Na próxima quinta-feira dia 02/04/2009 d.c. os olhos da humanidade estarão voltados para Londres que receberá os lideres dos 20 países mais importantes, ricos e em desenvolvimento, participarão do mais importante Grupo Mundial de decisões globais, o G-20. Líderes da Argentina, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Coréia do Sul, Turquia, Reino Unido, Estados Unidos e União Européia discutiram formas de evitar que Nações políticamente organizadas voltem a serem as vítimas da irresponsabilidade, das crises de liquidez e da ganância dos bancos internacionais, com a multiplicação descontrolada da oferta de seus instrumentos e produtos financeiros.
Diferentemente do que vem sendo notíciado em alguns jornais brasileiros, as manifestações que estão ocorrendo em Londres e parte do mundo não são contra o G-20, mas contra a manutenção do falido e excludente sistema Capitalista atual. Estão apoiando e em sintonia com as pretensões expostas por parte dos presidentes mundiais capitaneados pelo brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.
Dentre as articulações do presidente brasileiro antes da reunião do G-20 - visando revisar a face do sistema financeiro mundial, estão marcados encontros com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, com a rainha da Inglaterra Elizabeth e com o primeiro-ministro britânico, o socialista Gordon Brown que esteve no Brasil semana passada.
Com a crise financeira atual, o desmoronamento da pirâmide capitalista é eminente, assim um consenso de reformas profundas no Sistema já esta imposto. Submissão nunca mais. Sob a égide dos Capitalistas o boom de crescimento da economia mundial desde 2000 se manifestou também como um processo desestatizante, então deve-se prever que isto poderá ser um entrave a ser resolvido, o que explica certa resistência de alguns lideres mundiais - principalmente os ligados ao Capital, em tomarem decisões políticas mais arrojadas.
Do ponto de vista geoeconômico, precisamos de uma mudança estrutural com uma verdadeira Revolução no Capital Financeiro, onde o crédito ao trabalho deva substituir consideravelmente o crédito ao Capital - principal elemento dos levantes e lutas revolucionárias. O Capital deve estar lastreado na produção ao invés de na especulação, precisamos de um novo paradigma como bem já definiu Lula, e neste momento impar da humanidade apenas através da supremacia do poder político poderão ser resolvidos os problemas e contradições colocados pelo sistema Capitalista.
A partir da década de 1980, regulações limitando os empréstimos bancários foram afrouxadas (vide seção 20 da emenda Glass-Steagall de 1933 que regulamentaca esse tipo de procedimento) permitindo uma gama maior de atividades financeiras, os "ativos financeiros" das instituições financeiras multiplicaram-se por 36. O sistema financeiro mundial não pode continuar baseado, por exemplo, na habilidade dos gerentes de bancos em gerar lucros. Os bancos não podem continuar a lucrar vendendo títulos que eles mesmos originem.
Não bastasse a verdadeira implosão do sistema financeiro mundial, some-se a isto, o fato de que a participação maior (39%) dos fluxos financeiros mundiais que alimentam os mercados maduros provêm de mercados emergentes como o Brasil. É sabido que grande parte da prosperidade, inovação e crescentes oportunidades são atribuídas aos mercados livres e esta vertiginosa curva descendente no desenvolvimento do Sistema Capitalista é a grande chance dos emergentes imporem a necessidade de se fazer uma Revolução Socio-capitalista com significativa mudança na estrutura econômica mundial.
E como tem se sentido o ser humano? Apesar de inegáveis avanços tecnológicos, é evidente a frustração que vive a espécie humana. Nunca o ser humano se sentiu tão sozinho, muito embora exista cada vez mais recursos nos meios de comunicação que possam aproximar as pessoas. Nunca o ser humano se sentiu tão triste, muito embora possa ter acesso a diversos meios de diversão. Nunca o ser humano esteve tão isolado, apesar de ter acesso a todos os recantos do planeta por meio da tecnologia colocada a seu dispor. Por que isso ocorre? Percebemos que isso é conseqüência daquilo que o ser humano, como espécie, coloca como prioridade. Ter, e apenas ter, mais matéria, como se essa conquista representasse o máximo de sua evolução. Alheios e enquanto muitos sofrem. Como já observou o pensador GD'Abronzo.
A intenção não deve ser, como muitos gostariam, apenas dos lideres mundiais salvarem o Capitalismo dos capitalistas, precisamos de uma nova estrutura, de reformas profundas nos organismos econômicos mundiais, dividir o pão, um novo conceito sócio-econômico-político, uma Nova Ordem Mundial, em que o Capitalismo seja apenas parte, e não o todo das relações interpessoais.
A mão, não raramente invisível, do Capitalismo não deve funcionar sem o pulso visível dos Estados. Considerando a importância do que esta em jogo, deve-se estar preparado para responder aos desafios colocados, sendo fundamental combater eventuais "mecanismos" políticos e ideológicos que visem, mais uma vez, dispersar os Socialistas, assim bloquear o desenvolvimento mundial de uma orientação revolucionária e novamente submeter o G-20 ao controle e a serviço dos conservadores Capitalistas.
!!@V@NTE G-20!!
Por soldadonofront
























