, assim um consenso de reformas profundas no Sistema já esta imposto. Submissão nunca mais. Sob a égide dos Capitalistas o boom de crescimento da economia mundial desde 2000 se manifestou também como um processo desestatizante, então deve-se prever que isto poderá ser um entrave a ser resolvido, o que explica certa resistência de alguns lideres mundiais - principalmente os ligados ao Capital, em tomarem decisões políticas mais arrojadas.

Do ponto de vista geoeconômico, precisamos de uma mudança estrutural com uma verdadeira Revolução no Capital Financeiro, onde o crédito ao trabalho deva substituir consideravelmente o crédito ao Capital - principal elemento dos levantes e lutas revolucionárias. O Capital deve estar lastreado na produção ao invés de na especulação, precisamos de um novo paradigma como bem já definiu Lula, e neste momento impar da humanidade apenas através da supremacia do poder político poderão ser resolvidos os problemas e contradições colocados pelo sistema Capitalista.

A partir da década de 1980, regulações limitando os empréstimos bancários foram afrouxadas (vide seção 20 da emenda Glass-Steagall de 1933 que regulamentaca esse tipo de procedimento) permitindo uma gama maior de atividades financeiras, os "ativos financeiros" das instituições financeiras multiplicaram-se por 36. O sistema financeiro mundial não pode continuar baseado, por exemplo, na habilidade dos gerentes de bancos em gerar lucros. Os bancos não podem continuar a lucrar vendendo títulos que eles mesmos originem.

Não bastasse a verdadeira implosão do sistema financeiro mundial, some-se a isto, o fato de que a participação maior (39%) dos fluxos financeiros mundiais que alimentam os mercados maduros provêm de mercados emergentes como o Brasil. É sabido que grande parte da prosperidade, inovação e crescentes oportunidades são atribuídas aos mercados livres e esta vertiginosa curva descendente no desenvolvimento do Sistema Capitalista é a grande chance dos emergentes imporem a necessidade de se fazer uma Revolução Socio-capitalista com significativa mudança na estrutura econômica mundial.

E como tem se sentido o ser humano? Apesar de inegáveis avanços tecnológicos, é evidente a frustração que vive a espécie humana. Nunca o ser humano se sentiu tão sozinho, muito embora exista cada vez mais recursos nos meios de comunicação que possam aproximar as pessoas. Nunca o ser humano se sentiu tão triste, muito embora possa ter acesso a diversos meios de diversão. Nunca o ser humano esteve tão isolado, apesar de ter acesso a todos os recantos do planeta por meio da tecnologia colocada a seu dispor. Por que isso ocorre? Percebemos que isso é conseqüência daquilo que o ser humano, como espécie, coloca como prioridade. Ter, e apenas ter, mais matéria, como se essa conquista representasse o máximo de sua evolução. Alheios e enquanto muitos sofrem. Como já observou o pensador GD'Abronzo.

A intenção não deve ser, como muitos gostariam, apenas dos lideres mundiais salvarem o Capitalismo dos capitalistas, precisamos de uma nova estrutura, de reformas profundas nos organismos econômicos mundiais, dividir o pão, um novo conceito sócio-econômico-político, uma Nova Ordem Mundial, em que o Capitalismo seja apenas parte, e não o todo das relações interpessoais.

A mão, não raramente invisível, do Capitalismo não deve funcionar sem o pulso visível dos Estados. Considerando a importância do que esta em jogo, deve-se estar preparado para responder aos desafios colocados, sendo fundamental combater eventuais "mecanismos" políticos e ideológicos que visem, mais uma vez, dispersar os Socialistas, assim bloquear o desenvolvimento mundial de uma orientação revolucionária e novamente submeter o G-20 ao controle e a serviço dos conservadores Capitalistas.

!!@V@NTE G-20!!


Por soldadonofront

28 de março de 2009

TUCANOS DOS OVOS DE OURO - POR QUE GLOBO E VEJA APOIAM SERRA

Além de naturalmente, alinhar sua programação e sua linha editorial aos grupos e partidos políticos mais reacionários, retrógrados, conservadores e preconceituosos do país, a Globo e a revista Veja tem um motivo bem mais estimulante para ajudar o projeto destes grupo partidários: a grande soma de dinheiro que o governo paulista do José Serra, está empurrando para as empresas que pertencem estes órgãos (Rede Globo e Editora Abril).

Para se ter uma idéia, em 2007, o governo tucano de São Paulo, investiu R$ 526 mil reais na Editora Abril e em 2008, saltou para R$ 11,5 mlhões, um aumento de 2.000%. Para a Globo, foi mais generoso, se em 2007, ele investiu R$ 60 mil reais, em 2008, este valor subiu para R$ 13,8 milhões, um aumento de cerca de 20.000%. Sabemos agora, por que estes órgãos da imprensa escondem todo e qualquer escândalo dos governantes tucanos.

O PCC atuando em São Paulo e a mídia não fala nada, o escândalo de corrupção do caso Alstom e a mídia nada, o escândalo da merenda e a mídia nada, o caso de corrupção do governo tucano do Rio Grande do Sul da Yeda Crusius e a mídia não fala nada. Tudo devido ao cala boca (na forma de milhões de reais) que o Governo Tucano de José Serra "envia para os cofres destas empresas".

Por WALSIL - Via |REDE|BLOGO|

27 de março de 2009

# ALVO PREFERÊNCIAL - BLOG´S E BLOGUEIROS POLÍTICOS

Este mês o Blog da Dilma Rousseff presidente foi matéria em vários jornais, revistas, rádios e até na TV a cabo. Uma verdadeira avalanche de notícias e menções ao Blog na mídia. Mas, o espaço já existia há meses.

Não entendo a coincidência de tantos jornais darem conta da existência do Blog só agora, e ao mesmo tempo... Enfim. Só para citar alguns exemplos, teve matéria na Veja, na Isto É, no Estadão, menção do comentarista político da Globo News, na CBN, vários jornais locais etc. Melhor pro Blog, não é?

Foi uma bela divulgação!

O problema foi o enfoque dado por muitas dessas matérias. Não todas! Mas muitas... O Estadão, por exemplo, deu o seguinte título para a matéria: “Blog da Dilma dribla TSE e antecipa corrida para 2010 na web”. Aquela coisa: os petistas espertos estão driblando a Justiça. Mas, vem cá, e o blog do Serra ? Sim, porque o presidenciável tucano também tem! E é ativo, atualizado!

O blog da Dilma não é oficial, não tem ligação com o Planalto, nem com o PT, é uma livre manifestação de indivíduos. Internet é isso, é democratização dos espaços, seria absurdo querer censurar ou controlar uma mídia como esta. Mas, pro Estadão, só o blog da Dilma “dribla" a Justiça.

Do Crápula-mor

26 de março de 2009

# GUERRA FRIA - EUA XERIFES OU XERETAS DO MUNDO

O Departamento de Defesa dos EUA enfureceu as autoridades chinesas. O documento relatório realça em tom crítico o aumento da capacidade militar da potência asiática e a falta de transparência chinesa nesta matéria, apontando que este fator poderá aumentar a "incerteza" na região.

Pequim não gostou e acusou Washington de "manter a falácia de que a China representa uma ameaça militar". Um porta-voz chinês do ministério dos Negócios Estrangeiros disse ter apresentado formalmente um protesto ao governo dos EUA, pedindo para o "fim do pensamento de Guerra Fria". O mesmo responsável lamentou que o relatório norte-americano represente uma "interferência" nos assuntos do seu país.

Do blog

25 de março de 2009

#AVANTE REAL - CHINA DEFENDE NOVA MOEDA MUNDIAL

O Banco Central da China defendeu a instauração de uma nova moeda de reserva internacional para substituir o dólar, num sistema administrado pelo Fundo Monetário Internacional(FMI).

A ideia seria criar um novo sistema econômico mundial, livre das influências políticas de alguns países, explicou o governador do BC chinês, Zhu Xiaochuan, num texto publicado no site da instituição. “A crise econômica que abalou o mundo evidencia as vulnerabilidades inerentes e os riscos sistêmicos no sistema monetário internacional”, declarou.

A China é dependente do sistema atual dominado pelo dólar, e acompanha de perto o impacto das políticas de recuperação da economia norte-americana decididas pelo governo de Barack Obama, assim como as eventuais consequências das mesmas nas reservas cambiais chinesas.

Hoje, grande parte destas reservas de câmbio chinesas, de quase US$ dois trilhões, são em dólares, e a China expressou diversas vezes preocupação com o futuro destes bens.“A instauração de uma nova moeda de reserva amplamente aceita pode levar tempo”, destacou Zhu.“Porém, no curto prazo, a comunidade internacional e o FMI deveriam pelo menos encarar os riscos decorrentes do sistema atual, e efetuar controles e avaliações constantes”, sugeriu.

A reforma do sistema financeiro deve ser um dos temas principais das discussões do G-20, que reúne os governantes dos países ricos e “emergentes” no dia 2 de abril em Londres. Europeus e norte-americanos divergem nas prioridades: para Washington, os planos de recuperação são mais importantes que a necessidade de reformar o sistema.

Cesta de Moedas

A China deverá ter um apoio de peso no G-20, pois a Rússia já propôs que seja negociada durante a cúpula a criação de uma moeda de reserva. Para Zhu, esta moeda poderia ser os “Direitos de Emissão Especiais” (DTS). “Deveríamos estudar como dar um papel mais importante aos DTS, que têm o potencial para se tornar moeda de reserva”, escreveu.

Estes DTS, cujo valor é ligado a uma cesta de moedas, foram criados em 1969 pelo FMI como um bem de reserva mundial para completar as reservas dos países membros num momento em que a oferta de ouro e de dólares fosse insuficiente. O papel dos DTS foi reduzido desde então, e o FMI e alguns organismos internacionais os utilizam agora como unidade de contagem, explica a instituição em seu site.

Do Vermelho

24 de março de 2009

O CRISE FALOU - FHC DIZ QUE GRAÇAS A ELE O PAIS ESTA MAIS PREPARADO

CONSOLO ESTACA CONTRA VAMPIRO.
SE NÃO DERRETER QUANDO USAR TÁ PERDOADO.


Nesta segunda Fhc deu entrevista ao programa Roda Viva, transmitido pela TV Cultura.

Em resposta a uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva qual afirmou que vai deixar o Brasil "muito mais preparado" do que recebeu. Fhc afirmou que o país está mais preparado graças ao que foi "feito" em seu governo. Mas, claro, sem entrar em detalhes do que foi feito, porque NÃO foi feito quase N-A-D-A a não ser perder tempo, nós enrolar, nós vender, monopolizar, saquear e obstar nosso natural e necessário desenvolvimento, assim beneficiava seus amigos e caixas de campanha.

"Eu acho que o governo Lula poderia ser mais prudente, mas eu não gosto de ser engenheiro de obra pronta. Eu já estive lá e sei como é, mas que nós temos problemas fiscais, temos", no limite da irresponsabilidade, disse o incompetente, suspeito, a vergonha nacional.

Algumas múmias lesa-pátria é que poderia ser mais prudente e ir morar logo na França, mas tem de ficar por aqui para se defender e ajudar os tucanos a tentarem voltar ao Planalto, sabe que este país mudou, quem sabe não aparece um pedido de extradição lá na França, né.

Disse o lesa pátria que não gosta de ser engenheiro de obra pronta, quando verdade é que nem de obras ele gosta. Mas sobre um pênis de borracha - um consolo, de 25 cm que teria comprado com dinheiro público com cartões corporativos não dize nada.

"O Brasil está muito mais preparado agora para enfrentar crises do que antes, isso graças ao que fizemos. Eu não sou otimista como ele, mas o presidente da República tem que ser por natureza otimista. É possível que o pior tenha passado lá fora, mas aqui eu não sei."

Que estória, para desinformado, preconceituoso ou analfabeto político é esta de que entregou o Brasil "preparado" graças ao que fizemos?! O viajandão Fh entregou o Brasil quebrado para Lula em 2003 e agora vem com esta de que é graças ao que fizemos!

Do Plano Real, do Real de Fh só sobrou o nome Real mesmo, acho até que deveria se chamar Novo-Real, assim apagar definitivamente qualquer mancha, qualquer risco e ainda esquecemos dele e do desastre nacional que foi ter ele presidente da republica - dizem um distribuidor de mensalões na presidência do Brasil por 8 anos.

Em seu otimismo, às avesas, diz o que sabemos ser mentira, que o pior passou lá fora, mas aqui disfarça não sabe, levantando dúvidas, torcendo para a crise aprofundar, dificultar, piorar...

Por soldadonofront

23 de março de 2009

RESPOSTA A UMA PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR - PORQUE NÃO LER NOBLÁBLÁBLÁ!

Então Noblablablat tem contrato superfaturado sem licitação e tal, contratado na gestão da oposição na presidência do Senado - leia-se o oposicionista Eifreai Moraes. Porque não se lê, não se vê e não se ouve nada sobre este novo escândalo envolvendo o Senado Federal?

