26 de fevereiro de 2009

INÉDITO - JORNALISTA DENÚNCIA COMPLÔ MIDIÁTICO NO BRASIL PARA ELEGER SERRA

Sou jornalista em Minas, mais precisamente em um grande veículo de BH e posso dizer que vc não está errado. Nós, repórteres e editores recebemos críticas diárias sobre a “omissão” acerca dos defeitos da administração e da pessoa de nosso governador, mas a verdade é que poucos se dão conta que “a imprensa” não é comprada. Comprados são os donos dela.

Os aristocratas decadentes que comandam o Estado de Minas, o deputado italiano ex-PSDB que comanda O Tempo, os bispos que comandam o Hoje em Dia, os lobos em pele de Carneiros que comandam a Itatiaia, os Marinho que comandam a Globo e a CBN. Na CBN se tem mais liberdade, e a rádio que toca notícia virou o único canal de críticas ao govs e a seus asseclas. Mas não é de graça e nem por puro altruísmo jornalístico. Eles metem o pau porque a sede da emissora, em São Paulo, quer eleger Serra a qualquer custo.

Fecharam com o careca por lá. No mais, em Minas, não se fala mal de Aécio e suas peripécias com mensalão de Clésio, com Mater-Dei, Rio de Janeiro e etc. É triste, mas jornalistas também têm família, repórteres também precisam trabalhar. E o mercado por aqui é muito cruel. Cruel e corporativista, mesmo na concorrência. O Brasil precisa acordar pra isso, mesmo que seja em favor de outro tubarão, o Serra. Prefiro ver mais um paulista lá, que esse mineiro que desonrou e humilhou a imprensa local com a mão firme de seus assessores e de sua irmã, Andréia Neves.

Mas engana-se quem acha que isso começou com ele. Com o episódio do mensalão mineiro pudemos relembrar na carne a força política e ditatorial do ex-gvernador e atual senador Eduardo Azeredo. Nada foi publicado nos grandes jornais que machucasse a imagem do fanfarrão com cara de bonzinho. O inventor do mensalão chegou a fazer visitas pessoalmente a redações de jornal em horário de fechamento, acompanhado de diretores da casa para mostrar aos repórteres insubordinados quem é que mandava. Para proteger Azeredo, alguns aceitaram até atacar Mares Guia, então ministro de Lula.

A coisa aqui tá feia, só não vê quem não quer. Vergonha, vergonha, vergonha!!!


Por Lúcio Carlos no blog Dilma Presidente.

SERIA O INÍCIO DE UMA REVOLUÇÃO NAS REDAÇÕES?!

23 de fevereiro de 2009

NO VOLVERAN! - 2010 É DILMA E NINGUÉM TASCA!

Ainda não saiu o PED do PT em 2009, para decidir o candidato petista a 2010, porém por aclamação popular, a guerreira Dilma voa a velocidade do PAC e da popularidade de Lula, para buscar a diferença em relação aos virtuais candidato do tucanato, que não contam com apoios de peso, porém se utilizam de forma indiscriminada da máquina dos poderosos estados de SP e MG. Hoje acusam de Lula promover Dilma, porém esquecem que Itamar colocou FHC em evidência muito maior em 1994, ou ainda que Serra e Aécio tentam colar a imagem suas a de Lula, a todo o custo, e gastando cifras astronômicas em publicidade para impedir o avanço das candidaturas que possam ser apoiadas pelo PT e pelo Presidente Lula. Aos direitistas de plantão, que não se iludam, pois como os populares revolucionários venezuelanos uma vez disseram "no volveran!", direita demo-tucana fora expurgada em 2002, e não voltará, seja com Serra, ou Aécio.

Os direitistas já estão alardeando aos quatro ventos, a possível candidatura de Dilma Rousseff, que a um ano atrás não passava de 1% das intensões de voto, e hoje chegam a casa dos 20% dependendo do cenário. Demo-tucanos como FHC, Tasso, ACM Neto, Maia, e outros, já querem impretar ações contra o presidente Lula, com a justificativa de campanha antecipada, e favorecimento a candidatura de Dilma para 2010. Esquecem que eles mesmos já fizeram pior, Dilma como Ministra respondável pelo PAC, apenas detalha as obras, e o volume de investimentos, quando necessário ela mesma palestra sobre o acesso aos investimentos e seu impacto, assim como FHC fizera quando era apenas um mero Ministro da Fazenda e que implementou o Plano Real, e que circulou o país para detalhar como seria o plano às vésperas das eleições de 1994.

Esquecem também que J. Serra quando era Ministro da Saúde, colava em FHC, e apresentava seus detalhados planos sobre o SUS, as campanhas contra a dengue, e sobre as vacinas, no período pré-campanha de 2002. Por qual motivo Dilma não pode andar ao lado de Lula? Será que pelo motivo de Lula ter aprovação de 84%, contra meros 18% do pré-campanha de FHC? Ou quem sabe que pelo motivo do candidato de Lula de início ter um terço do eleitorado favorável a manutenção de um petista no governo?

A verdade de fato é cruel, pois demonstra que por mais que Serra e Aécio liderem os quadros eleitorais para 2010, temem o "Fenômeno Lula", que avassalou as urnas em 2006, com uma "virada homérica", ou como o que ocorrera na cidade de São Paulo, só que sem o fator mídia, como Kassab se aproveitou. Dilma é tudo o que a direita despreza, ex-guerrilheira, mulher, petista, de esquerda, e de fortissíma opinião, que assim diga o Senador Agripino a respeito.

A mídia direitista, marrom, enviesada, e fétida, que temos em nosso país tem fortes cólicas com a possibilidade de Lula, do PT, e do PAC fazerem diferença pró-Dilma. Eles sabem que o PT está prestes a fazer uma revolução sem prescedentes, depois do operário, nordestino, e de esquerda no poder, uma ex-guerrilheira, militante de esquerda, subindo ao poder seria desafiar todos os dogmas que as elites militares tentaram evitar no período de transição, e que hoje tem opinião compartilhada pelas alas conservadoras de nossa enviesada direita.

Como costumo dizer aos direitista que encontro por aí, que estão enfurecidos por não conseguir abater Lula, nem com a pior crise que varrera o globo em mais de 80 anos, hoje o Brasil diz claramente que é "hermano" do povo de venezuela, pois dizem de forma clara "no volveran!" às nossas elites, que anseiam colocar o PSDB-DEM-PPS-PTB no poder. Que venha Dilma em 2010, para varrer a direita do cenário político atual, e continuar a escrever um novo futuro para nosso país, e revelar de forma mais latente o que está obscuro em nosso passado.

Por mais que um tucano voe, jamais alcançará o brilho da Estrela!!!!

Por Bruno L. Emidio

ELEIÇÕES 2010 - VEJA O VERDADEIRO PROJETO TUCANO PARA 2010

A ESQUERDA CONSTRÓI, A DIREITA DESTRÓI, SUCATEIA, MENTE, VENDE...

Opinião - O próximo Presidente do Brasil

Prever resultados eleitorais é sempre um risco. O distanciamento da maioria da população do cotidiano da vida política faz com que as decisões sejam tomadas no último momento, antes disso passando por uma grande volatibilidade, o que explica as variações de tendências apontadas em pesquisas. Como o Brasil está completando 20 anos de eleições presidenciais, no entanto, é possível arriscar algumas apostas. Para 2010, a primeira eleição sem a participação de Lula, configura-se um quadro tendo de um lado Dilma Rousseff, representando o governo e uma aliança de centro-esquerda, e de outro José Serra, pela oposição em coligação de centro-direita (ressaltando-se que essas definições ideológicas, no Brasil atual, não dizem quase nada). Resta a dúvida sobre em que lado estará o PMDB.