Começo a pensar que a indignação deles era tudo blá,blá,blá também, não vale dizer que é perseguição da esquerda, coisa de quem não gostam de jazz e tal - na verdade prefiro blues.

Será que vai dar naquele nunca tão evidente, costumeiro, típico, e contratável blábláblá de sempre? Igual um monte de outros blásblásblás, todos, igual nós de alguma forma reféns do sistema Capitalista - que eles mesmos defendem, tem de vender a opinião, indignação - deve ser este o etc, para ganhar o pão e ainda são contra o Bolsa Família.

Ou mudam o modo de enfocar políticamente os assuntos de interesse nacional ou é mesmo o fim da linha para estes papagaios de piratas, bonecos de ventrilocos e bobos de uma corte falida.

Começo a ter certeza dos motivos os quais confio muito pouco ou nada, em quem lucra financeiramente (direta ou indiretamente) para escrever, principalmente se o assunto for sobre política.

Só não vê, quem não quer ver, tome um Sonrisal por precaução e leia mais aqui ou aqui.

Por soldadonofront

20 de março de 2009

OS CÃES LADRAM MAIS ALTO - CONSPIRANDO UMA CARAVANA DA TRANS-APARÊNCIA

Abandonando a propalada estratégia da natimorta linha "propositiva", impulsionados por uma sazonal queda na aprovação de Lula, cansados de verem as caravanas do progresso passarem, a oposição ensaia anunciar na próxima semana a montagem final de uma sórdida e baixa conspiração política, tendo como mote o argumento de "fiscalizar" as obras do PAC.

Pretendem realizar visitas aos Estados, para filmar e fotografar as obras que, embora propagandeadas pelo governo, estariam paralisadas ou apenas atrasadas mas se o atraso se der por culpa dos aliados que não querem deixar o Governo trabalhar também, aí a oposição não levará à TV as imagens, claro.

A ladragem oposicionista começará por Pernambuco, terra de Lula. O alvo da perseguição política é, claro, a ministra Dilma Rousseff - pretença candidata ao Planalto. Desejam a todo custo tentar descontruir a fama da ministra de boa gestora mesmo com a excelente administração feita e mesmo que isto seja verdade.

A caravana da conspiração foi combinada na semana passada, em jantar do candidato tucano José Serra - um dos interessados, o DEM sugeriu que a oposição unificasse o "discurso". Ou seja uma hipocrisia só.

Se alguém pensa que a oposição esta preocupada com os brasileiros, com a correta aplicação do dinheiro do contribuinte errou, estão pensando neles, preocupados com eles, só eles. Voce, os brasileiros, o dinheiro público, são só a desculpa.

Não se deixe enganar, não se iluda, é tudo pelas aparências, pelas eleições de 2010, se depende-se da oposição um programa tão importante como o PAC não estaria nem acontecendo no Brasil.

Por soldadonofront

19 de março de 2009

PROJETO NOVA VENEZA - PARA ECONOMIZAR GOVERNO DE SÃO PAULO NÃO AVISOU

JOSÉ SERRA: EU TENHO PROJETOS PARA SÃO PAULO

Esses VERMELHINHOS gostam de POR FOGO NO CIRCO. Em pouco tempo que estou à frente do Governo de São Paulo, já mudei O ESTADO DA ÁGUA PARA O VINHO. (MAIS ÁGUA DO QUE VINHO). São Paulo hoje é um Estado que pode ser comparado à Cidades como Veneza, na Itália.

Com meu projeto para 2010 (parte dele "amansando o CHUCHU e outra parte DERROTANDO O AÉCIO NEVER) São Paulo estará MUDADO POR COMPLETO.


Conseguimos ATÉ MUDAR A AMÉRICA DO SUL, colocando DOIS PARAGUAIS, sendo um PRIVATIZADO, porquê não um ESTADO muito menor que o CONTINENTE?

Do amigos do Serra

17 de março de 2009

TELEVISÃO SERÁ A PRÓXIMA - O FUTURO DOS JORNAIS

A reportagem de capa desta semana da revista Time aborda exatamente os tempos negros vividos atualmente pelos jornais. Evidentemente, o autor da análise pessimista, Walter Isaacson, ex-editor da própria Time, aborda a questão dos jornais americanos, apresentando números que comprovam a queda de faturamento das empresas de mídia, enquanto se constata o aumento do número de leitores – sobretudo entre o público jovem que, normalmente, rejeitava o formato de jornal impresso.

A questão é saber como as empresas poderão sair desta sinuca em que se encontram. Ao mesmo tempo que a tecnologia democratizou o acesso à mídia global, dificultou os mecanismos de faturamento. Ou seja, pode-se ler publicações de países do mundo inteiro num simples clicar de botão – com exceção feita, infelizmente, àqueles países governados por regimes ditatoriais que impedem o livre acesso à informação. Para estes governantes, informação válida apenas aquela que lhes agrada. Desnecessário citar os nomes dos países, os mesmos de sempre, que querem dominar as mentes dos seus povos controlando a informação, caso de China, Coréia do Norte, Cuba, Birmânia,etc.

Mas, voltando ao mundo real, o jornalismo, segundo Isaacson, está seriamente ameaçado. Tanto a profissão de jornalista, porque, em breve, as empresas não mais poderão pagar salários justos a seus profissionais, como o próprio jornalismo, que pode perder força, como instituição, pois ficará rendido completamente ao poder dos anunciantes, uma vez que as outras fontes de renda praticamente estão deixando de existir: venda em banca e assinatura. Ora, por que alguém vai assinar uma publicação se pode lê-la – e outras também – on-line sem pagar um centavo por isto?

Para piorar a situação, os anúncios em webpages e portais não estão revelando-se a fonte de receita que os provedores de conteúdo esperavam. E a crise econômica veio somente agudizar e tornar público a agonia das empresas de mídia.

Além dos tradicionais (e cruéis) cortes de pessoal, algumas empresas estão tentando saídas criativas para superar a crise e não perecer. Aqui, no sul da Flórida, dois jornais concorrentes – Sun Sentinel e The Palm Beach Post – uniram suas equipes de entrega para otimizar os custos. Em vez de dois entregadores de jornais, as empresas estão empregando apenas um para fazer o mesmo trabalho. Isto, é claro, cortou empregos neste setor.

O Christian Science Monitor e o Detroit Free Press decidiram suspender suas edições impressas e continuam publicando conteúdo on-line. No Brasil, a Tribuna da Imprensa, do Rio, e a Gazeta Esportiva, de São Paulo – um dos mais tradicionais jornais de esporte do país – também adotaram esta postura.

Isaacson admite ter sido um erro a liberação gratuita de conteúdo e sugere, pelo menos, um pagamento mínimo, do tipo assinatura eletrônica via pay pal. Na opinião dele, mesmo que fosse um centavo, a quantidade gerada possibilitaria uma boa arrecadação para as publicações, como, aliás, faz atualmente o Wall Street Journal.

Na mesma edição, porém, uma matéria de Josh Quittner é mais pragmática. O autor não acredita que tentar cobrar por aquilo que já é gratuito surtirá qualquer efeito junto aos usuários, até porque sempre haverá alguém fornecendo conteúdo grátis e quebrando a corrente.

Em vez de culpar a tecnologia, ele propõe fazer da tecnologia uma aliada. Por isto, defende a adoção de e-readers, instrumentos que transformam a leitura eletrônica um prazer, eliminando as torturantes chamadas de e-mails, messengers pop-ups e afins, que apenas irritam quem está interessado em ler um artigo.

A verdade é que, mais do que nunca, as empresas de mídia precisam unir-se e buscar alternativas para sobreviver – e lucrar, a fim de garantir emprego para os jornalistas e demais funcionários que trabalham no setor. O duro mesmo será convencer alguém a pagar por aquilo que já recebe de graça, como frisou Quittner.

A pergunta que fica é a seguinte:
você pagaria para ter acesso a conteúdo ou simplesmente manteria os canais abertos, sob risco de ver as companhias jornalísticas desaparecerem?

Por Antonio Tozzi

COMENTÁRIO
Em resposta a pergunta de Antonio Tozzi já que lá não tem espaço para responder, assumiria o risco de ver as companhias jornalísticas desaparecerem simplesmente porque algumas associações midiáticas são utilizadas com fins lucrativa e eminentemente político eleitoreiros.

Pouquissimos pagariam para ter acesso a conteúdo, menos ainda se duvidoso, mentiroso, político, suspeito... Estão literalmente perdidos. Com a internet vender opiniões, simpatias, preferências, indignações já não dá mais lucro como antes. Que bom.

Hoje a RECORD usou do direito de resposta e disse que quem esta quebrada e sem credibilidade é a Folha de São Paulo e não eles. Desconfia-se que a Plim Plim pode até estar por trás disto, a Record esta crescendo muito na audiência. O que confirma a veracidade dos desmentidos veiculados é que até agora a Folha de São Paulo esta calada e não se defendeu das acusações.

Por soldadonofront

16 de março de 2009

O Brasil no Salão Oval - Uma Reunião Maravilhosa, diz Obama

O presidente Barack Obama cumprimenta o presidente Lula do Brasil no SALÃO OVAL da WHITE HOUSE. Revelando-se um grande admirador da liderança progressiva e progressista que o presidente Lula mostra ao mundo, o presidente Obama definiu a reunião como M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A exatamente nestes termos quando abriu uma coletiva à imprensa mundial - após a reunião reservada entre os dois chefes de Estado, na pauta aberta o presidente Lula descreveu alguns tópicos citados na reunião, o de proverem a crise financeira global citou o desemprego mundial que resulta dela, a necessidade de desenvolvimento da África e da América Latina. O presidente Obama foi perguntado igualmente sobre movimento quase inaudito do Brasil para a utilização em larga escala dos bio-combustíveis, e se criaria problemas para os produtores de biocombustíveis nos Estados Unidos, como se pode constatar o presidente Obama e o presidente Lula foram muito otimistas com o encontro dos chefes dos dois mais importantes Estados das Américas:

PRESIDENTE OBAMA:
Eu penso que o Brasil mostrou a liderança extraordinária quando aos combustíveis biológicos. Revelando-se um grande admirador das etapas que foram tomadas pelo presidente Lula em levar a cabo combustíveis biológicos e em desenvolvê-los. E este é um investimento que Brasil faz por um tempo muito longo. Minhas políticas que entram esta administração foram redobrar esforços aqui nos Estados Unidos para levar a cabo um trajeto similar do desenvolvimento de energia limpa. E eu penso que nós temos muito para aprender de Brasil. Como eu mencionei ao presidente Lula, eu penso que nós temos o potencial trocar idéias, tecnologia construir na estrutura da cooperação do biodiesel estabelecida. Eu sei que a introdução do álcool etílico brasileiro que entra os Estados Unidos foi uma fonte de tensão entre os dois países. E não vai mudar durante a noite, mas penso que enquanto nós continuamos a construir trocas das idéias, comércio, comércio em torno da introdução do biodiesel, que sobre o tempo esta uma tensão que podemos começar a resolver.

PRESIDENTE LULA: Esta é a primeira reunião que nós temos entre a administração de Obama e o presidente brasileiro para discutir esta nova edição mundial. Realmente, minha resposta é construída em sua pergunta. Ele igualmente compreende quando o mundo estiver relacionado com a mudança de clima e com emissões de carbono que trazem o efeito de estufa, o combustível e o combustível limpo igualmente quanto a tarifas. Já discuti com Angela Merkel, com Tony Blair quando era primeiro ministro, com o presidente de France, Sarkozy, com presidente Bush anterior. Eu nunca espero uma resposta imediata. Este é um processo. Com o passar do tempo, Brasil está mostrando que o combustível biológico é uma alternativa extraordinária. E os países serão convencidos lentamente. E lentamente outros países juntar-se-ão ao esforço do combustível biológico. É isto que acredito. Um seminário será realizado em New York City em segunda-feira, onde eu atenderei, e esta será uma pauta forte que seja discutida lá. Eu falei com presidente Obama sobre a possibilidade para que nós construir-mos as parcerias com países do terceiro mundo, especialmente um projeto comum com o continente africano. E as coisas mover-se-ão para a frente como os povos começam mudar. Ninguém pode mudar durante a noite, nos termos de sua matriz da energia. Agradeça ao Deus por 30 anos onde Brasil tem já o controle tecnológico e o "knowhow". E quando o presidente Obama vier visitar o Brasil vai pedir que conheça um carro funcionado por motor flex-combustível, se sentirá muito confortável.

Do White House

COMENTÁRIO
Nossa comitiva esta no hotel The Plaza, onde estão hospedados o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra Dilma Rousseff, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, também Marco Aurélio Garcia que afirmou a agenda já está desenhada, o grande problema é como vai ser a coordenação da ação no interior de cada país e globalmente.

Um timão de primeira linha.

Vejo que só um brasileiro na presidência do FMI para o "sistema" voltar a ter credibilidade.

!!@v@nte!!

14 de março de 2009

Pedindo Penico - Banco Mundial reconhece fracasso de privatizações

O economista chefe do Banco Mundial para América Latina e Caribe, Augusto de La Torre, reconheceu o fracasso da onda de privatizações da década de 90, em declarações à imprensa, durante a apresentação, em Buenos Aires, de um informe sobre mudanças climáticas.

"Nos anos 90, havia uma expectativa no sentido de que o privado poderia substituir o Estado em todos os aspectos de infraestrutura, mas isso não aconteceu"
, afirmou De La Torre, ao ser perguntado sobre as privatizações na América Latina.

"Esse mantra de que tudo devia ser privatizado foi apenas um fenômenos dos anos 90, hoje já não o vejo em nenhuma parte. Nem no Banco, nem fora do Banco", completou o economista.

A respeito, declarou que "agora, a visão do Banco Mundial não é branco e preto. O que interessa ao banco é que o projeto seja eficiente e tenha a maior quantidade de benefícios sociais".

O Banco Mundial, junto ao Fundo Monetário Internacional impuseram receitas no continente que conduziram a programas de ajustes estruturais e ondas privatizadoras, que, no caso argentino, levaram a surtos sociais e à queda do governo do presidente Fernando de La Rúa.

Essas políticas abriram as portas para o capital privado e internacional a fim de apossar-se de setores estratégicos como telecomunicações, portos, aeroportos, linhas aéreas, produção e transmissão de eletricidade, combustíveis e até o abastecimento de água.

Fonte: Granma

12 de março de 2009

Esquerda X Direita - A Cartilha do Neoliberalismo no Lixo da História

A crise financeira por que passa o planeta não terá abalado apenas as economias dos países desenvolvidos e dos emergentes. Os tremores serão sentidos também nos gabinetes dos pensadores sobre as políticas econômicas a serem adotadas pelos governantes de agora em diante.

Economistas de todo o mundo parecem concordar que, de uma forma ou de outra, o Estado terá um papel maior na economia daqui por diante. E há dois pontos de referência para discutir este período específico da história: o ciclo de crises da economia e as fórmulas para evitá-las.

Karl Marx disse que o capitalismo vive crises cíclicas. Nas últimas décadas, com o fito de enfrentar essas crises, surgiu o receituário do Estado Mínimo e o neoliberalismo, defendendo que, com determinadas providências macroeconômicas, um governo enxuto e a liberdade de mercado, essas crises poderiam ser evitadas.

Agora, o mundo vive uma crise no epicentro da sua estrutura econômica e financeira. As fórmulas neoliberais terão ido para o lixo da história?

O neoliberalismo era uma antítese ao modelo do Estado regulador. E, segundo o cientista político Emir Sader, só quando as potências centrais fossem vítimas da desregulação do mercado, a farra especulativa teria um limite. Agora a Bolsa de Nova York e o sistema financeiro dos países desenvolvidos são vítimas da especulação. “Esse momento chegou”, afirma Sader.

Eis que – oposto ao receituário neoliberal do Estado Mínimo, como um oráculo, o economista Delfim Neto declarou recentemente: “Meus amigos, não se preocupem. Os governos salvarão os mercados.” O lingüista Noam Chomsky já vê a economia dependente do Estado. “É um sistema no qual o público paga os custos e assume os riscos, e os lucros são privados”, pontua, para o arrepio dos neoliberais.

Eis, porém, que a principal resposta apresentada pelos países desenvolvidos para solucionar a crise constituiu-se num forte golpe no neoliberalismo. Primeiro, na intervenção do governo norte-americano. A ajuda financeira aos bancos e às suas principais agências de crédito imobiliário é o reconhecimento do governo da maior potência capitalista do planeta quanto à incapacidade de o mercado encontrar todas as soluções para seus problemas. A ação – e não o discurso – fala por si: o mercado falhou e produziu a maior crise financeira de todos os tempos, e ponto final.

A cartilha neoliberal começou a ser colocada num canto obscuro da prateleira. O primeiro-ministro da Inglaterra, Gordon Brown, deu a senha. A Inglaterra decidiu lançar um programa de recapitalização e nacionalização do sistema bancário. Ou, em português claro, estatização. Cabe reafirmar que a injeção de recursos públicos na aquisição de um empreendimento privado é, sim, estatização.

Ora, estatizar é ir contra a proposta do Estado Mínimo, defendida pelo antecessor de Brown, Tony Blair, de quem, aliás, foi seu ministro de Finanças. Qual é a diferença entre um Estado Mínimo e um Estado Máximo? E, portanto: Qual o papel do Estado, na sociedade? Foi Estado Mínimo, concepção de fundo conservador, que deu origem ao receituário neoliberal.

Durante anos defendeu-se uma idéia de um Estado Mínimo que pressupõe a não-intervenção e seu afastamento em prol da liberdade individual e da competição entre os agentes econômicos. Segundo o neoliberalismo, este seria o pressuposto da prosperidade econômica, daí a dificuldade de estes teóricos enfrentarem a crise atual. Na cartilha desses economistas, a única forma de regulação econômica são (ou eram) forças do mercado, as mais racionais e eficientes possíveis. Ao Estado Mínimo caberia garantir a ordem, a legalidade e concentrar seu papel executivo naqueles serviços mínimos necessários: policiamento, forças armadas, poderes executivo, legislativo e judiciário. Portanto, um Estado que abriria mão de toda e qualquer forma de atuação econômica direta, como no caso das empresas estatais.

A esta altura, o sinal que o governo brasileiro emite sobre a presença do Estado, ao largo de idéias polarizadas, é a visão social da sua atuação, também nas determinantes econômicas. O presidente Lula disse, em recentes declarações no Exterior que, mais do que cuidar apenas da economia, os governantes precisam fazer uma abordagem política dos problemas financeiros que o mundo enfrenta com a crise mundial.

Muito além do esgotado neoliberalismo, um Estado que atue para fortalecer o seu mercado interno. É o que vem fazendo o Brasil ao adotar políticas sociais voltadas para a distribuição da renda. Além, portanto, dos estritos mecanismos dos ajustes macroeconômicos (indispensáveis) como o controle da inflação, da dívida pública e da política monetária.

Com a redução da concentração de renda, fortalece-se o mercado interno; com a ampliação das oportunidades, o Estado, com a educação, aposta no seu crescimento sustentado. Com os investimentos na infra-estrutura, em parceria com o empresariado, o Estado induz ao fortalecimento dos setores que suportam o crescimento no longo prazo.

O governo tem atuado com o Bolsa-Família, que já apresenta resultados na redução da concentração de renda, reconhecidos em todo o mundo. No mesmo sentido, tem atuado no fortalecimento da agricultura familiar, reduzindo o custo da alimentação, e ampliando o financiamento da agricultura como um todo. Além de aumentar a capacidade de consumo da família brasileira, como apontam os estudos do IBGE, reforça também a capacidade de investimento das empresas, por intermédio da ampliação de linhas de crédito do BNDES.

Fortalece o consumo, dinamiza a economia e a robustece para enfrentar crises financeiras mundiais.

E agora surge no cenário internacional uma nova pauta, que inegavelmente terá flutuado como uma sombra ameaçadora sobre os dirigentes de todas as nações desenvolvidas, açuladas pela recessão: haverá necessidade de regular o sistema financeiro internacional e acabar de uma vez por todas com a crendice de que o mercado vai regular-se pelos seus próprios interesses.

Com a cartilha neoliberal no lixo, é hora de buscar soluções naqueles que já apontavam para as crises e para as suas soluções. O historiador britânico Eric Hobsbawn recomenda a releitura de Karl Marx, não como um receituário de governo, mas como uma forma mais realista de ver o capitalismo. Não fará mal, recomenda o historiador inglês, revisitar John Maynard Keynes, que defendeu a atuação do Estado no fortalecimento econômico das nações.

Por Ideli Salvatti

11 de março de 2009

Comprovado PSDB é Anti-Democrata - Marola de FHC visa adiar ou cancelar prévias tucanas

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não quer que seja agora a prévia tucana para escolha do candidato a presidente em 2010. Numa estocada ao presidenciável governador de Minas, Aécio Neves, que cobra definição sobre as prévias e data para realizá-las, FHC respondeu que "os governadores tem é que trabalhar".

Está contra, assim, a antecipação do calendário eleitoral de 2010. Mas, foram eles, os tucanos e a oposição, sempre com apoio de parte da mídia, que colocaram na agenda do país a questão sucessória, insistindo no factóide da antecipação da campanha da ministra Dilma Rousseff!

E isso, quando na prática ela não é candidata. Sua situação é como a dos governadores José Serra e Aécio Neves. Ela é tão somente pré-candidata, como acontece e é usual em todos os processos eleitorais em todo o mundo, quando não se tem uma candidatura natural.

Para governo e PT, prioridade é combater a crise

Como debelar ou amenizar a crise é nossa principal prioridade, do lado do governo estamos totalmente de acordo, independente das articulações, debates internos, construção de alianças e disputas nos Estados.

Nossa prioridade, do PT e da base aliada, tem que ser combater a crise, apoiar o governo. E a nossa, de petistas, também a preparação do partido para suas eleições internas no segundo semestre.

Na prática, essa afirmação do ex-presidente FHC, mais a divulgação hoje pela Folha de S.Paulo, de que apenas um presidente de diretório regional tucano apóia Aécio e que metade dos outros presidentes regionais de todo o país já apóia Serra, pode ser um sinal para o adiamento da prévia para 2010, como quer Serra.

Talvez, sinal até mesmo para o seu cancelamento no futuro. O fato é que, na prática, o PSDB foge da democracia interna como o diabo da cruz e não quer saber de consulta às bases. Seu DNA elitista sempre prevalece. "Está decidido e pronto: o candidato é o tucano de São Paulo, José Serra" - é assim que o partido, sua cúpula, agem.

Surpreendem-se e caíram do cavalo, porque Aécio não desiste. Insiste nas prévias e se prepara para ser o Barack Obama do PSDB, derrotando a Hilary Clinton tucana, José Serra. Como previu em entrevista domingo o ex-presidente nacional do partido, Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Do blog do Dirceu

10 de março de 2009

Lula diz no 'FT' esperar que crise dê origem a sociedade mais humana

Em artigo exclusivo publicado nesta terça-feira no jornal Financial Times, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse esperar que a crise econômica dê origem a um novo tipo de sociedade, que privilegie o bem-estar do ser humano.

O texto faz parte de uma série de debates e artigos promovida pelo diário britânico sobre o futuro do capitalismo.
"Hoje ninguém ousa prever qual será o futuro do capitalismo", afirma Lula. "Como líder de uma grande economia descrita como 'emergente', o que posso dizer é que tipo de sociedade espero que apareça depois desta crise (... ) Tenho esperanças de um mundo livre dos dogmas econômicos que invadiram as ideias de muitas pessoas e que foram apresentados como verdades absolutas."
Nele, Lula afirma ainda que espera um mundo livre de dogmas econômicos, afirmando que "não dá muita importância a conceitos abstratos".
"Não estou preocupado com o nome que será dado à nova ordem econômica e social que virá depois da crise, desde que seu principal foco seja o ser humano".
Lula defendeu a política econômica em vigor no Brasil. "Políticas anti-cíclicas não deveriam ser adotadas apenas em épocas de crise. Aplicadas com antecedência - como foi feito no Brasil - elas são a garantia de uma sociedade mais justa e democrática", escreve o presidente.

Lula ainda descreve outras expectativas que tem para o fim da atual crise econômica global.
"(Espero que surja) uma sociedade que vai valorizar a produção e não a especulação. A função do setor financeiro será de estimular a produtividade - e ele estará sujeito a um controle rigoroso nacional e internacional. O comércio exterior será livre do protecionismo que está mostrando sinais perigosos de estar se intensificando".
Lula também menciona suas esperanças de uma reforma nas organizações multilaterais e de um novo sistema de governança global.

Em boa parte do artigo, o presidente também relembra sua infância no interior de Pernambuco, o início de sua vida de metalúrgico em São Bernardo do Campo (SP) e sua trajetória política até ser eleito em 2002.

"Para mim o capitalismo nunca foi um conceito abstrato", escreve.

Da BBC Brasil

9 de março de 2009

Pela Ética na Política - “Ficha Limpa” é o mínimo na Política

Deputado Chico Leite do PT de Brasília lança campanha para evitar que quem tem ficha suja na Justiça Criminal possa ser candidato.

A partir de segunda-feira, se você deseja evitar que quem tem ficha suja possa ser candidato, pode fazer alguma coisa para mudar a situação. Em tendas espalhadas pela cidade, o deputado Chico Leite disponibilizará aos interessados um abaixo-assinado para que a população exija a ficha limpa na Justiça Criminal como condição de elegibilidade.

Ao assinar o manifesto, você estará afirmando que, no mínimo, os candidatos a cargos eletivos no Executivo e no Legislativo precisam ter idoneidade moral para nos representar.

Do portal Chico Leite

6 de março de 2009

Convocação Geral - Repúdio à Folha e os movimentos sociais

Neste sábado, (AMANHÃ) às 10 horas, será realizado um ato de repúdio ao jornal Folha de S.Paulo, que num recente editorial usou o odioso neologismo de “ditabranda” para qualificar a cruel ditadura militar brasileira que prendeu, torturou e assassinou milhares de patriotas. O evento, organizado pelo Movimento dos Sem Mídia, ocorrerá em frente ao prédio do Grupo Folhas, na Alameda Barão de Limeira, 425, no centro da capital paulista. Além do ato, um manifesto de repúdio ao editorial já coletou mais de 7 mil assinaturas.