O quadro, hoje, é francamente favorável a Serra. Ministro da Saúde comemorado, experiente em disputas eleitorais depois de tentar a Presidência contra Lula em 2002, prefeito e governador de São Paulo, fama de realizador, José Serra tem dado sinais de que aprendeu a fazer política, o que era considerado seu grande defeito. Dilma representa o governo e um projeto de continuidade, com as credenciais de comandante das ações da administração petista e a herança social de Lula. No cenário econômico presente, o governo chegará a 2010 fragilizado, tendo que administrar uma grave crise. Nessa situação, tende a se fortalecer uma ideia de mudança, da necessidade de alterar as coisas, o que será representado por Serra.

Os estrategistas de Lula apostam que uma condução séria e superior às anteriores da crise pode favorecer Dilma. É uma aposta. Em outra leitura, sabe-se que a democracia brasileira é caracterizada por escolhas personalistas. Partidos e projetos são meros apêndices. Diante disso, novamente Serra sai ganhando. Já é conhecido, tem mais experiência, não precisa ser apresentado. Dilma necessita de um processo longo de reconhecimento. Se o cenário econômico fosse a maravilha que foi até setembro de 2008, as chances da ministra da Casa Civil despontariam.

Desemprego em queda vertiginosa, aumento da renda, consumo em alta, viagens, carros e casa própria vitaminariam a ideia de que tudo deveria permanecer como está. É praticamente nulo esse cenário. Haverá crise aguda, mesmo que ela não deteriore os fundamentos econômicos, e as conseqüências afetarão de uma maneira ou outra o bolso do eleitor. Lula aposta em uma condução firme da crise e nos resultados sociais de seu governo para vitaminar Dilma. Será tarefa árdua.

A eleição de 2010, também, explicitará o deserto ideológico da política brasileira. Dilma será candidata do PT, da esquerda, com uma plataforma e uma história de governo que contrariam os ideários tradicionais. Já Serra terá como principal aliado o DEM, representação da direita atrasada do país, sendo ele um homem com história de ideias muito próximas da esquerda. Retirando os conceitos de direita e esquerda, poderia se discutir projetos progressistas ou conservadores. Nem isso. O favoritismo de Serra esconde a inexistência de uma projeto para o país.

O que propõe o PSDB e seu grupo como alternativa ao que está aí? FHC marcou seu governo pela estabilidade econômica, Lula pelos projetos sociais e pelo crescimento da economia. Esperto, Serra já disse que não será o anti-Lula, mas sim o pós-Lula. O angustiante é que não se sabe o que isso significa. Sem ideias claras sobre um projeto de desenvolvimento, de educação, de saúde e de segurança, é impossível imaginar que o Brasil possa dar um passo à frente. O PSDB e Serra, até o momento, não demonstraram tê-lo.

A oposição pífia no Congresso explicita a inexistência de uma visão do Brasil do futuro. Como favoritos a chegar à Presidência da República, tais conceitos já deveriam estar expostos na internet. É o trabalho mais urgente. Caso contrário, a sensação é de que, de qualquer forma, a troca será de seis por meia dúzia. E de um aparelhamento do Estado por outro.

Por Alessandro Minuscoli

19 de fevereiro de 2009

Eleições 2010 - Hipócritas questionam Lula e a comandante Dilma no TSE

Quanto ao fato do Democratas e o PSDB ingressarem com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente da República e a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, por propaganda extemporânea assim pretendendo obstruir o chefe do executivo de seu poder dever de exercitar o mandato conferido pelas urnas.

Bem respondeu a Ministra Dilma:
"Eu acho que tem esse intuito (antecipar a disputa eleitoral). E tem sobretudo o intuito de interditar o governo. É estranho que essa tentativa sempre ocorra quando há políticas do governo sendo implantadas. E são políticas que beneficiam o Brasil".
Disse Lula "Se você não faz as obras, é criticado porque não fez. Se faz, é porque quer ajudar alguém.", agora, só falta os dois irem para a televisão, jornais etc falar para todos brasileiros ouvirem, revelando o verdadeiro carater desta oposição. Disser o que nós da esquerda a muito já sabemos: Que a oposição é contra o Brasil, contra o progresso do Brasil e contra nós brasileiros.

Pois bem, enquanto não decidem esta pendenga muito mais política do que judicial e para não dizerem que não estão sintonizados com seus partidos, melhor nem irem nas inaugurações, podem ser vaiados pois agora sabemos se depender deles nada disso estaria acontecendo.

O progresso riscando o Brasil de norte a sul de leste a oeste e agora por coerência, para manter as aparências vão ter de ficar só olhando. A menos que seus partidos tirem esta representação eminetemente política.

Dilma Rousseff é a pessoa mais qualificada hoje para governar o Brasil e dar continuidade a tudo de bom que estamos vendo acontecer neste país nos últimos 6 anos.

Um juiz que aceite e dê continuidade em uma "representação" desta só pode ser igual a oposição golpista, desesperada e sem propostas.

Por Soldadonofront

18 de fevereiro de 2009

Mediocridade - Como usar um plano que não existe para se promover

A oposição continua sem propostas e idéias do que fazer, então o jeito é procurar diminuir ao máximo o atual governo para que ele fique com a mesma pequenez dela. E não consegue.

Eu fico em dúvida se a enorme aceitação do governo Lula é mérito dele e da sua equipe ou é da burrice da oposição. Ou as duas hipóteses são verdadeiras. O que você acha?

Essa aceitação é grande demais! É quase uma unanimidade. E isso não é bom. Nunca o Brasil precisou tanto de uma oposição mais inteligente, superior, criativa e sensata, como agora. Mas, infelizmente, essa oposição não possui opções, não tem nenhum candidato com carisma, idéias e energia, nem se preparou até hoje para ser uma oposição séria e competente.

Nestes 6 anos do governo Lula o que a oposição fez além de dossiês e CPIs? Parece que não sabe fazer outra coisa. Pretende ganhar votos e governar o Brasil da mesma maneira?

Agora quer proibir a ministra Dilma de vistoriar e inaugurar obras do PAC, um projeto que também afirma que não existe. E a sua grande mídia aliada omite o que pode suas realizações. Dá para entender?

É uma pena. O Brasil merece e precisa de políticos de oposição e de veículos de comunicação bem maiores. Em todos os sentidos. Ou pegam juizo ou vão ficar cada vez mais distantes do pelotão de frente.

Tanto a mídia promoveu a crise mundial como se ela fosse só no Brasil, recomendando ao povo que fizesse economia, que os anúnciantes atenderam: O faturamento dos grandes veículos caiu entre 30 e 40%. Vão continuar insistindo, insistindo, insistindo?

Do Sr.Com

17 de fevereiro de 2009

POLÍTICO HONESTO, CRISE DE CONSCIÊNCIA OU O GOLPE DA LUCIDEZ REPENTINA

Então segundo o polêmico e agora arrependido sr. Jarbas Vasconcelos, querer, receber, pedir, aceitar cargos em troca de apoio é C-O-R-R-U-P-Ç-Ã-O!

Estranho, digo, engraçado, não, engraçado não é com certeza, pensava que isto era normal na política, era para ter o apoio político que prometiam e para ter a governabilidade necessária, dizem que antigamente uns recebiam até dinheiro, isto parece que nunca ouviu falar. Mas será que isto aplica-se à oposição também?

Fazendo rápidas contas pode-se dizem que o sr. Jarbas esta décadas atrasado nesta sua nova velha denúncia, podia ter nos poupado muito tempo, talvez vidas, famílias, empregos, sofrimentos, com certeza progresso traria, progresso político - o mais importante.

Omissão também é CORRUPÇÃO sr. Jarbas.

Há quem entenda estas "denúncias" tratarem-se de uma conveniente "crise" de consciência política, de alguém contrariado e que a anos participou direta ou indiretamente desta corrupção toda.