A mobilização para este protesto democrático, contra a manipulação midiática, tem sido feita basicamente através de internet. Dezenas de sítios e blogs convocam o ato, além de denunciarem a linha editorial da Folha, que se traveste de “plural e democrática”, mas que defendeu o golpe militar de 1964 e deu apoio às brutalidades do regime. Até agora, porém, observa-se pouco engajamento dos movimentos sociais. Presos às demandas do cotidiano, eles nem sempre se dão conta das lutas de caráter mais estratégico – como a batalha nevrálgica pela democratização das comunicações, contra a ditadura midiática.

Passado e Presente Nefastos

O problema da Folha e da maioria dos meios privados não se restringe ao passado. Com o neologismo “ditabranda”, ela apenas deu um tiro no pé e confessou o crime. A mesma atitude golpista e autoritária, embora mais nuançada, o jornal mantém nos dias atuais. O problema não é histórico, é de classe. A mídia privada defende os interesses da residual minoria capitalista e contrapõe-se aos anseios da maioria do povo, dos trabalhadores. Com recursos poderosos, ela faz de tudo para manipular corações e mentes. Ela ocupa o papel, como já disse o revolucionário italiano Antonio Gramsci, de “partido do capital”. (Continua)

Por Altamiro Borges

!!@V@NTE!!

5 de março de 2009

JÁ SE FOSSE UMA PIRÂMIDE - MINAS E SÃO PAULO FORA DO PAC HABITAÇÃO !?

Os governadores de Minas e de São Paulo, candidatíssimos para 2010, negaram a Dilma Roussef, Guido Mantega, Paulo Bernardo, Márcio Fortes, a redução de impostos federais e estaduais (ICMS) proposta sobre materiais de construção, porque para aprova-lá pleiteiam a descentralização, a desfiguração e descaracterização da paternadade e da maternidade de um importante Programa Nacional, querem atravessar o programa, o dinheiro público, o PAC..

Porém, não participando deste importante projeto de construção nacional das necessárias moradias para as populações de baixa renda terão de arcar também como os custos e consequências políticas desta contraditória, senão, reveladora oposição a um Projeto tão nobre de construção de 1 milhão de casas populares, também para reduzir o impacto da crise econômica na habitação e na construção civil.

Então, só resta avisar aos eleitores mineiros e paulistas que ficarão fora do Projeto Nacional porque seus Governadores prejudicaram os estados não colaborando por motivos egoisticamente políticos e ou eleitorais, em campanha para 2010.

Quem vai contar isto aos eleitores deles, Lula, Dilma ou eles?

Por soldadonofront

3 de março de 2009

Jornalismo de Conveniência - O Contorcionismo Retórico da Mídia

Fico impressionado com as voltas que a mídia dá, quando quer converter em realidade dada aquilo que é a sua impressão. Peguemos esse recente exemplo da entrevista de Jarbas à Veja e a súbita demonização do PMDB, um partido que é a quintessência do fisiologismo deste país, sempre esteve subserviente ao poder (qualquer poder), verdadeiro parasita da máquina pública nos grotões, onde possui o maior número de prefeituras. O PMDB detém a maior bancada em praticamente qualquer parlamento brasileiro: congresso, assembléias legislativas, câmaras municipais, onde quer que seja, é o PMDB quem pode garantir a maioria, e aproveita-se disso para barganhar governabilidade. Isso é desde a década passada, e em todas as esferas de poder. Só agora a mídia descobriu a postura anti-republicana PMDBista?! Só agora Jarbas, Gabeira e Cia formarão um “grupo suprapartidário de combate à corrupção”?! Ah, tenham dó! Note-se que “por coincidência” há um movimento de aproximação do PMDB com a candidatura da Dilma à presidência. Fala-se até mesmo em nomes, no caso, o do Ministro Geddel Vieira Lima, da Bahia.

Ano passado tivemos os episódios do dossiê da Casa Civil e a cobertura das eleições municipais, campeões da esquizofrenia midiática. Estamos apenas no segundo mês de 2009 e já temos a medalha de ouro: o caso do Castelo! Edmar Moreira, dono do Castelo, é do DEM, apoiou todos os candidatos que o DEM apoiou nas últimas eleições (Serra em 2002, Alckmin em 2006, Aécio em 2002 e 2006), é um dos principais articuladores do Aécio no congresso, faz sistemática oposição ao Governo Lula, é super influente no partido, o filho dele é deputado estadual pelo DEM, a irmã dele é prefeita em MG pelo PSDB. E, diante de tudo isso, a mídia transformou o episódio do Castelo em um escândalo do PT! Lucia Hippólito argumenta que Edmar Moreira é defendido pelo PT e teve votos no partido para segundo vice-presidente, porque evitou a punição de mensaleiros no passado. A mesma avaliação é feita pelo Jornal da Globo, que chamou para responder pelo escândalo o presidente do DEM, Rodrigo Maia, e o líder do PT na câmara, Candido Vaccarezza.

É o óbvio que o presidente do partido de Edmar deve satisfações, mas Edmar foi eleito segundo vice-presidente pelo plenário, teve votos no PT como teve em vários partidos, a partir de acordos previamente feitos. O Estadão noticiou que “Para dirigentes (do DEM), situação se tornou insustentável politicamente dentro da legenda após descoberta de castelo”. Claro... porque é super fácil esconder um Castelo, por todos estes anos, de toda a direção do partido. Morro de pena do Rodrigo Maia, quando ele aparece consternado, estupefato com o caso do Castelo. Reinaldo Azevedo foi além, disse que “o DEM parece disposto a fazer a depuração. Se depender do PT, no entanto, Edmar continuará protegido na torre de seu castelo.” Aí só o Reinaldo mesmo... é o cúmulo da desfaçatez fazer de baluarte da moralidade o partido de Antônio Carlos Magalhães – um homem que montou uma verdadeira máfia na Bahia; de César Maia – possivelmente o ex-prefeito mais rejeitado de que se tem notícia; de Jorge Bornhausen – que representa o que há de mais conservador e elitista no Brasil; um partido que é um dos resquícios da Ditadura neste país.

O mais triste é que esta visão é uma grande referência para a mídia. Isso que o Reinaldo fala é mais ou menos o que está norteando os editoriais e as “reportagens” de boa parte da grande imprensa. Reinaldo Azevedo, junto com Diogo Mainardi, são os grandes mentores da mídia, são vozes de peso na modus operandi midiático. Tantas vezes a Veja é reverenciada por veículos como Folha, Globo e Estadão, quando estes repercutem matérias ou entrevistas feitas pela Revista da Abril. Mainardi e Azevedo são respeitados e admirados por boa parte dos jornalistas e, sabidamente, ambos posicionam-se declaradamente contra o PT (como ilustram os livros “O país dos Petralhas” de Reinaldo, e “Lula é minha anta” do Diogo) e, quando necessário, a favor do PSDB / DEM (como ilustra este podcast de 1 do 10 de 2006, em que eles manifestam torcida por Geraldo Alckmin). O tratamento que a mídia deu ao caso do Castelo vai exatamente ao encontro da visão de Reinaldo. Tentar vincular o PT à corrupção e a notícias negativas a qualquer custo é outro exercício diário dos dois articulistas da Veja, seguido como um mantra pela mídia brasileira.

Como todos bons mentores, também são algozes quando precisam. Neste vídeo, Mainardi diz que os jornalistas tinham simpatia pessoal pelo Lula, torciam por ele, e trabalhavam para o Governo no começo do mandato petista. Azevedo sustenta a tese de que existe “um núcleo comum de esquerda” na Imprensa. Para exemplificar, diz que o Papa é mais atacado pelos jornalistas que o traficante Marcola, e que muitas matérias tendem a defender a descriminalização do aborto – que seriam bandeiras típicas da esquerda. Pode até ser, mas quando a presidência do Brasil é disputada por um candidato do PSDB e outro do PT, a mídia fecha descaradamente com o primeiro! Duvido o Reinaldo usar o período das eleições para ilustrar a sua tese. Não digo que os jornalistas, de maneira geral, simpatizam mais com PSDB / DEM “por causa” dos articulistas da Veja, mas são duas vozes de peso, que funcionam como marcadores, ou seja, estabelecem parâmetros para construir uma perspectiva em torno de determinado fato político, como o caso do Castelo. Mesmo os jornalistas que não escreveram uma única linha sobre o episódio, acabam tomando por naturais idéias absurdas como esta beatificação do DEM e a constante má vontade com o PT. E isso fará a diferença nas próximas oportunidades. A partidarização da mídia é consolidada e difundida.

Do Crápula-Mor

2 de março de 2009

FOGO NELE - SERÁ QUE JOSÉ SERÁ VAI ? SE FOR ESPERO SEJA MORTALMENTE VAIADO

Lula e Dilma inauguram mais uma obra do PAC em São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugura hoje em Campinas, São Paulo, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Capivari 1. Com a obra, o município elevará de 65% para 80% seu índice de esgoto tratado. Segundo informações da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa), a ETE atenderá 60 mil habitantes de ao menos 14 bairros e 14 núcleos residenciais. O investimento total foi de R$ 60 milhões. A obra faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e teve R$ 46 milhões financiados pela Caixa Econômica Federal (CEF) na modalidade de locação de ativos. A Sanasa assinou contrato com um consórcio formado pela Construtora Norberto Odebrecht S.A. e CBPO Engenharia Ambiental Ltda, que formaram uma sociedade de propósito específico, uma modalidade inédita para a realização de obras de saneamento.

A Sanasa pagará R$ 630 mil ao mês para essa sociedade como uma espécie de "aluguel" e após 20 anos o ativo é incorporado à empresa. "Temos R$ 8 bilhões para parcerias público-privadas ou concessionárias que prestam serviços de saneamento. Esses R$ 8 bilhões não concorrem com os recursos para ente público. Nós temos R$ 12 bilhões só para ente público direto e mais R$ 8 bilhões em financiamento para ente privado e parcerias. São recursos que estão à disposição ainda e quando houver interesse podem ser solicitadas parcerias", informou o secretário adjunto de Saneamento do Ministério das Cidades, Sérgio Gonçalves, que esteve em Campinas neste domingo para anunciar a entrega da obra.A ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, também estará em Campinas para visitar as obras do PAC e encontrar prefeitos da região. Ela tem dito que não deixará de participar de eventos por causa das críticas da oposição (PSDB e DEM), que alega uso eleitoreiro das obras do PAC.

Será que o PSDB/DEM vai questionar no TSE se essa inauguração é eleitoreira? Eles não fizeram, não fazem nada de bom para o país, e querem impedir quem faz de entregar obras que vai beneficiar centenas de milhares pessoas.

Por Jussara Seixas

ESPERO QUE JOSÉ SERÁ E SEU VENTRILOUCO NÃO ESTEJAM PRESENTES, AFINAL TEEM DE SER COERENTES COM A REPRESENTAÇÃO DE "CAMPANHA EXTEMPORÂNEA" APRESENTADA POR SEUS PARTIDOS.

MAS SE ESTIVEREM PRESENTES QUE LULA NÃO INTERCEDA PARA QUE PAREM AS VAIAS. VAIAS TAMBÉM SÃO UMA EXPONTÂNEA E LIVRE MANIFESTAÇÃO DA OPINIÃO DA TROPA, ALÉM DE SER UM PROBLEMA DELES, E SÓ DELES.

ESPERO QUE RECEBA A MAIOR SARAIVADA DE VAIAS DA HISTÓRIA DO BRASIL, QUE NÃO CONSIGA NEM DISCURSAR E TENHA QUE DEIXAR O LOCAL AINDA ABAIXO DAS MERECIDAS VAIAS.


Por soldadonofront

NADA MAIS ATUAL - MARX, LENIN, GRAMSCI E A IMPRENSA BURGUESA

Diante do poder alcançado pela mídia hegemônica e das ilusões ainda existentes sobre seu papel, revisitar as idéias de intelectuais marxistas sobre o tema é da maior importância e causam surpresa por sua enorme atualidade. Marx, Lênin e Gramsci, entre outros pensadores revolucionários, sempre destacaram o papel dos meios de comunicação. Exatamente por entenderem a importância da luta de idéias, do fator subjetivo na transformação da sociedade, fizeram questão de desmascarar o que chamavam, sem meias palavras, de “imprensa burguesa” e de realçar a necessidade da construção de veículos alternativos dos trabalhadores.

Estes dois elementos, a denúncia do caráter de classe da imprensa capitalista e a defesa dos instrumentos próprios dos explorados, são as marcas principais destes intelectuais marxistas. Marx, Lênin e Gramsci dedicaram enorme energia ao trabalho jornalístico, escrevendo centenas de artigos e ajudando a construir vários jornais democráticos e proletários. Foram jornalistas de mão-cheia, produzindo textos que entraram para a história. Sempre estiveram sintonizados com o seu tempo, pulsando a evolução da luta de classes; nunca se descuidaram da forma, da linguagem, para melhor difundir os seus conteúdos revolucionários.

Defesa da liberdade de expressão

Vítimas da violenta perseguição das classes dominantes, os revolucionários nunca toleraram a censura dos opressores e foram os maiores defensores da verdadeira liberdade de expressão. A própria ampliação da democracia foi decorrência das lutas dos trabalhadores, já que nunca interessou à reacionária burguesia. Mas os revolucionários nunca confundiram esta exigência democrática com a proclamada “liberdade de imprensa”, tão alardeada pela burguesia que controla os meios de produção e usa todos os recursos, legais e ilegais, ardilosos e cruéis, para castrar a própria democracia e o avanço das lutas emancipadoras.

Numa fase ainda embrionária do movimento operário-socialista, Karl Marx logo se envolveu na atividade jornalística. Após concluir seu doutorado em filosofia, em 1841, ele pretendia seguir a carreira acadêmica e ingressar na Universidade de Bonn, mas a brutal repressão do governo prussiano inviabilizou tal projeto e o jovem filósofo alemão manteve seu sustento através do jornalismo. Em 1842, ingressou na equipe do jornal Gazeta Renana e virou o seu redator-chefe. Sob sua direção, este periódico democrático triplicou o número de assinantes e ganhou prestígio, mas durou poucos meses e foi fechado pela ditadura prussiana.

Sem ilusões na imprensa burguesa

Na seqüência, entre 1848/49, passou a escrever no jornal Nova Gazeta Renana, que se transformou numa trincheira de resistência ao regime autoritário. Em menos de dois anos, Marx escreveu mais de 500 textos e tornou-se um articulista de sucesso. O combate ao código de censura do governo prussiano resultou na proibição do jornal. Marx ainda escreveu para o Die Press e o New York Tribune sobre política, economia e história. “Era um jornalismo que revelava a minuciosa leitura de Marx, seu alto grau de informação não apenas sobre os fatos e conflitos, como também sobre os atores individuais e a própria imprensa”, relata José Onofre, na apresentação do livro recém-lançado “Karl Marx e a liberdade de imprensa”.

Em sua defesa da liberdade de expressão, ele nunca vacilou na denúncia da ditadura burguesa. Para ele, o jornal deveria ser uma arma de combate à opressão e à exploração e não um veículo neutro. “A função da imprensa é ser o cão-de-guarda, o denunciador incansável dos opressores, o olho onipresente e a boca onipresente do espírito do povo que guarda com ciúme sua liberdade”. Em outro texto, afirma: “O dever da imprensa é tomar a palavra em favor dos oprimidos a sua volta. O primeiro dever da imprensa é minar todas as bases do sistema político existente”. Por estas idéias libertárias, ele foi processado e perseguido.

Poder do capital sobre a imprensa

Outro que nunca se iludiu foi Vladimir Lênin. Atuando num período da ascensão revolucionária, ele foi ainda mais duro no combate aos jornais burgueses. Num texto intitulado “a liberdade de imprensa do capitalismo”, ele desnuda esta falácia. “A ‘liberdade de imprensa’ é também uma das principais palavras de ordem da ‘democracia pura’. Os operários sabem e os socialistas de todos os países reconheceram-no milhares de vezes que esta liberdade é um engano enquanto as melhores impressoras e os estoques de papel forem açambarcados pelos capitalistas, e enquanto subsistir o poder do capital sobre a imprensa”.

“Com vista a conquistar a igualdade efetiva e a verdadeira democracia para os trabalhadores, é preciso começar por privar o capital da possibilidade de alugar escritores, de comprar editoriais e de subornar jornais, mas para isso é necessário destruir o jugo do capital... Os capitalistas chamam sempre ‘liberdade’ à liberdade para os ricos de manterem seus lucros e liberdade para os operários de morrerem à fome. Os capitalistas denominam de liberdade de imprensa a liberdade de suborno da imprensa pelos ricos, a liberdade de usar a riqueza para forjar e falsear a chamada opinião pública”. Nada mais atual!

Numa outra fase histórica, em que o setor da comunicação ainda não era um poderoso ramo da economia, Lênin chegou a se contrapor à participação dos comunistas na imprensa burguesa. “Poder-se-á admitir que colaborem nos jornais burgueses? Não. A semelhante colaboração se opõe tanto as razões teóricas como a linha política e a prática da social-democracia... Dir-nos-ão que não há regra sem exceção. O que é indiscutível. Não se pode condenar o camarada que, vivendo no exílio, escreve num jornal qualquer. É por vezes difícil criticar um social-democrata que, para ganhar a vida, colabora numa seção secundária de um jornal burguês”. Mas, para ele, tais casos deveriam ser encarados como exceção e com princípios.

“Boicote, boicote, boicote”

Para encerrar este bloco, que evidencia que os marxistas nunca nutriram ilusões sobre o caráter de classe da imprensa burguesa e nem se embasbacaram com o seu poder de sedução, vale reproduzir uma longa citação de Antonio Gramsci, o revolucionário italiano de padeceu onze anos nos cárceres. No texto “Os jornais e os operários”, escrito em 1916, ele faz uma conclamação aos trabalhadores que bem poderia servir para uma campanha contra a revista Veja e outros veículos da mídia brasileira na atualidade:

Para ele, a assinatura de jornal burguês “é uma escolha cheia de insídias e de perigos que deveria ser feita com consciência, com critério e depois de amadurecida reflexão. Antes de mais, o operário deve negar decididamente qualquer solidariedade com o jornal burguês. Deveria recordar-se sempre, sempre, sempre, que o jornal burguês (qualquer que seja sua cor) é um instrumento de luta movido por idéias e interesses que estão em contraste com os seus. Tudo o que se publica é constantemente influenciado por uma idéia: servir à classe dominante, o que se traduz sem dúvida num fato: combater a classe trabalhadora. E, de fato, da primeira à última linha, o jornal burguês sente e revela esta preocupação”.

“Todos os dias, pois, sucede a este mesmo operário a possibilidade de poder constatar pessoalmente que os jornais burgueses apresentam os fatos, mesmo os mais simples, de modo a favorecer a classe burguesa e a política burguesa em prejuízo da política e da classe operária. Rebenta uma greve! Para o jornal burguês os operários nunca têm razão. Há uma manifestação! Os manifestantes, apenas porque são operários, são sempre tumultuosos e malfeitores. E não falemos daqueles casos em que o jornal burguês ou cala, ou deturpa, ou falsifica para enganar, iludir e manter na ignorância o público trabalhador. Apesar disso, a aquiescência culposa do operário em relação ao jornal burguês é sem limites”.

“É preciso reagir contra ela e despertar o operário para a exata avaliação da realidade. É preciso dizer e repetir que a moeda atirada distraidamente é um projétil oferecido ao jornal burguês que o lançará depois, no momento oportuno, contra a massa operária. Se os operários se persuadirem desta elementar verdade, aprenderiam a boicotar a imprensa burguesa, em bloco e com a mesma disciplina com que a burguesia boicota os jornais operários, isto é, a imprensa socialista. Não contribuam com dinheiro para a imprensa burguesa que vos é adversária: eis qual deve ser o nosso grito de guerra neste momento, caracterizado pela campanha de assinatura de todos os jornais burgueses: Boicotem, boicotem, boicotem!”.

Construtores da Imprensa Revolucionária

Exatamente por não nutrirem ilusões na imprensa burguesa, Marx, Lênin e Gramsci sempre investiram na construção de instrumentos próprios das forças contrárias à lógica do capital. Segundo o biógrafo David Riazanov, “a Nova Gazeta Renana tratava de todas as questões importantes, de sorte que o jornal pode ser considerado um modelo de periódico revolucionário. Nenhum outro periódico russo nem europeu chegou à altura da Nova Gazeta... Seus artigos não perderam nada de sua atualidade, de seu ardor revolucionário, de sua agudeza na análise dos acontecimentos. Ao lê-los, sobretudo os de Marx, acreditamos assistir à história da revolução alemã e da revolução francesa, tão vivo é o estilo, como profundo é o sentido”.

Já Lênin, que viveu numa fase de efervescência revolucionária, dedicou boa parte das suas energias para construção de jornais socialistas – dos mais diferentes tipos, sempre sintonizados com a evolução da luta de classes. Iskra, Vperiod, Pravda, Proletari, Rabotchaia Pravda, Nievskaia Svesdá, entre outros jornais organizados e dirigidos por ele, servirão para agregar as forças de esquerda, fazer agitação nas fábricas, aprofundar os debates ideológicos e construir o partido. Na sua mais célebre definição, Lênin sintetizou:

“O jornal não é apenas um propagandista coletivo e um agitador coletivo. Ele é, também, um organizador coletivo. Neste último sentido, ele pode ser comparado com os andaimes que são levantados ao redor de um edifício em construção, que assinala os contornos, facilitam as relações entre os diferentes pedreiros, ajudam-lhes a distribuírem tarefas e a observar os resultados gerais alcançados pelo trabalho organizado”. A reacionária burguesia russa logo entendeu o perigo representado por estes jornais, tanto que os reprimiu ferozmente. No caso do Pravda, de um total de 270 edições, 110 foram objeto de ações judiciais e os seus redatores foram condenados a um total de 472 anos de prisão. Mas isto não abrandou o seu vigor!

Atualidade das noções marxistas

No caso de Gramsci, o longo período de cárcere dificultou a sua atividade jornalística e castrou seu desejo de organizar a imprensa operária. Antes da prisão, ele editou vários jornais de fábrica e empenhou-se na difusão do Ordine Nuovo. Na sua rica elaboração sobre o papel dos intelectuais e a luta pela hegemonia, ele chega a afirmar que, em momentos de crise, o jornal pode funcionar como partido político, ajudando a desnudar a ideologia dominante e a construir a ação contra-hegemônica do proletariado. Para ele, o momento da desconstrução do velho é, ao mesmo tempo, o da construção do novo.

As contribuições de Gramsci servem para desmistificar o papel da mídia hoje, mantendo impressionante atualidade. Para ele, a imprensa burguesa é um “aparelho privado de hegemonia”, capaz de disputar os rumos da sociedade por meio de uma verdadeira guerra de posições em todas as “trincheiras ideológicas”. Através da imprensa privada e mercantil, que objetiva o lucro e que faz da notícia uma mera mercadoria, a burguesia tenta se aparentar como representante da esfera pública. Além disso, em momentos de crise da ideologia dominante e de fratura dos partidos burgueses, a imprensa se apresenta como “o partido do capital”, que organiza e amalgama os interesses das várias frações de classe da burguesia.

Nota:

Exposição apresentada durante o 12º Curso Anual do Núcleo Piratininga de Comunicação (CNC), em 02 de dezembro, no Rio de Janeiro.

Por Altamiro Borges, jornalista, Secretário de Comunicação do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro "As encruzilhadas do sindicalismo" (Editora Anita Garibaldi, 2ª edição)
A Notícia Como Verdade - Os jornalistas estão enterrando o jornalismo

Começa a chover. Não me ocorre outra idéia para me proteger do aguaceiro: paro na banca para comprar um jornal. Em época de "crise econômica", eis um belo investimento, com retorno imediato: além de me brindar com notícias interessantes, o jornal, quando dobrado e erguido sobre a cabeça, cumpre garbosamente a função de guarda-chuva.

O jornal é de São Paulo.Poderia - perfeitamente - ser do Rio de Janeiro ou de qualquer outro estado brasileiro.Eu disse "notícias interessantes" ? Em nome da verdade,retiro o que disse.

Pelo seguinte: não sou nenhum fanático por informação, não passo quatorze horas por dia conectado, não sou desses jornalistas que, à falta do que fazer na vida, acham que não existe nada sob o sol além do jornalismo. Em suma: considero-me apenas um consumidor mediano de notícias. Ainda assim, eu já sabia de noventa e cinco por cento do que aquele jornal tentava me dizer na primeira página.

O que o jornal me dizia, nos títulos ? Que o São Paulo "abre cinco pontos sobre o Grêmio". Que novidade! Qualquer criança de dois anos que tivesse passado diante de um aparelho de TV na véspera já sabia. Nem preciso falar da Internet. "Chuvas em Santa Catarina matam 20". Que novidade! "Obama divulga nomes de cargos-chave". Que novidade! "EUA podem injetar até US$ 100 bi no Citigroup". Que novidade!

Não é exagero: eu já tinha recebido todas essas informações na véspera.

Tive a tentação de voltar à banca, para pedir meus dois reais e cinquenta de volta. Mas, não: resolvi dar um crédito de confiança ao jornal. Quem sabe, como guarda-chuva ele teria uma atuação melhor. Teve.

De tudo o que estava nos títulos da primeira página do jornal, só uma informação era "novidade" para mim: "Brasil será o único país do mundo que não eliminou hanseníase". Conclusão: o jornal estava me oferecendo pouco, muito pouco, pouquíssimo.