O fato de tentarem envolver Luiz Inácio Lula da Silva faz alguns verem estas "denúncias" como uma pauta providencialmente criada em associação a uma mercenária mídia-política que atua no Brasil, desconfia-se seja uma pauta gerada sob medida pela ou para a oposição pesedebista que se vê frente as verdadeiras denúncias nos seus estados, com evidências e provas de ligações da máquina administrativa tucana ao crime organizado e ainda quanto a expectativa nacional de realização de Democraticas prévias no PSDB, alvo e foco diário de expectativas, críticas e atenções da política nacional.

Será que com esta bomba denúncia querem fazer bastante fumaça e tirar a visão do que acontece no resto do front político-midiático brasileiro? Se era isto, então não deu certo. Pior, saiu pela culatra, muitos discordam de quem diz igual Jarbas que a reforma política tem de ser em início de mandato.

Quem arremessou no front político esta intempestiva, golpista e suspeita bomba de pólvora velha e omissa vai ter um contra-ataque.

REFORMA POLÍTICA,JÁ!

Por soldadonofront

16 de fevereiro de 2009

UMA ANÁLISE - IMPRENSA SUÍÇA DESTACA SUPOSTA AGRESSÃO

Gostaria de não estar escrevendo sobre este assunto, mas como a defesa da verdade e da Justiça são regras deste blog independente de ser de esquerda ou de direta, branco, preto, amarelo ou verde.

Mesmo não querendo acreditar - existem criminosos skinheads até em São Paulo, que talvez alguma razão assista a polícia Suíça. Ao que parece a brasileira não estava grávida mesmo, e se disse que estava grávida para agravar a culpa dos criminosos, depois de descoberta de uma talvez "mentirinha", a suspeita que esteja mentindo em outros pontos contaminou todo seu depoimento.

Reparando nas poucas fotos disponíveis e tentando fazer um exercício médico-legistico? algumas perguntas gostaria de compartilhar algumas destas dúvidas e observações com os leitores. Vamos a elas:

01 - Existiam marcas roxas, nos pulsos, pernas, outra parte do corpo da vítima?

02 - Esta estava e manteve-se acordada durante todo o tempo do ataque?

03 - Porque não gritou ou debateu-se, tentando livrar-se dos agressores?

04 - Teriam sido feitos cortes de estilete também na parte posterior do corpo?

Estas são algumas perguntas que precisam de respostas para poder analisar melhor o caso.

Porém mesmo sem a certeza das respostas, pelas fotos já se pode concluir que provavelmente não houve luta corporal, ao menos, reação. Explico, observem as linhas dos cortes, são muito simétricas, são retas quase que perfeitas, uma luta ou reação corporal não permitiria isto.

Agora, observem a letra S, na parte de cima das coxas, logo abaixo da cintura, parece que foram feitas de cima para baixo, ou seja, a curva da letra geralmente de baixo do S, esta maior e mais aberta na parte de cima, como se tivessem sido "escritas" na posição de cima para baixo (com a pessoa em pé a letra fica de cabeça para baixo).

Precisava saber e confirmar estas dúvidas e só assim saber o que pensar/julgar deste trágico, senão vergonhoso, no mínimo, triste acontecimento envolvendo uma brasileira no exterior.

Espero estar completamente equivocado nestas observações e assim continuar torcendo para que a polícia Suíça indentifique os verdadeiros criminosos. Mas se a polícia suiça esta certa em suas suspeitas, quem tem de se desculpar-se é a "vítima".

O governo brasileiro apenas reagiu estimulado pela pressão de parte de uma também talvez equivocada mídia brasileira que exigia deste uma reação e manifestação expressa da possibilidade da brasileira ter se auto-lesado.

A mídia deve ter a hombridade e a justiça de também assumir e admitir sua mea-culpa neste episódio. Se não agir assim, não será surpresa.

Por soldadonofront

Direito de Resposta - Do Povo e pelo Povo (?!)

Para o grande estadista varonil, nada que o governo petista ignaro faz surpreende FHC.

Convencido do vazio que o povo brasileiro sente em seu peito, um banzo saudoso do melhor governo e melhor líder que esta Nação já teve, nosso grande líder varonil FHC conclama a agremiação tucana a manter e aprofundar a unidade do partido afim de não medir esforços para extirpar do poder, de uma vez por todas, a escumalha petista e seu mentor, o usurpador Lula.

Como sempre, antenado com os mais profundos anseios populares, nosso amado líder vai aonde o povo está e vergasta impiedosamente os farsantes comunistas, denunciando, inclemente, as sórdidas tramas urdidas nos mais escuros antros da subversão esquerdista.

Salomônicamente, sem demonstrar suas preferências pessoais, adverte contra as vaidades partidárias, mas reconhece que a legenda conta com dois ótimos líderes, como Serra e Aécio - líderes menores, claro, pois ainda não possuem a invejável e mítica bagagem de nosso amado líder e pensador - comprovando a superioridade indiscutível dos quadros tucanos sobre os bárbaros bolcheviques e apedeutas do petralhismo infantil.

Assim, urge escutarmos as sábias palavras de FHC, sempre proferidas nos momentos em que a Nação reclama a liderança de alguém capaz, e não essa cambada de amadores marxistas que, além de quebrarem o país - como denunciou gravemente nosso grande esteio moral, o Professor Hariovaldo ( v. http://hariprado.wordpress.com/2008/10/22/o-brasil-esta-falido-quebrado-e-totalmente-destruido/ ) - causaram devastações climáticas como as que presenciamos, embasbacados, estão a ocorrer em Santa Catarina.

Trio da Remissão - Time dos homens bons começa a ser reforçado!Depositários das esperanças dos homens bons, o trio impoluto faz questão de encarar o povo de frente.

Pedimos licença a nossos estimados leitores para fazer uma pequena alusão ao discutível gosto do apedeuta pelas metáforas futebolísticas, mas o fato é que, com a “convocação” , pelo futuro presidente Serra, do testado e aprovado gerente, nosso irmão Geraldo, para liderar a estratégica Secretaria de Desenvolvimento, e também com a “expulsão de campo” do perigoso agente infiltrado Neschling da Osesp levada a cabo pelo grande líder varonil FHC, o “time” começa a mostrar mais e melhores resultados, na lida contra a estirpe maldita do bolchevismo internacional.

Sobre o grande intelectual FHC, cabe aqui uma denúncia: a mídia lulista simplesmente escondeu da Nação a gloriosa entrevista que o líder deu ao prestigioso jornal espanhol El País, publicada em 16 de Janeiro, mas que jamais chegou ao conhecimento dos brasileiros, apesar da óbvia repercussão mundial.

Repercutiram no mundo todo as sábias palavras do intelectual que orgulha a Nação, mas a mídia brasileira ( toda ela venal, com exceção da excelente e indispensável revista Veja ) escondeu isso da população, preferindo uma superlativa cobertura da posse ( leia-se usurpação ) do Pai Tomás comunista-islâmico de identidade indefinível e história oculta Hussein Barak.

Mas, voltando a FHC, este magnânimo homem bom da Nação ainda concedeu alguma glória ao satânico bolchevista, permitindo ao sr. Luiz Inácio usufruir um pouco da glória - pertence ao líder varonil no papel heróico exercido soberbamente pelo estadista de renome internacional - de ter salvo o país, inserindo o torrão brasileiro no mundo moderno, e fazendo-nos despontar entre as Nações mais progressistas e globalizadas.

Generosamente, FHC afirmou que Lula ” continuou o seu [ dele, FHC ] legado econômico”. O que, convenhamos, não é refresco, já que o país estaria muito melhor se estivessemos ainda, depois de todo esse tempo, tendo Fernando Henrique às rédeas da Nação, e não a corja que usurpou as eleições em 2002 e 2006.

Enfim, sob a liderança de FHC, a seriedade de José Serra e a competência gerencial do homem de fé, nosso irmaõ Geraldo, a máquina começa a ser azeitada, e não tardará muito até que os homens bons da Nação retomem a condução das coisas. Para isso, oramos para São Serapião, e apoiamos nosso professor Hariovaldo, cujo resistência e o ideal de defender a Igreja, a Pátria e os valores básicos da civilização cristã ( a tradição, a família e a propriedade ) enfurecem a canalha marxista e enchem de fé e esperança os homens de bem do País.

Alvíssaras!

Do Prof. Hariovaldo

14 de fevereiro de 2009

UMA ESQUERDA QUE ACRESCENTA E UMA DIREITA QUE SUBTRAI, ATÉ A VERDADE

Segundo a imprensa em tom menos irritado e menos inflamado, que na maior disfarçates fingem não saber porque, o comandante Luiz Inácio Lula da Silva, na sexta-feira, já de sacocheio disse:
“Quem quiser trabalhar, tem terra, tem crédito; quem quiser produzir, o governo compra, como estamos comprando. Agora, quem quiser só fazer discurso, se candidate a alguma coisa, pelo amor de Deus”,
Invocando a proteção divina para nós brasileiros, Lula mandou os tucanos trabalharem em vez de só fazerem política, ou que coloquem o bico pra funcionar de outra maneira ao invés de só acusar, devem parar de disfarçar, de desconversar que esta tudo bem no ninho tucano - pendente de definições e de Democracia.

Aliás, quanto a evidente campanha tucana serrista em andamento Daniel Pearls já constatou em seu blog Desabafo Brasil: O que faz Serra em Cascavel PR, na feira agrícola com uma corriola de políticos do PSDB, subindo em trator, dando autógrafos, tirando fotos com políticos e visitantes? Ele é o patrocinador da feira, é o financiador? A feira dependeu do governo de SP para ser realizada? Serra não é o governador do Paraná que eu saiba? Se tem alguém que está antecipando o processo eleitoral, com o dinheiro público de SP é o Serra.

Qual o benefício para SP trás essa viagem e toda a tietagem do Serra? Ele comprou maquinário agrícola para governo de SP? Ele foi fazer campanha eleitoral sim.

Igual o diabo foge da cruz, a simples visão e aparição de Dilma, natural e justificadamente trabalhando no que ajuda a construir um novo Brasil - planejado a curto, médio e longo prazos, e para os tucanos e Demos isto é fonte de inquietação, uma preocupação constante, pior ainda quando veem que os holofotes agora estão duplamente interessados em Dilma, acham que estão perdendo tempo e espaço, no que concordo.

RESUMINDO: Vão trabalhar para ter o que mostrar em 2010 ou encarem e resolvam seus problemas internos primeiro, pora!


Por soldadonofront

12 de fevereiro de 2009

Sem Injeção de Ânimo - Crise faz " The Economist " virar "Small Newspaper"

A crise chegou à imprensa mundial. Com falta crônica de crédito, mudanças preocupantes estão ocorrendo. Veículos tradicionais, como o Le Monde, o Washington Post , o The New York Times , The Economist e El Pais , estão sem liquidez até para pagar empregados. É a realidade batendo à porta da "liberdade de expressão". E o irônico é que quase todas estas publicações foram justamente apologistas da desregulamentação dos mercados mundiais, fator principal da atual crise financeira.

O fato é que estão sem anunciantes. E os anúncios representam mais de 80% de seus faturamentos. O valor das vendas nas bancas, como no Brasil, há muito não significa quase nada, menos de 2%. Na França, jornalistas e grandes barões da imprensa (les patrons de presse) resolveram pedir ajuda ao governo. O presidente Sarkozy, em outubro passado, não vacilou.

Convocou logo os "Estados Gerais da Imprensa", fórum governamental para discutir o salvamento da mídia impressa. Os jornalistas mais independentes já estão com os olhos e ouvidos bem abertos, calculando o preço que a ajuda custará. Na Inglaterra, tradicionalmente mais liberal, há ainda certa resistência com relação a uma possível ajuda do Estado. Mas, a alternativa que estão trilhando pode ser muito mais perigosa para a democracia: a ampliação da venda de espaços não apenas para empresas de comércio, indústria e finanças, mas também para anunciantes de todo o mundo, politicamente engajados em nebulosos interesses. Ongs pilantras, narco-terroristas, governos corruptos do terceiro mundo e traficantes de armas, estão encontrando espaço abundante nos grandes jornais.

Matérias de todas as partes do mundo, mostrando conflitos localizados e que nunca foram do interesse dos grandes jornais, começaram a ser publicadas quase todas as semanas. São matérias pagas em espaços onde não se pode identificar exatamente se são em seções de opinião ou matérias realmente jornalísticas.

Na Inglaterra, o tradicional "The Economist", panteão máximo do neoliberalismo, é uma das maiores vítimas da crise que ajudou a construir. Hoje o jornal parece não ter condições financeiras mínimas. Está partindo para o desespero e aceitando verdadeiro arrendamento de seus espaços, não só publicitários, mas também nas seções de opinião e até nas matérias principais.

Do Pravda

11 de fevereiro de 2009

Da Série Mídia Catástrofe - O terror econômico da grande imprensa

Diante do noticiário catastrófico das últimas semanas, o que indica a mais recente pesquisa CNT/Sensus, dando conta de novos recordes na aprovação pessoal do presidente Lula e na avaliação positiva de seu governo?

O que indica a pesquisa CNT/Sensus, divulgada na terça-feira (3), dando conta de novos recordes na aprovação pessoal do presidente Lula e na avaliação positiva de seu governo? Os números se prestam a múltiplas interpretações, mas se partimos da premissa de que o simples desmascaramento de uma farsa ideológica já é suficiente para desmoronar todo o arcabouço que a sustenta, a imprensa saiu muito mal na foto. Não só ela como os que ainda acreditam que a consciência política de uma sociedade pode ser reduzida à agenda de sua mídia hegemônica.

Se toda informação como destacava Herbert de Souza "é, de certa forma, uma proposta ou elemento de formulação de propostas e essa é a matéria-prima fundamental para a ação política", o campo jornalístico vem sendo sacudido por atores ativos e conscientes dos processos de transformação política, econômica e social pelo qual o país vem passando desde 2003. E, disso, os editores de confiança do patronato não se deram conta. De uma mudança significativa fora das ilhas de edição, fora das águas límpidas dos aquários.

Falácias Expostas

A maneira como a crise econômica internacional tem sido noticiada não obedece a qualquer procedimento mais sofisticado. Não há qualquer preocupação em manter a imagem do próprio discurso como "imparcial" e "objetivo". O jornalismo de campanha pretende instalar o terror através dos conhecidos padrões de ocultação, inversão e fragmentação.

Manchetes que ignoram a apuração para obter impacto não revelam incompetência, mas disposição de submeter o leitor e/ou telespectador à desinformação, ao fatalismo de profecias que se auto-realizam, à erosão da popularidade de quem governa. Os dias que precederam a divulgação da pesquisa não deixam qualquer dúvida: vivemos o terrorismo de um enquadramento noticioso feito sob medida para a oposição.

Uma clara subordinação de quem deveria se nortear pelos interesses públicos aos desígnios de um bloco que quer pavimentar seu retorno ao aparato estatal em 2010 e reintroduzir uma agenda falida.

As falácias das editorias de economia foram detalhadamente expostas por Bernardo Kucinski em seu magnífico "Jornalismo Econômico" (Edusp, 2000). Não custa, no entanto, lembrar que a narrativa jornalística tem recorrido a elas como ponto central para sua narrativa.

Arrazoados Medonhos

Escolhendo-se pontos convenientes de uma série estatística e procurando desqualificar todas as medidas necessárias tomadas pelo governo, lemos, em manchetes e títulos espalhados por jornais e portais, que "62% das obras do PAC estão atrasadas; 6% foi o recuo registrado nas vendas a prazo em janeiro em comparação ao mês anterior em São Paulo; 5% foi quanto encolheram as vendas à vista em janeiro em relação ao mês anterior; 9,5% foi o aumento da inadimplência no comércio em janeiro".