Tenho certeza absoluta de que milhares de leitores, quando abrem os jornais de manhã, são invadidos pela mesmíssimo sentimento: em nome de São Gutemberg, para quem estes jornalistas acham que estão escrevendo ? Em que planeta os editores de primeira página vivem ? Por acaso eles pensam que os leitores são marcianos recém-desembarcados no planeta ? Ninguém avisou a esses jornalistas que a TV e os milhões de sites de notícias já divulgaram, desde a véspera, as mesmíssimas informações que eles agora repetem feito papagaios no nobilíssimo espaço da primeira página ?

Os autores dessas obras-primas ( primeiras páginas que não trazem uma única novidade para o leitor médio!) são, com certeza, jornalistas que temem pelo futuro do jornal impresso.
É triste dizer, mas eles estão cobertos de razão: feitos desse jeito, os jornais impressos estão, sim, caminhando celeremente para o mausoléu. Não resistirão.

Os coveiros da imprensa estão trabalhando freneticamente: são aqueles profissionais que aplicam cem por cento de suas energias para conceber produtos burocráticos, óbvios, chatos, soporíferos e repetitivos.

Em suma: os jornalistas estão matando o jornalismo.

Quem já passou quinze segundos numa redação é perfeitamente capaz de identificar os coveiros do jornalismo: são burocratas entediados e pretensiosos que vivem erguendo barreiras para impedir que histórias interessantes cheguem ao conhecimento do público. Ou então queimam neurônios tentando descobrir qual é a maneira menos atraente, mais fria e mais burocrática de transmitir ao público algo que, na essência, pode ser espetacular e surpreendente: a Grande Marcha dos Fatos.

Qualquer criança desdentada sabe que não existe nada tão fácil na profissão quanto "derrubar" uma matéria. Há sempre um idiota de plantão para dizer : "ah, não, o jornal X já deu uma nota sobre esse assunto"; "ah, não, o jornal Y publicou há trinta anos algo parecido" e assim por diante. O resultado desse exercício de trucidamento jornalístico é o que se vê: uma imprensa chata, chata, chata, chata. É raríssimo aparecer um salvador de pátria que pergunte: por que jogar notícias no lixo, oh paspalhos ? Por que é que vocês não procuram uma maneira interessante e original de contar - e oferecer ao publico - uma história ? Haverá sempre uma saída!

A regra vale para jornal impresso, revista, rádio, TV, internet, o escambau.

Mas, não. Contam-se nos dedos da mão de um mutilado de guerra os jornalistas que devotam o melhor de suas energias para fazer um jornalismo vívido e interessante. Já os burocratas e assassinos, numerosíssimos, continuam golpeando o Jornalismo aos poucos. Vão matá-lo, cedo ou tarde, é claro.

Não há organismo que resista à repetição dos botes dos abutres ( um dia, quando estiver prostrado à beira de um pedaço de mar verde da porção nordeste do Brasil, farei - de memória - uma lista dos crimes que já vi serem cometidos, impunemente, nas redações. Se tiver paciência para juntar sujeito e predicado, prometo que farei um post. Almas ingênuas podem acreditar que absurdos não acontecem com frequência nos zoológicos jornalísticos. Mas, em verdade, vos digo: acontecem, diariamente. O pior, o trágico, o cômico, o indefensável é que os assassinos do Jornalismo são gratificados com férias, décimo-terceiro, plano de saúde, aposentadoria, seguro de vida e vale-alimentação. Detalhe: lá no fundo, devem achar que ganham pouco....Quá-quá-quá).

Um detalhe inacreditável: em qualquer roda de conversa numa redação, em qualquer congresso ( zzzzzzzzzzz) de Jornalismo, é possível ouvir que há saídas simplíssimas. Bastaria tomar - por exemplo - providências estritamente "técnicas": em vez de repetir papagaiamente(*) nos títulos aquilo que a TV e a internet já cansaram de divulgar, por que é que os jornais não destacam na primeira página a informação inédita, o ângulo pouco explorado, o detalhe capaz de prender a atenção do coitado do leitor na banca ? Pode parecer o óbvio dos óbvios, mas nenhum jornal faz. Qualquer lesma semi-alfabetizada sabe, mas nenhum jornal faz. Se fizessem este esforço, os jornais poderiam, quem sabe, atiçar a curiosidade do leitor indefeso que entra numa banca em busca de uma leitura atraente. Coitado. Não encontrará. É mais fácil encontrar um neurônio em atividade no cérebro de Gretchen.

Fiz um teste que poderia ser aplicado a qualquer estagiário de jornalismo: tentar achar, no exemplar que tenho em mãos, informações que rendam títulos menos burocráticos e mais atraentes do que os que o jornal trouxe na primeira página. Em quinze segundos, pude constatar que havia,sim, no texto das matérias, informações mais interessantes do que as que foram destacadas nos títulos óbvios. Um exemplo, entre tantos: a chamada do futebol na primeira página dizia "São Paulo abre 5 pontos sobre o Grêmio". Por que não algo como "TREINADOR PROÍBE COMEMORAÇÃO ANTECIPADA NO SÃO PAULO" ou "JOGADORES DO SÃO PAULO PROBIDOS DE IR A PROGRAMAS DE TV" ? A matéria sobre as enchentes dizia que, depois do maior temporal dos últimos dez anos, Santa Catarina enfrentava racionamento de água potável - um duplo castigo. E assim por diante. Daria para fazer dez chamadas diferentes. Mas.....o jornal repete na manchete o que a TV já tinha dito.

Quanto ao futebol: com toda certeza, as informações que ficaram escondidas no texto eram mais atraentes do que a mera contagem de pontos que o jornal estampou no título da primeira página! Afinal, cem por cento dos torcedores do São Paulo já sabiam, desde a véspera, que o time disparara na liderança. Não é exagero dizer: cem por cento sabiam. Mas, a não ser os fanáticos por resenhas esportivas, poucos sabiam que o treinador tinha proibido os jogadores de participarem de programas de TV, para evitar comemorações antecipadas. Por que, então, esconder o detalhe mais interessante ? É o que os editores fazem: tratam de sepultar a informação mais atraente em algum parágrafo remoto, lá dentro do jornal. Depois, querem que o leitor saia da banca satisfeito por ter pago para ler o que já sabia....

Estão loucos.

Resumo da ópera: os assassinos do Jornalismo, comprovadamente, são os jornalistas. É uma gentalha pretensiosa porque acha que pode decidir, impunemente, o que é que o leitor deve saber. Coitados. O que os abutres fazem, na maior parte do tempo, em todas as redações, sem exceção, é simplesmente tornar chata e burocrática uma profissão que, em tese, tinha tudo para ser vibrante e atraente.

Mas nem tudo há de se perder. Os jornais podem, perfeitamente, ser usados como guarda-chuva. Fiz o teste. O resultado foi bom: cheguei tecnicamente enxuto ao destino.

(*)Papagaiamente: neologismo que acabo de criar, iluminado por uma inspiração animalesca.

Por Geneton Moraes Neto

A ditadura ainda sobrevive

A ditadura ainda sobrevive
Há 44 anos atrás, os mesmos jornais do PIG (Partido da Imprensa Golpista) que hoje querem derrubar Lula e seus ministros, publicavam manchetes mentirosas para apoiar a derrubada do presidente João Goulart: Estadão, Folha de São Paulo, O Globo, a Editora Abril...

O Brasil foi redemocratizado com a constituinte de 1988, mas da ditadura de 1964 sobrou o entulho do PIG.

As notícias obedecem à ditadura das mesmas famílias donas dos mesmos jornais e TVs golpistas de 1964: Marinhos, Civitas, Mesquitas e Frias.

Os ditadores da mídia, censuram o que sai em seu jornais, rádios e TVs. Publicam notícias favoráveis para os "amigos" e para os "inimigos" fabricam crises e dossiês, por mais falsos e absurdos que sejam.

O mais recente é o "dossiê" FHC, para derrubar Dilma.

O instinto golpista continua o mesmo de 1964. Querem retomar de assalto o Estado brasileiro em 2010 a qualquer preço.

Para relembrar a falta de pudor em publicar mentiras, vejam a manchete recheada de escárnio e cinismo do jornal O Globo em 01/04/1964: "Fugiu Goulart e a Democracia está sendo restabelecida".

Goulart estava em Porto Alegre, em território nacional - portanto em pleno exercício da presidência - na casa do General Ladário, acompanhando o desdobrar dos acontecimentos.

Tancredo Neves, aliado de Jango na época, leu mensagem oficial do presidente no Congresso Nacional indicando o paradeiro em Porto Alegre, diante da UDN golpista.

O Globo publicou a manchete mentirosa para desestimular qualquer resistência popular e militar, dando respaldo aos golpistas.

João Goulart, vendo-se isolado, com apoio apenas do III Exército do Rio Grande do Sul, em minoria no apoio militar, só no dia seguinte à manchete mentirosa, exilou-se.

Folha, Estadão e O Globo tem vergonha enrustida de suas páginas mentirosas em 1o. de Abril de 1964. Foi dificíl encontrar a capa de "O Globo" na internet. A capa da Folha e do Estadão não se encontra. Querem apagar o passado de mentiras e saudações à ditadura.

As mentiras que lhes interessam hoje, são outras.

O PIG junto com os legítimos herdeiros da ditadura, os Demos (ex-PFL, ex-ARENA, ex-UDN) e os tucanos, que aderiram mais tarde ao golpismo midiático para retomarem o poder, são a atual ditadura a ser combatida.

Com a Internet, a TV digital que abrirá mais canais, a TV pública e rádios comunitárias, haveremos de democratizar a informação no Brasil, e libertarmo-nos desta ditadura disfarçada de informação.

By Zé August

Marx e Engels


Para um marxista, um partido revolucionário é, em primeiro lugar, programa, métodos, idéias e tradições e, só depois, uma organização e um aparelho (que sem dúvida têm importância) para levar estas idéias a amplas camadas de trabalhadores. O partido marxista, desde o seu início, deve basear-se na teoria e no programa, que é o resumo da experiência histórica geral do proletariado.

Esta é a primeira parte do problema. Mas só a primeira parte. A segunda é mais complicada: Como chegar às massas de trabalhadores com o nosso programa e as nossas idéias? Não é uma questão simples. Para os sectários, isso não é nenhum problema. Basta citar Lenine sobre a necessidade de "um partido revolucionário independente". Simplesmente nos proclamamos como tal e chamamos os trabalhadores a unirem-se a nós! A necessidade de construir um partido revolucionário independente é o “ABC” para os marxistas. Mas para além do “ABC” existem outras letras no alfabeto e uma criança que só repetisse as primeiras letras depois de alguns anos de escola não seria considerada muito esperta.No seu artigo Sectarismo, Centrismo e a Quarta Internacional (1935), Trotsky caracteriza os sectários da seguinte maneira:"O sectário vê a vida da sociedade como uma grande escola na qual ele é o professor. Em sua opinião, a classe trabalhadora deveria deixar de lado outras coisas menos importantes e sentar-se ordenadamente ao redor da sua tarimba. Então a tarefa estaria resolvida.

Apesar de jurar pelo marxismo em cada frase, o sectário é a negação direta do materialismo dialético, que toma a experiência como ponto de partida e sempre regressa a ela. Um sectário não entende a ação e reação dialética entre um programa acabado e a luta de massas viva, ou seja, imperfeita, inacabada. O sectarismo é hostil à dialética (não em palavras, mas em atos) no sentido em que volta as costas ao desenvolvimento real da classe trabalhadora". (Trotsky, Escritos, 1935-36.)No documento fundador do movimento marxista, O Manifesto Comunista, Marx e Engels explicam que:"Em que relação se encontram os comunistas com os proletários em geral?

Os comunistas não são um partido particular face aos outros partidos operários. Não têm interesses separados dos interesses de todo o proletariado. Não estabelecem princípios segundo os quais pretendam moldar o movimento proletário.

Os comunistas distinguem-se dos demais partidos proletários apenas porque, por um lado, nas diferentes lutas nacionais dos proletários acentuam e fazem valer os interesses comuns, independentes da nacionalidade, do proletariado na sua totalidade, e porque, por outro lado, nas várias etapas de desenvolvimento por que passa a luta entre o proletariado e a burguesia representam sempre o interesse do movimento na sua totalidade.

Os comunistas são, pois, praticamente, o setor mais decidido, sempre impulsionador, dos partidos operários de todos os países; teoricamente, têm, em avanço sobre a restante massa do proletariado, a compreensão das condições, do curso e dos resultados gerais do movimento proletário."Os fundadores do socialismo científico sempre partiram do movimento tal como era, e aplicaram as táticas mais hábeis para contatar com o autêntico movimento das massas e fertilizá-lo com o programa do marxismo revolucionário. Isto significava, inicialmente, aparecer como a extrema esquerda do movimento democrático.