Tudo isso jogado, sem qualquer contextualização, não é jornalismo, mas produção deliberada de lapsos de desentendimento. Análises rasteiras, escapistas, que substituem a revelação dos fatores determinantes da crise capitalista é o que fazem diariamente Miriam Leitão, Carlos Alberto Sardenberg e Vinícius Torres Freire, entre tantos outros. Assusta a semelhança estilística e, no caso dos que aparecem em telejornais, a quantidade de recursos cênicos na busca da melhor "noticia ruim do dia".

Quando o presidente da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), Clésio Andrade diz que "concluímos que há forte esperança centrada no discurso do presidente e nas medidas que o governo vem tomando. O discurso do presidente é muito forte, ele cria esperança, divide o ônus, o que é muito importante numa crise econômica", uma estranha sensação de vertigem toma conta dos nossos condestáveis sacerdotes da opinião publicada.

Há algo de errado no cardápio diverso de uma realidade que insiste em negar seus arrazoados medonhos. Melhor tentar nova forma de enquadramento. Desistir, jamais.

PS: Concordo com quem diz que ruim com a grande imprensa, pior sem ela. Mas o quadro é tão calamitoso, a perda de credibilidade e receita tão agudos, que ouso sugerir maior agressividade aos departamentos de marketing. Seria interessante assistir a uma peça publicitária em que a Folha de S.Paulo tentasse atrair novos assinantes dizendo: "Seja nosso leitor. Não pelo que temos. Mas pelo que não temos. Venha para o nosso jornal e não leia Merval Pereira, Ali Kamel e Miriam Leitão". A réplica de O Globo, imagino, seria bastante criativa. E ambos teriam razão.

(*) Artigo publicado originalmente no Observatório da Imprensa.

Por Gilson Caroni Filho, professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Observatório da Imprensa.

10 de fevereiro de 2009

ELEIÇÕES 2010 - AÉCIO NEVES MOSTRA-SE RETO E INFLEXÍVEL

Aécio Neves se diz o preferido e surpreende a pláteia ao revelar seus dotes e sua intenção de que aja uma comparação de seu "potêncial" com o do outro candidato do PSDB, desconfia-se que a intenção é utilizar este dote em todos os brasileiros após 2010.
"Me sinto extremamente confortável de, mesmo sem ter disputado qualquer eleição nacional, sem estar presente inclusive na mídia nacional, ter um resultado tão sólido e expressivo como esse, à frente também dos demais nomes colocados".
Em uma segunda edição do galã Collor de Mello, com a maior preferência entre o público feminino, GLS e simpatizantes, segundo suspeita fita métrica utilizada Aécio lidera com 23,3 cm das intenções de votos e quando outro candidato tucano é o velho e caquético governador de São Paulo aí, sim, sua já avantajada vantagem fica maior ainda.

Com disposição para dar, vender e capaz de causar inveja a um batalhão inteiro - após seis meses na selva, decidiu mostrar toda sua reteza para que as prévias e as preliminares sejam realizadas dentro de quatro paredes do partido.

Seus aliados também admirados consideram que Aécio tem lábia, é rico e um instrumento avantajado e que com o entra e sai da política este aumentará mais ainda suas já grandes possibilidades.

Por soldadonofront

9 de fevereiro de 2009

Reconhecimento - Jornalistas que leio e respeito

Diferentemente do que pense a maioria considero que alguns jornalistas realmente são dignos de serem chamados J-O-R-N-A-L-I-S-T-A-S, infelizmente hoje são poucos os independentes e que não exercitem verdadeira perseguição diária tentando desconstruir e repassar ao leitor desavisado todo o seu ódio ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Dentre estes poucos jornalistas citaria o do Jornal Hoje Em Dia, senhor OTTO SARKIS, sempre leio suas matérias com atenção e espírito desarmado, este Jornalista ao longo do tempo conquistou meu respeito pois vem demostrando estar descolado dos interesses mesquinhos e suspeitos de uma mesma "política" rasteira editorial praticada pela maioria dos jornais brasileiros - agora orfãos dos favores e influência praticada nos governos anteriores.

Recomendo a leitura do texto O Equilibrista, publicado no jornal Hoje Em Dia AQUI.

!!@v@nte Otto!!

Por soldadonofront

6 de fevereiro de 2009

Da Série "Crise Aérea" - MPF recorre de absolvição de pilotos do Legacy

O Ministério Público Federal recorreu da decisão da Justiça Federal de absolver da acusação de negligência os norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, pilotos do jato Legacy que se chocou com o Boeing quando fazia o trágico vôo 1907 da companhia Gol, acidente em que o avião da Gol depois de ter a asa cortada pelo Legacy entrou em parafusos vertical até o solo e assassinou 154 brasileiros inocentes e desesperados que estavam dentro.

Um triste episódio na história aérea recente brasileira também chamado de "Caos Aéreo", que foi aproveitado políticamente pela mídia golpista para tentar envolver e colocar em dúvida o sistema de tráfego aéreo e a competência do Governo Federal - culpa nenhuma na tragédia teve o Cenipa, assim confundiu e despistou as atenções dos principais suspeitos e verdadeiros culpados que eram os pilotos do jato Legacy, inclusive citados em investigações internacionais por conduta de “poor airmanship”, um termo sem tradução para o português, que seria algo como uma boa conduta profissional que se espera de aviadores.

Verdadeira advocacia midiática foi colocada em prática pela mídia venal na pessoa da jornalista Eliane Catanhêde - mesmo em prejuízo do povo brasileiro, e foi decisiva para dar fuga aos displicentes pilotos americanos que desconheciam a máquina e as regras no Brasil quando não trocaram de altitude conforme previsto no plano de vôo e ao entrar numa aerovia de mão dupla após passar por Brasília.

Esta senhora é a mesma "jornalista" que no afã de fazer política partidária, suspeita e desnecessariamente alarmou a sociedade brasileira sobre a Febre Amarela, na época bastaria ter ouvido um único médico para não fazer absurdas recomendações homicidas em que uma mulher sofreu choque anafilático por ter se vacinado duas vezes em tão curto espaço de tempo, muitos pacientes, em estado de pânico provocado pela imprensa foram se vacinar sem precisar, congestionando atendimentos médicos que seriam desnecessários na rede pública, atrapalhando o atendimento a outros enfermos realmente necessitados.

Muitos entendem que no afã de fazer política partidária a favor do partido que seu marido presta serviços, esta senhora incitou de forma cruel, irresponsável e alarmista 180 milhões de cidadãos brasileiros a se vacinar sem motivo. Fora o motivo e interesses partidários e próprios. Felizmente sabemos a maior crise e maior corrupção é a deles, a da imprensa golpista com sua corrupção interpretativa de importantes fatos nacionais.

Por soldadonofront

5 de fevereiro de 2009

O Caso Serrassuga - Ex-deputado de Alagoas é denunciado

O Ministério Público Federal em Alagoas denunciou o ex-deputado federal João Caldas por desvio de recursos no caso da máfia dos sanguessugas, o deputado é suspeito de desviar verbas do Orçamento da União destinados à aquisição de ambulâncias e equipamentos hospitalares por meio de licitações fraudadas.

Responderão à ação também uma assessora parlamentar, os empresários Darci e Luiz Antonio Vedoin donos da Planam, que em época de trevas brasileiras e saídos das profundesas do inferno protagonizaram o escândalo dos vampiros sanguessugas interpretando pelo vampiro-mor José Serra como Ministro da Saúde no desgoverno do Conde FHC.

Notícia da Fonte

4 de fevereiro de 2009

JÁ VOLTO - FUI PEGAR MINHA MT-01

3 de fevereiro de 2009

MAIS CONTENTE QUE PINTO NO LIXO !!!!

Pérola encontrada na edição desta terça-feira(03), no jornal da família Sarney, na coluna do PH, diz o seguinte:
"Ninguém foi mais festejado ontem, no almoço do Cabana do Sol, do que o empresário Fernando Sarney, que estava feliz com a vitória do pai no senado."
É óbvio que ninguém ficou mais feliz que Fernando Sarney com a volta do pai à presidência do senado, afinal, enrolado até o último fio de cabelo com a justiça por conta de suas estripulias descobertas pela polícia federal, que o investiga desde 2006, Fernando sabe que seu velho pai usará todo o prestígio que tem um presidente de poder junto aos órgãos da justiça para livrar seu rebento de acabar atrás das grades.

É capaz até que o Fernando mande o mesmo PH, organizar uma big festa carnavalesca bem ao seu estilo só para comemorar o fato. Um detalhe, não vale a manjada fantasia de presidiário.

Por Ricardo Santos

NOVAMENTE O JUDAS DELCÍDIO AMARAL !?

Não há dúvida de que Tião Viana foi traído por integrantes de seu próprio partido, o PT. Dissem que Delcídio Amaral (PT-MS) votou em Sarney na cédula secreta, em troca do cargo de segundo vice-presidente do Senado. Esta suspeita revela-se quase que uma certeza agora pela insistência do PMDB de que outro nome que não Delcídio será derrotado em plenário pelos que elegeram Sarney. Tudo leva a crer que foi este o combinado. Se é verdade, taí um cara invejoso, traidor, um filho da putrefa política. Imperdoável.

1 de fevereiro de 2009

DEFINITIVAMENTE OS TUCANOS NÃO VOTARAM EM TIÃO VIANA- Tião Viana acaba de perder a Presidência do Senado para Sarney. O PSDB não cumpriu sua palavra. Falou que ia votar em Tião só para embolar o meio de campo.

HORA DA PROVA DE COESÃO - Há pouco, representantes dos sete partidos que apóiam o senador Tião Viana à presidência do Senado reuniram-se e ao final garantiram que o petista vai vencer amanhã com vantagem. Os partidos que declararam seu voto em favor de Tião querem provar sua coesão, e na possibilidade remota de Tião não ganhar existem até promessas de punição, como no caso, dos senadores tucanos que votarem em Sarney Mais do Mesmo. Não bastasse, os tambores confirmam, se não der Tião Viana no Senado não dará Michel Temer na Câmara, e ponto final.

SARNEY MAIS-DO-MESMO NÃO QUER DISCURSAR AMANHÃ - Antes da votação dos parlamentares Sarney dize que não quer discursar amanhã, segundo fontes seus apoiadores estão tentam convencê-lo a mudar de idéia, pois seria uma falta de respeito com tradição democratica e não passaria uma boa impressão ele ficar calado, até porque Tião Viana discursará e pedirá votos a seu favor. Dizem até que o oligarca e político José Sarney já estaria até convicto e conformado que desta vez a casa quer realmente mudanças.

PMDB E PT DIVULGAM NOTA DE APOIO A MICHEL TEMER - O PMDB divulgou há pouco nota oficial em apoio à candidatura do deputado Michel Temer à Presidência da Câmara e ratificando apoio ao bloco que conta com mais 13 partidos. A nota recomenda o voto nos candidatos oficiais escolhidos pelas bancadas. O PT também divulgou nota na qual reafirma seu apoio à candidatura de Temer.

PCdoB QUESTIONARÁ BLOCO GOVERNO E OPOSIÇÃO - O deputado Flávio Dino do PCdoB disse que seu partido apresentará questões de ordem durante a sessão de amanhã sobre a formação do bloco de 14 partidos que apoia a Michel Temer à Presidência da Câmara. Segudo ele esse bloco é uma anomalia constitucional, regimental e política, pelo fato de incluir partidos da oposição e da base do governo.

NADA MAIS ATUAL - MARX, LENIN, GRAMSCI E A IMPRENSA BURGUESA

Diante do poder alcançado pela mídia hegemônica e das ilusões ainda existentes sobre seu papel, revisitar as idéias de intelectuais marxistas sobre o tema é da maior importância e causam surpresa por sua enorme atualidade. Marx, Lênin e Gramsci, entre outros pensadores revolucionários, sempre destacaram o papel dos meios de comunicação. Exatamente por entenderem a importância da luta de idéias, do fator subjetivo na transformação da sociedade, fizeram questão de desmascarar o que chamavam, sem meias palavras, de “imprensa burguesa” e de realçar a necessidade da construção de veículos alternativos dos trabalhadores.

Estes dois elementos, a denúncia do caráter de classe da imprensa capitalista e a defesa dos instrumentos próprios dos explorados, são as marcas principais destes intelectuais marxistas. Marx, Lênin e Gramsci dedicaram enorme energia ao trabalho jornalístico, escrevendo centenas de artigos e ajudando a construir vários jornais democráticos e proletários. Foram jornalistas de mão-cheia, produzindo textos que entraram para a história. Sempre estiveram sintonizados com o seu tempo, pulsando a evolução da luta de classes; nunca se descuidaram da forma, da linguagem, para melhor difundir os seus conteúdos revolucionários.

Defesa da liberdade de expressão

Vítimas da violenta perseguição das classes dominantes, os revolucionários nunca toleraram a censura dos opressores e foram os maiores defensores da verdadeira liberdade de expressão. A própria ampliação da democracia foi decorrência das lutas dos trabalhadores, já que nunca interessou à reacionária burguesia. Mas os revolucionários nunca confundiram esta exigência democrática com a proclamada “liberdade de imprensa”, tão alardeada pela burguesia que controla os meios de produção e usa todos os recursos, legais e ilegais, ardilosos e cruéis, para castrar a própria democracia e o avanço das lutas emancipadoras.

Numa fase ainda embrionária do movimento operário-socialista, Karl Marx logo se envolveu na atividade jornalística. Após concluir seu doutorado em filosofia, em 1841, ele pretendia seguir a carreira acadêmica e ingressar na Universidade de Bonn, mas a brutal repressão do governo prussiano inviabilizou tal projeto e o jovem filósofo alemão manteve seu sustento através do jornalismo. Em 1842, ingressou na equipe do jornal Gazeta Renana e virou o seu redator-chefe. Sob sua direção, este periódico democrático triplicou o número de assinantes e ganhou prestígio, mas durou poucos meses e foi fechado pela ditadura prussiana.

Sem ilusões na imprensa burguesa

Na seqüência, entre 1848/49, passou a escrever no jornal Nova Gazeta Renana, que se transformou numa trincheira de resistência ao regime autoritário. Em menos de dois anos, Marx escreveu mais de 500 textos e tornou-se um articulista de sucesso. O combate ao código de censura do governo prussiano resultou na proibição do jornal. Marx ainda escreveu para o Die Press e o New York Tribune sobre política, economia e história. “Era um jornalismo que revelava a minuciosa leitura de Marx, seu alto grau de informação não apenas sobre os fatos e conflitos, como também sobre os atores individuais e a própria imprensa”, relata José Onofre, na apresentação do livro recém-lançado “Karl Marx e a liberdade de imprensa”.

Em sua defesa da liberdade de expressão, ele nunca vacilou na denúncia da ditadura burguesa. Para ele, o jornal deveria ser uma arma de combate à opressão e à exploração e não um veículo neutro. “A função da imprensa é ser o cão-de-guarda, o denunciador incansável dos opressores, o olho onipresente e a boca onipresente do espírito do povo que guarda com ciúme sua liberdade”. Em outro texto, afirma: “O dever da imprensa é tomar a palavra em favor dos oprimidos a sua volta. O primeiro dever da imprensa é minar todas as bases do sistema político existente”. Por estas idéias libertárias, ele foi processado e perseguido.

Poder do capital sobre a imprensa

Outro que nunca se iludiu foi Vladimir Lênin. Atuando num período da ascensão revolucionária, ele foi ainda mais duro no combate aos jornais burgueses. Num texto intitulado “a liberdade de imprensa do capitalismo”, ele desnuda esta falácia. “A ‘liberdade de imprensa’ é também uma das principais palavras de ordem da ‘democracia pura’. Os operários sabem e os socialistas de todos os países reconheceram-no milhares de vezes que esta liberdade é um engano enquanto as melhores impressoras e os estoques de papel forem açambarcados pelos capitalistas, e enquanto subsistir o poder do capital sobre a imprensa”.