O trabalho de Marx em redor da Nova Gazeta Renana foi um modelo de agitação revolucionária que combinava a luta por reivindicações democráticas mais avançadas com uma defesa implacável do ponto de vista independente de classe do proletariado.A Liga dos comunistas foi, desde o princípio, uma organização internacional. Não obstante, a formação da Associação Internacional dos Trabalhadores (a Primeira Internacional), em 1864, constituiu um passo qualitativo à frente. A tarefa histórica da Primeira internacional foi a de estabelecer os princípios fundamentais, o programa, a estratégia e a táctica do marxismo revolucionário à escala internacional. De todas as formas, na sua concepção, a AIT não era uma Internacional Marxista, mas uma organização extremamente heterogênea, composta por sindicalistas reformistas britânicos, proudhonistas franceses, italianos seguidores de Mazzini, anarquistas e outros do estilo. Combinando a firmeza nos princípios com uma grande flexibilidade tática, Marx e Engels, gradualmente, ganharam a maioria. Numa carta a Engels, Marx explicava que tinham de usar de extremo tato, especialmente na hora de combater os preconceitos dos "trade-unistas" britânicos. Numa frase muito apropriada, Marx disse que sempre era "flexível na forma, mas audaz no conteúdo". Esta frase resume a atitude dos marxistas no seu trabalho nas organizações operárias reformistas.

A AIT conseguiu assentar as bases teóricas para uma genuína Internacional revolucionária. Mas nunca foi uma autêntica Internacional de massas. Foi realmente uma antecipação do futuro. A derrota da Comuna de Paris teve um efeito desorientador sobre as débeis forças da Primeira Internacional que entrou em crise, agravada pelas intrigas dos bakuninistas (anarquistas). Para evitar que a Internacional caísse nas mãos dos bakuninistas, Marx e Engels primeiro transferiram a sede para os Estados Unidos e, depois, decidiram dissolvê-la em 1872.

Apesar de continuarem a defender os princípios do internacionalismo, durante um período Marx e Engels estiveram sem uma organização internacional.

Do Universidade Vermelha
Este diário eletrônico focaliza as manifestações e as notícias chegadas e pouco ou nada vistas em alguns ditadores veículos de opinião publicada - movidos pelos mesmos interesses inconfessáveis de quem no passado julgou, condenou e crucificou Jesus Cristo, primeiro o perseguido político conhecido.


NESTA ENCRUZILHADA DA HUMANIDADE A HISTÓRIA ACONSELHA A PEGAR A VIA DA ESQUERDA

O homem é mortal por seus temores e imortal por seus desejos. Pitágoras

ESTE BLOGUEIRO CONFIA, IDENTIFICA-SE E APOIA O PARTIDO DOS TRABALHADORES - PT E O PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL - PC do B. SÓ. NÃO APOIA FALSOS SOCIALISTAS E FALSOS COMUNISTAS.

- NA REALIDADE -

As grandes corporações midiáticas não são independentes: operam politicamente a serviço dos interesses dos grandes grupos econômicos que os controlam. Não há liberdade de expressão da sociedade, mas liberdade de manipulação para os proprietários dos meios, que atuam em razão dos interesses das corporações que os dirigem.

A possibilidade de nos podermos expressar publicamente, é apenas de alguns, quase sempre profissionais da política e do jornalismo. A maioria dos cidadãos vêem-se reduzidos ao papel de leitores, radiouvintes e telespectadores. Apenas alguns têm a oportunidade de expor as suas opiniões por escrito. Ainda que os jornais reservem um espaço próprio para os leitores, na secção Cartas do Diretor, por exemplo. Mas até mesmo esta ínfima possibilidade de nos fazermos ouvir, depende da decisão do jornal e não do autor da carta. Por Magnólia, lobotomia midiatica blogspot.

ERROS DA HISTÓRIA

Traição ao Socialismo foi causa de extinção da URSS

A afirmação foi feita por dois militantes comunistas norte-americanos ao jornal Avante!, do Partido Comunista Português, em entrevista publicada sobre o exaustivo estudo que os dois fizeram em um livro dedicado às causas da derrota do socialismo e à desagregação da URSS, malogro que significou uma perda incalculável para os trabalhadores e povos oprimidos de todo o mundo.

Leia a íntegra da entrevista.

Roger Keeran e Thomas Kenny são militantes comunistas norte-americanos. Roger é historiador com obra publicada e professor universitário. Thomas é economista. Amigos de longa data, lançaram-se juntos no estudo e aprofundamento das causas que levaram à derrota do socialismo e à desagregação da URSS, malogro que significou uma perda incalculável para os trabalhadores e povos oprimidos de todo o mundo. As reveladoras conclusões a que chegaram estão expostas no seu livro Socialismo Traído, recentemente publicado pelas Edições Avante!

Desde quando e porquê se interessaram pela investigação das causas da derrota do socialismo e do colapso da União Soviética?

Thomas Kenny – Tanto eu como o Roger considerámos os acontecimentos entre 1989 e 1991, o colapso do socialismo europeu, como um desastre titânico. Após 1991 pensámos que a história do socialismo suscitaria o interesse de muitos investigadores e que haveria uma avalanche de publicações sobre o assunto. Mas enganámo-nos, não houve nada, apenas silêncio. Apesar de este não ser o campo de trabalho de nenhum de nós, decidimos especializar-nos nesta área para fazer a investigação, lendo toda a literatura que encontrámos disponível. Trabalhámos durante quatro anos, entre 1991 e 2004, ano em que publicámos o livro nos Estados Unidos com as conclusões do estudo.

Mas o que nos levou realmente a tentar determinar as causas do colapso foi o fato de a teoria em que acreditamos não "autorizar" tal situação. O colapso do socialismo estava em contradição com tudo aquilo em que acreditávamos. Nunca pensámos que fosse possível destruir o socialismo, antes pelo contrário acreditávamos firmemente que o socialismo iria desenvolver-se e crescer continuamente.

O materialismo histórico estaria afinal errado?…

TK – Não. Estávamos certos de que, enquanto método, o materialismo histórico permanecia válido, mas interrogámo-nos por que é que nada se disse sobre isto? Precisámos de muitas leituras e mais de um ano e meio até começarmos a identificar algumas peças deste quebra-cabeças e nos darmos conta do peso da chamada "segunda economia" na União Soviética, fator que se revelou decisivo nas nossas conclusões.

Roger Keeran – Nós acreditávamos que o socialismo do século 21 precisava saber o que é que tinha acontecido ao socialismo do século 20. Depois da Revolução de Outubro, o acontecimento mais importante do século 20 foi, talvez, a destruição da União Soviética e do socialismo na Europa.

Existe a idéia de que a perestróika constituiu uma resposta a uma crise econômica, social, política, cultural, ideológica, moral e partidária, consequência de graves deformações ao ideal socialista, de distorções, erros e atrasos acumulados ao longo de muitos anos. Afirma-se que o "modelo" soviético de socialismo havia esgotado as suas potencialidades de desenvolvimento, tornando-se necessário proceder a reformas radicais. Querem comentar?

RK – É natural que perante um passo atrás tão tremendo as pessoas tendam a reagir com exagero na avaliação das suas causas. Não havia crise nenhuma na União Soviética, havia problemas, mas não uma crise…

Mas para a maioria das pessoas é uma evidência de que só uma profunda crise poderia provocar tal catástrofe...

RK – Acho que podemos sintetizar o nosso ponto de vista do seguinte modo: não foi a doença que matou o socialismo mas sim a cura. Ao contrário do que muitos pensam, não havia sinais de uma crise: não havia desemprego, inflação, manifestações, etc.

Mas isto não significa que não houvesse problemas. É claro que os havia, principalmente no plano econômico, muito deles agravados no período de Bréjnev, cuja liderança se caracterizou por uma passividade e falta de vontade para enfrentar os problemas. Neste sentido podemos dizer que houve uma espécie de "estagnação", apesar de não gostarmos desta palavra, já que significa ausência de crescimento, o que não corresponde à verdade.

Os problemas econômicos agravaram-se a partir de que altura?

TK – A taxa de crescimento da economia começou a abrandar a partir da época de Khruchov, passando de 10 a 15 por cento ao ano para cinco, quatro e três por cento. Houve uma clara desaceleração, mas continuou a observar-se um crescimento respeitável segundo os padrões capitalistas, o que permitiu elevar continuamente o nível de vida na União Soviética. Em 1985 o nível de vida tinha atingido o seu ponto máximo.

No plano das nacionalidades, não se observavam conflitos ou contradições nacionais relevantes entre os povos da União Soviética. Havia problemas, dificuldades, mas não uma crise.

No plano internacional, a URSS estava sob pressão do imperialismo norte-americano. A administração Reagan aumentou a pressão militar, econômica e diplomática. Também identificámos problemas no interior do partido que exigiam reformas. Mas a questão principal era outra.

"Só com Gorbatchov a direita triunfou"

Se, como afirmam, o socialismo não estava em crise, qual a origem das reformas destruidoras realizadas no final dos anos 80 na URSS?

TK - Ao longo da história da União Soviética digladiaram-se sempre duas tendências na política soviética: uma ala de direita, que defendia a incorporação de formas e idéias capitalistas, e uma ala de esquerda que apostava na luta de classes, num partido comunista forte e na defesa intransigente das posições da classe operária.

De resto, encontramos estas duas correntes mesmo antes da revolução de Outubro. Os mencheviques, por um lado, e os bolcheviques por outro. Mais tarde esta luta é polarizada por Bukhárin e Stálin, Khruchov e Mólotov, Bréjnev e Andrópov, Gorbatchov e Ligatchov. Toda a história da URSS pode ser vista à luz da luta entre estas duas correntes. No entanto, só com Gorbatchov a ala direita obteve um triunfo completo.

RK – Bréjnev, com a sua política de estabilidade de quadros e o seu receio de fazer ondas, deixou uma direção extremamente envelhecida e permitiu que se agravassem vários problemas na economia e na sociedade.

A carência de alguns produtos, sobretudo os de alta qualidade, o desenvolvimento da "segunda economia", a corrupção de dirigentes do partido, tudo isto desagradava às pessoas. Quando Gorbatchov prometeu resolver estes problemas, quase toda a gente concordou. Parecia que finalmente tinha aparecido alguém com vontade de mudar as coisas para melhor.

Todavia, alguns apontam como causas do colapso a degeneração do partido comunista, o fato de o trabalho coletivo ter sido substituído a dada altura por um pequeno círculo de dirigentes e mesmo por um só dirigente individualmente; a democracia partidária ter sido estrangulada por um sistema burocrático centralizado; a indesejável fusão e confusão entre as estruturas do partido e do Estado; o afastamento do partido das massas; o fracasso da democracia socialista que era apresentada como um tipo superior de democracia. De acordo com esta tese, o povo soviético foi despojado do poder político e isso foi fatal para o socialismo. Concordam?

TK - A visão de que a União Soviética sofria de um déficit democrático e de um excesso de centralização está muito espalhada entre socialistas reformistas, sociais-democratas, historiadores burgueses e mesmo entre alguns comunistas, mas, na nossa opinião, é uma visão errada e exagerada dos problemas da democracia soviética.

Apesar de alguns problemas, a democracia soviética tinha uma grande vitalidade. Cerca de 35 milhões de trabalhadores participavam diretamente no trabalho dos sovietes, que eram instituições de poder que tomavam decisões efectivas, 163 milhões de trabalhadores estavam sindicalizados, o partido tinha 18 milhões de militantes, a democracia tinha outras instituições como as seções de cartas do leitor em todos os jornais, as organizações de mulheres e de jovens.

É verdade que todas estas instituições tinham insuficiências, poderiam funcionar melhor e de forma mais efetiva, mas não é verdade que fossem instituições de fachada.

As pessoas que atacaram o nosso livro acreditam, na sua maioria, que a falta de democracia e o excesso de centralização foram as causas do colapso soviético. Curiosamente, este sempre foi o principal argumento da burguesia para difamar o regime soviético muito antes da chegada de Gorbatchov. Na nossa opinião é incorreto acusar a democracia soviética de ter levado ao colapso.

RK – Muitas dessas críticas radicam na concepção burguesa de democracia. Na verdade a União Soviética sempre foi acusada de não ter uma democracia burguesa, de não ter partidos concorrentes. Todavia, as formas de democracia socialista, sem serem perfeitas, eram sob muitos aspectos muito mais ricas do que a democracia burguesa.

Penso que o recente conflito na Geórgia nos fornece um exemplo a este respeito. Na antiga União Soviética, a Ossétia do Sul era um território autónomo onde as minorias étnicas tinham as suas escolas, língua, cultura.

Após a desagregação da URSS, a "democracia" georgiana aboliu o estatuto de autonomia dos ossetas, o que agravou as tensões e desembocou numa guerra na região.

TK – Houve razões históricas que determinaram que na URSS apenas houvesse um partido. Logo a seguir à revolução os restantes partidos combateram o poder soviético, os socialistas revolucionários abandonaram o governo e tudo isso levou a que apenas ficassem os bolcheviques.

A maioria dos países socialistas europeus tinha vários partidos, embora o papel dirigente do partido da classe operária fosse salvaguardado. A existência de um só partido acentuou a idéia de fusão entre o partido e o Estado, mas não vemos que isso possa ter constituído uma causa do colapso.