“Com vista a conquistar a igualdade efetiva e a verdadeira democracia para os trabalhadores, é preciso começar por privar o capital da possibilidade de alugar escritores, de comprar editoriais e de subornar jornais, mas para isso é necessário destruir o jugo do capital... Os capitalistas chamam sempre ‘liberdade’ à liberdade para os ricos de manterem seus lucros e liberdade para os operários de morrerem à fome. Os capitalistas denominam de liberdade de imprensa a liberdade de suborno da imprensa pelos ricos, a liberdade de usar a riqueza para forjar e falsear a chamada opinião pública”. Nada mais atual!

Numa outra fase histórica, em que o setor da comunicação ainda não era um poderoso ramo da economia, Lênin chegou a se contrapor à participação dos comunistas na imprensa burguesa. “Poder-se-á admitir que colaborem nos jornais burgueses? Não. A semelhante colaboração se opõe tanto as razões teóricas como a linha política e a prática da social-democracia... Dir-nos-ão que não há regra sem exceção. O que é indiscutível. Não se pode condenar o camarada que, vivendo no exílio, escreve num jornal qualquer. É por vezes difícil criticar um social-democrata que, para ganhar a vida, colabora numa seção secundária de um jornal burguês”. Mas, para ele, tais casos deveriam ser encarados como exceção e com princípios.

“Boicote, boicote, boicote”

Para encerrar este bloco, que evidencia que os marxistas nunca nutriram ilusões sobre o caráter de classe da imprensa burguesa e nem se embasbacaram com o seu poder de sedução, vale reproduzir uma longa citação de Antonio Gramsci, o revolucionário italiano de padeceu onze anos nos cárceres. No texto “Os jornais e os operários”, escrito em 1916, ele faz uma conclamação aos trabalhadores que bem poderia servir para uma campanha contra a revista Veja e outros veículos da mídia brasileira na atualidade:

Para ele, a assinatura de jornal burguês “é uma escolha cheia de insídias e de perigos que deveria ser feita com consciência, com critério e depois de amadurecida reflexão. Antes de mais, o operário deve negar decididamente qualquer solidariedade com o jornal burguês. Deveria recordar-se sempre, sempre, sempre, que o jornal burguês (qualquer que seja sua cor) é um instrumento de luta movido por idéias e interesses que estão em contraste com os seus. Tudo o que se publica é constantemente influenciado por uma idéia: servir à classe dominante, o que se traduz sem dúvida num fato: combater a classe trabalhadora. E, de fato, da primeira à última linha, o jornal burguês sente e revela esta preocupação”.

“Todos os dias, pois, sucede a este mesmo operário a possibilidade de poder constatar pessoalmente que os jornais burgueses apresentam os fatos, mesmo os mais simples, de modo a favorecer a classe burguesa e a política burguesa em prejuízo da política e da classe operária. Rebenta uma greve! Para o jornal burguês os operários nunca têm razão. Há uma manifestação! Os manifestantes, apenas porque são operários, são sempre tumultuosos e malfeitores. E não falemos daqueles casos em que o jornal burguês ou cala, ou deturpa, ou falsifica para enganar, iludir e manter na ignorância o público trabalhador. Apesar disso, a aquiescência culposa do operário em relação ao jornal burguês é sem limites”.

“É preciso reagir contra ela e despertar o operário para a exata avaliação da realidade. É preciso dizer e repetir que a moeda atirada distraidamente é um projétil oferecido ao jornal burguês que o lançará depois, no momento oportuno, contra a massa operária. Se os operários se persuadirem desta elementar verdade, aprenderiam a boicotar a imprensa burguesa, em bloco e com a mesma disciplina com que a burguesia boicota os jornais operários, isto é, a imprensa socialista. Não contribuam com dinheiro para a imprensa burguesa que vos é adversária: eis qual deve ser o nosso grito de guerra neste momento, caracterizado pela campanha de assinatura de todos os jornais burgueses: Boicotem, boicotem, boicotem!”.

Construtores da Imprensa Revolucionária

Exatamente por não nutrirem ilusões na imprensa burguesa, Marx, Lênin e Gramsci sempre investiram na construção de instrumentos próprios das forças contrárias à lógica do capital. Segundo o biógrafo David Riazanov, “a Nova Gazeta Renana tratava de todas as questões importantes, de sorte que o jornal pode ser considerado um modelo de periódico revolucionário. Nenhum outro periódico russo nem europeu chegou à altura da Nova Gazeta... Seus artigos não perderam nada de sua atualidade, de seu ardor revolucionário, de sua agudeza na análise dos acontecimentos. Ao lê-los, sobretudo os de Marx, acreditamos assistir à história da revolução alemã e da revolução francesa, tão vivo é o estilo, como profundo é o sentido”.

Já Lênin, que viveu numa fase de efervescência revolucionária, dedicou boa parte das suas energias para construção de jornais socialistas – dos mais diferentes tipos, sempre sintonizados com a evolução da luta de classes. Iskra, Vperiod, Pravda, Proletari, Rabotchaia Pravda, Nievskaia Svesdá, entre outros jornais organizados e dirigidos por ele, servirão para agregar as forças de esquerda, fazer agitação nas fábricas, aprofundar os debates ideológicos e construir o partido. Na sua mais célebre definição, Lênin sintetizou:

“O jornal não é apenas um propagandista coletivo e um agitador coletivo. Ele é, também, um organizador coletivo. Neste último sentido, ele pode ser comparado com os andaimes que são levantados ao redor de um edifício em construção, que assinala os contornos, facilitam as relações entre os diferentes pedreiros, ajudam-lhes a distribuírem tarefas e a observar os resultados gerais alcançados pelo trabalho organizado”. A reacionária burguesia russa logo entendeu o perigo representado por estes jornais, tanto que os reprimiu ferozmente. No caso do Pravda, de um total de 270 edições, 110 foram objeto de ações judiciais e os seus redatores foram condenados a um total de 472 anos de prisão. Mas isto não abrandou o seu vigor!

Atualidade das noções marxistas

No caso de Gramsci, o longo período de cárcere dificultou a sua atividade jornalística e castrou seu desejo de organizar a imprensa operária. Antes da prisão, ele editou vários jornais de fábrica e empenhou-se na difusão do Ordine Nuovo. Na sua rica elaboração sobre o papel dos intelectuais e a luta pela hegemonia, ele chega a afirmar que, em momentos de crise, o jornal pode funcionar como partido político, ajudando a desnudar a ideologia dominante e a construir a ação contra-hegemônica do proletariado. Para ele, o momento da desconstrução do velho é, ao mesmo tempo, o da construção do novo.

As contribuições de Gramsci servem para desmistificar o papel da mídia hoje, mantendo impressionante atualidade. Para ele, a imprensa burguesa é um “aparelho privado de hegemonia”, capaz de disputar os rumos da sociedade por meio de uma verdadeira guerra de posições em todas as “trincheiras ideológicas”. Através da imprensa privada e mercantil, que objetiva o lucro e que faz da notícia uma mera mercadoria, a burguesia tenta se aparentar como representante da esfera pública. Além disso, em momentos de crise da ideologia dominante e de fratura dos partidos burgueses, a imprensa se apresenta como “o partido do capital”, que organiza e amalgama os interesses das várias frações de classe da burguesia.

Nota:

Exposição apresentada durante o 12º Curso Anual do Núcleo Piratininga de Comunicação (CNC), em 02 de dezembro, no Rio de Janeiro.

Por Altamiro Borges, jornalista, Secretário de Comunicação do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro "As encruzilhadas do sindicalismo" (Editora Anita Garibaldi, 2ª edição)
A Notícia Como Verdade - Os jornalistas estão enterrando o jornalismo

Começa a chover. Não me ocorre outra idéia para me proteger do aguaceiro: paro na banca para comprar um jornal. Em época de "crise econômica", eis um belo investimento, com retorno imediato: além de me brindar com notícias interessantes, o jornal, quando dobrado e erguido sobre a cabeça, cumpre garbosamente a função de guarda-chuva.