Mas as insuficiências da democracia soviética não terão impedido o povo de defender as conquistas revolucionárias, a URSS e o socialismo?

TK – Esse é o principal argumento dos que afirmam que havia um déficit democrático. Porque é que o povo não defendeu o socialismo? Perguntam dando como resposta a falta de democracia e o excesso de centralização.

Em primeiro lugar, não é verdade que não tenha havido resistência. Houve, basta lembrar que, no referendo de 1991, a maioria esmagadora dos soviéticos (75 por cento) votou a favor da manutenção da URSS.

Por outro lado, para percebermos porque é que essa resistência não foi suficientemente forte para derrotar a contra-revolução, temos de ter em conta o seguinte: Gorbatchov e Iákovlev, ao mesmo tempo que prometiam o aperfeiçoamento do socialismo, com mais liberdade e democracia, destruíram num curto espaço de tempo as instituições por meio das quais a base do partido e o povo podiam expressar a sua vontade.

A organização do partido foi desmantelada, os jornais e todos os meios de informação foram entregues a anticomunistas. De repente desapareceram os mecanismos e formas habituais de expressão democrática popular.

Regressando à economia, ficou-nos da perestróika a idéia de que o excesso de centralização, de planificação e de burocracia foram os causadores dos atrasos no desenvolvimento econômico. Alguns acrescentam que houve uma estatização exagerada da economia, que as diferentes formas de propriedade deveriam ter sido mantidas e que o papel do mercado foi claramente subestimado durante o processo de construção do socialismo. Qual é o vosso ponto de vista?

RK – Penso que temos de começar por fazer a seguinte observação que ninguém contesta: a propriedade social dos meios de produção na União Soviética permitiu os mais rápidos ritmos de crescimento industrial jamais registrados em qualquer época da história. Isso ocorreu nos anos 30, mas também a seguir à guerra até meados dos anos 50. Em quatro ou cinco anos, a União Soviética conseguiu recuperar da devastação provocada pela Segunda Guerra Mundial, que deixou em ruínas um terço das cidades e um terço das indústrias.

Por tudo isto, nunca pensámos que a propriedade estatal, a centralização e a planificação pudessem ter causado o colapso. Mas havia algumas questões que precisavam de ser explicadas.

Porque é que o crescimento começou a declinar nos anos 60 e 70. A economia continuava a crescer, mas qual era a razão da desaceleração? Os críticos da planificação centralizada viram aqui a demonstração das suas teses…

Talvez as enormes proporções atingidas pela economia colocassem verdadeiros problemas e dificultassem essa planificação?

RK – Sim, é certo que a expansão da economia tornou a planificação numa tarefa mais complexa. Todavia, a conclusão a que chegámos aponta em sentido contrário, ou seja, foi a erosão da planificação e o florescimento da "segunda economia" que colocaram entraves ao crescimento econômico na URSS.

Não foi portanto a subestimação do papel do mercado, mas antes as medidas tomadas para o seu alargamento que desviaram recursos da economia socialista?

TK - Todas as sociedades socialistas têm mercados. A própria União Soviética sempre teve um mercado para o consumo privado. No entanto, as reformas econômicas de Khruchov não só descentralizaram a planificação como introduziram alguns mecanismos de mercado na economia e formas de concorrência entre as empresas.

As reformas de Kossiguin [primeiro-ministro da URSS entre 1964 e 1980] traduziram-se em cada vez maiores concessões ao modo de pensar capitalista.

Dos cinco institutos mais importantes e influentes de economia política soviéticos, três estavam nas mãos de economistas pró-capitalistas do tipo de Aganbeguian, por exemplo.

Os principais setores da inteliguentsia, incluindo os economistas, exerciam importantes pressões sobre o governo. Este foi um processo que se desenvolveu ao longo de 20 anos, não aconteceu tudo de uma vez.

Para alguns a perestróika tinha boas intenções mas falhou. No vosso livro, afirmam que esta foi a grande oportunidade para as forças anti-socialistas avançarem. Qual foi a responsabilidade e que intenções reais teve Gorbatchov em todo este processo?

TK – Apesar das suas posições oportunistas, não pensamos que Gorbatchov tenha agido conscientemente logo de início para trair o socialismo e restaurar o capitalismo.

Ao contrário de Andrópov, que era profundo e um marxista-leninista genuíno, Gorbatchov era um brilhante ator, mas uma pessoa superficial, sem grande preparação teórica.

Quando se deslocou politicamente para a direita sob a influência de Iákovlev*, descobriu que o imperialismo o aprovava, que os elementos corrompidos do partido concordavam com ele, especialmente aqueles ligados à segunda economia que defendiam o setor privado, e aos poucos foi acelerando as reformas neste sentido.

A dado momento Gorbatchov tomou a decisão consciente de que não era mais um comunista, mas um social-democrata, não acreditava mais na planificação, na propriedade social dos meios de produção, no papel da classe operária, na democracia socialista, queria que a União Soviética se transformasse numa Suécia ou algo parecido.

O oportunismo, o abandono da luta foi um processo gradual que se tornou evidente em 1986. Alguns dirigentes do partido ofereceram determinada resistência, como foi o caso de Ligatchov*, mas mesmo este tinha fraquezas, embora fosse de longe melhor homem do que Gorbatchov. Ligachov foi apanhado de surpresa.

Ele próprio afirmou que havia duas formas de corrupção, uma que há muito todos sabiam que existia, e à qual queriam pôr fim quando assumiram o poder em 1985; e uma outra que surgiu no espaço de um ano e meio como uma forte vaga de pressão, vinda da "segunda economia" e das organizações mafiosas florescentes.

Como puderam esses setores emergir com tal força na sociedade socialista?

TK – A "segunda economia" alcançou uma expressão importante em dois períodos da história da URSS: o primeiro foi durante a Nova Política Econômica (NEP) dos anos 20 que permitiu o desenvolvimento do capitalismo, sob controlo estatal dentro de determinados limites.

Esta foi uma opção consciente do Estado socialista tomada provisoriamente para fazer face à situação de emergência causada pela guerra civil. Em 1928-29 a NEP foi superada de forma decidida.

No entanto, dirigentes do partido como Bukhárin defenderam a manutenção da NEP apresentando-a como a via mais adequada para alcançar o socialismo. Esta corrente foi derrotada pela maioria do partido liderada por Stálin, que justamente lembrou que a NEP fora definida por Lênin como um recuo necessário, porém temporário. E apostaram na planificação centralizada e na propriedade social dos meios de produção.

Mas este período dos anos 20 ficou marcado não só pelo florescimento do capitalismo e dos setores marginais e criminosos, mas também pelo alastramento de uma ideologia de direita, anti-socialista. Ou seja, podemos ver claramente uma correspondência entre a base material e a ideologia.

O segundo período foi mais prolongado e gradual. Teve início em meados dos anos 50, após a morte de Stálin. Khruchov foi a primeira peça deste quebra-cabeças. Em muitos aspectos, não todos, teve desvios de direita e quando estes foram demasiados houve uma correção. Veio Bréjnev, mas este detestava mudanças, queria estabilidade, e apesar das disputas entre as alas esquerda e direita os problemas continuaram a acumular-se.

"O socialismo é uma construção consciente"


Foi então o acumular de problemas na época de Bréjnev que condicionou as reformas dos anos 80?

TK – Nos anos 80, os problemas eram evidentes para todos, mas a questão-chave que se colocava era qual das duas tendências tradicionais no partido os iria resolver: a tendência de direita ou a tendência de esquerda?…

Infelizmente já conhecemos a resposta…

RK – Mas Bréjnev não teve apenas aspectos negativos. No plano internacional obteve a paridade militar com os Estados Unidos e ajudou os movimentos revolucionários em várias regiões do mundo.

Este esforço no plano militar e no plano da solidariedade internacionalista exigiu importantes recursos que não puderam ser utilizados para suprir necessidades domésticas.

Talvez também por esta razão que, durante este período, se tenha fechado os olhos ao setor privado ilegal que se desenvolvia nas bordas da economia socialista. Esta espécie de "pacto" com a "segunda economia" permitiu o surgimento de uma camada que ficou conhecida como "os milionários de Bréjnev", que eram pessoas que fizeram fortunas através de redes de corrupção toleradas pelo poder.

TK – Bem, trata-se de um setor ilegal, por isso não há números oficiais, o que torna o seu estudo difícil…

RK – Mas é verdade que se trata de um fenômeno ignorado e não reconhecido pela literatura marxista. A "segunda economia" foi sempre vista como um resquício do capitalismo que desapareceria à medida do avanço do socialismo.

Contudo, há alguns estudos que nos mostram que o seu peso estava longe de ser negligenciável. Por exemplo, é interessante comparar o período de Bréjnev com os primeiros meses da direção de Andrópov em termos de processos criminais instruídos por atividades econômicas ilícitas.

Verificamos que nos anos de Bréjnev não houve praticamente condenações pela prática deste tipo de crime, mesmo quando os casos chegaram a ser julgados em tribunal. Com Andrópov esta situação alterou-se radicalmente. Muitas pessoas foram condenadas nesse período.

No vosso livro, não dedicam muito espaço à análise do chamado "relatório secreto" apresentado ao 20.º congresso do PCUS por Khruchov sobre o "culto à personalidade", mas referem a necessidade de reavaliar o período comumente designado por "stalinismo", notando que enquanto tal não for feito, os comunistas continuarão prisioneiros do passado. Querem explicar?

RK – Quando começámos a escrever o livro essa questão colocou-se e tivemos de tomar uma decisão. Decidimos que não iríamos entrar no tema quente de Stálin. Há muitos preconceitos enraizados e, sobretudo, há muitas coisas que não conhecemos suficientemente para podermos desmontar idéias feitas e diariamente repetidas sobre Stálin.

A única coisa que fizemos, ou pelo menos tentámos, foi abrir a porta a este assunto. Nós não temos todas as respostas sobre Stálin e a sua época, e seria um erro pensar que temos. Há muitos aspectos históricos e políticos que precisamos de absorver e compreender.

Contudo, praticamente todas as conquistas do socialismo que enumeram na introdução do livro foram alcançadas em particular durante os anos 30, sob a direção de Stálin…

TK – É um fato, mas tivemos de fazer uma opção entre tratar toda a questão ou apenas o que consideramos ser a questão-chave. Por acaso, a maioria dos ataques ao nosso livro por parte de marxistas ou pseudo-marxistas, sociais-democratas ou comunistas revisionistas centraram-se precisamente na questão de Stálin.

Não contestaram nada do que dissemos sobre Gorbatchov nem sobre a "segunda economia", apenas nos censuraram por sermos demasiado brandos com Stálin e por não termos reconhecido que Stálin era um monstro, um louco, um carniceiro. Esta questão no Partido Comunista dos Estados Unidos é particularmente sensível.

Mas se a tese do vosso livro está correta, então as políticas de Stálin terão sido as mais corretas e as únicas que podiam garantir a construção do socialismo e defender as conquistas revolucionárias.

RK – O ódio a Stálin é tão cego e intenso que alguns críticos do nosso livro dizem que estamos errados e insistem que Stálin foi a causa do colapso da URSS.

Vem a propósito uma reflexão vossa sobre a importância do fator subjetivo no socialismo. Segundo afirmam, o papel dos dirigentes é mais decisivo no socialismo do que no capitalismo. Porquê?

TK – O capitalismo cresce enquanto que o socialismo é construído. No livro utilizamos uma metáfora em que comparamos o capitalismo a uma jangada a descer um rio. As possibilidades de dirigir a jangada são reduzidas, ela é arrastada pela força da corrente e apenas se podem fazer algumas pequenas correções na trajetória.

Nesta metáfora, o socialismo é um avião, o qual apesar de ser um meio de transporte incomparavelmente superior exige ser pilotado por uma equipa bem preparada científica e tecnologicamente, capaz de compreender e aplicar conscientemente as leis da ciência.

Ou seja, apesar de o avião ser um sistema superior é vulnerável num sentido em que a jangada não o é. Isto não significa obviamente que devamos abandonar o avião e voltar à jangada, assim como não podemos voltar ao tempo das cavernas, apesar de as nossas casas poderem ruir.

*Alekssandr Iákovlev — responsável a partir de 1985 pelo departamento de propaganda do PCUS, torna-se membro do CC do PCUS em 1986, responsável pelas questões da ideologia, informação e cultura.

Sobe ao politburo em junho de 1986 e é sob proposta sua que são nomeados os diretores dos principais jornais e revistas do país que passam a defender abertamente posições antisocialistas (os jornais Moskovskie Novosti, Sovietskskaia Kultura, Izvestia; as revistas Ogoniok, Znamia, Novi Mir, entre outros). Faz publicar uma série de romances de escritores dissidentes e anti-soviéticos, bem como cerca de 30 filmes antes proibidos. Em agosto de 1991 anuncia a decisão de abandonar o PCUS.

Por Iegor Ligatchov – membro do politburo entre 1985 e 1991, foi um dos impulsionadores da campanha anti-álcool (1985-87) e, mais tarde, assumiu-se como um opositor às reformas de Gorbatchov.