O jornal é de São Paulo.Poderia - perfeitamente - ser do Rio de Janeiro ou de qualquer outro estado brasileiro.Eu disse "notícias interessantes" ? Em nome da verdade,retiro o que disse.

Pelo seguinte: não sou nenhum fanático por informação, não passo quatorze horas por dia conectado, não sou desses jornalistas que, à falta do que fazer na vida, acham que não existe nada sob o sol além do jornalismo. Em suma: considero-me apenas um consumidor mediano de notícias. Ainda assim, eu já sabia de noventa e cinco por cento do que aquele jornal tentava me dizer na primeira página.

O que o jornal me dizia, nos títulos ? Que o São Paulo "abre cinco pontos sobre o Grêmio". Que novidade! Qualquer criança de dois anos que tivesse passado diante de um aparelho de TV na véspera já sabia. Nem preciso falar da Internet. "Chuvas em Santa Catarina matam 20". Que novidade! "Obama divulga nomes de cargos-chave". Que novidade! "EUA podem injetar até US$ 100 bi no Citigroup". Que novidade!

Não é exagero: eu já tinha recebido todas essas informações na véspera.

Tive a tentação de voltar à banca, para pedir meus dois reais e cinquenta de volta. Mas, não: resolvi dar um crédito de confiança ao jornal. Quem sabe, como guarda-chuva ele teria uma atuação melhor. Teve.

De tudo o que estava nos títulos da primeira página do jornal, só uma informação era "novidade" para mim: "Brasil será o único país do mundo que não eliminou hanseníase". Conclusão: o jornal estava me oferecendo pouco, muito pouco, pouquíssimo.

Tenho certeza absoluta de que milhares de leitores, quando abrem os jornais de manhã, são invadidos pela mesmíssimo sentimento: em nome de São Gutemberg, para quem estes jornalistas acham que estão escrevendo ? Em que planeta os editores de primeira página vivem ? Por acaso eles pensam que os leitores são marcianos recém-desembarcados no planeta ? Ninguém avisou a esses jornalistas que a TV e os milhões de sites de notícias já divulgaram, desde a véspera, as mesmíssimas informações que eles agora repetem feito papagaios no nobilíssimo espaço da primeira página ?

Os autores dessas obras-primas ( primeiras páginas que não trazem uma única novidade para o leitor médio!) são, com certeza, jornalistas que temem pelo futuro do jornal impresso.
É triste dizer, mas eles estão cobertos de razão: feitos desse jeito, os jornais impressos estão, sim, caminhando celeremente para o mausoléu. Não resistirão.

Os coveiros da imprensa estão trabalhando freneticamente: são aqueles profissionais que aplicam cem por cento de suas energias para conceber produtos burocráticos, óbvios, chatos, soporíferos e repetitivos.

Em suma: os jornalistas estão matando o jornalismo.

Quem já passou quinze segundos numa redação é perfeitamente capaz de identificar os coveiros do jornalismo: são burocratas entediados e pretensiosos que vivem erguendo barreiras para impedir que histórias interessantes cheguem ao conhecimento do público. Ou então queimam neurônios tentando descobrir qual é a maneira menos atraente, mais fria e mais burocrática de transmitir ao público algo que, na essência, pode ser espetacular e surpreendente: a Grande Marcha dos Fatos.

Qualquer criança desdentada sabe que não existe nada tão fácil na profissão quanto "derrubar" uma matéria. Há sempre um idiota de plantão para dizer : "ah, não, o jornal X já deu uma nota sobre esse assunto"; "ah, não, o jornal Y publicou há trinta anos algo parecido" e assim por diante. O resultado desse exercício de trucidamento jornalístico é o que se vê: uma imprensa chata, chata, chata, chata. É raríssimo aparecer um salvador de pátria que pergunte: por que jogar notícias no lixo, oh paspalhos ? Por que é que vocês não procuram uma maneira interessante e original de contar - e oferecer ao publico - uma história ? Haverá sempre uma saída!

A regra vale para jornal impresso, revista, rádio, TV, internet, o escambau.

Mas, não. Contam-se nos dedos da mão de um mutilado de guerra os jornalistas que devotam o melhor de suas energias para fazer um jornalismo vívido e interessante. Já os burocratas e assassinos, numerosíssimos, continuam golpeando o Jornalismo aos poucos. Vão matá-lo, cedo ou tarde, é claro.

Não há organismo que resista à repetição dos botes dos abutres ( um dia, quando estiver prostrado à beira de um pedaço de mar verde da porção nordeste do Brasil, farei - de memória - uma lista dos crimes que já vi serem cometidos, impunemente, nas redações. Se tiver paciência para juntar sujeito e predicado, prometo que farei um post. Almas ingênuas podem acreditar que absurdos não acontecem com frequência nos zoológicos jornalísticos. Mas, em verdade, vos digo: acontecem, diariamente. O pior, o trágico, o cômico, o indefensável é que os assassinos do Jornalismo são gratificados com férias, décimo-terceiro, plano de saúde, aposentadoria, seguro de vida e vale-alimentação. Detalhe: lá no fundo, devem achar que ganham pouco....Quá-quá-quá).

Um detalhe inacreditável: em qualquer roda de conversa numa redação, em qualquer congresso ( zzzzzzzzzzz) de Jornalismo, é possível ouvir que há saídas simplíssimas. Bastaria tomar - por exemplo - providências estritamente "técnicas": em vez de repetir papagaiamente(*) nos títulos aquilo que a TV e a internet já cansaram de divulgar, por que é que os jornais não destacam na primeira página a informação inédita, o ângulo pouco explorado, o detalhe capaz de prender a atenção do coitado do leitor na banca ? Pode parecer o óbvio dos óbvios, mas nenhum jornal faz. Qualquer lesma semi-alfabetizada sabe, mas nenhum jornal faz. Se fizessem este esforço, os jornais poderiam, quem sabe, atiçar a curiosidade do leitor indefeso que entra numa banca em busca de uma leitura atraente. Coitado. Não encontrará. É mais fácil encontrar um neurônio em atividade no cérebro de Gretchen.

Fiz um teste que poderia ser aplicado a qualquer estagiário de jornalismo: tentar achar, no exemplar que tenho em mãos, informações que rendam títulos menos burocráticos e mais atraentes do que os que o jornal trouxe na primeira página. Em quinze segundos, pude constatar que havia,sim, no texto das matérias, informações mais interessantes do que as que foram destacadas nos títulos óbvios. Um exemplo, entre tantos: a chamada do futebol na primeira página dizia "São Paulo abre 5 pontos sobre o Grêmio". Por que não algo como "TREINADOR PROÍBE COMEMORAÇÃO ANTECIPADA NO SÃO PAULO" ou "JOGADORES DO SÃO PAULO PROBIDOS DE IR A PROGRAMAS DE TV" ? A matéria sobre as enchentes dizia que, depois do maior temporal dos últimos dez anos, Santa Catarina enfrentava racionamento de água potável - um duplo castigo. E assim por diante. Daria para fazer dez chamadas diferentes. Mas.....o jornal repete na manchete o que a TV já tinha dito.

Quanto ao futebol: com toda certeza, as informações que ficaram escondidas no texto eram mais atraentes do que a mera contagem de pontos que o jornal estampou no título da primeira página! Afinal, cem por cento dos torcedores do São Paulo já sabiam, desde a véspera, que o time disparara na liderança. Não é exagero dizer: cem por cento sabiam. Mas, a não ser os fanáticos por resenhas esportivas, poucos sabiam que o treinador tinha proibido os jogadores de participarem de programas de TV, para evitar comemorações antecipadas. Por que, então, esconder o detalhe mais interessante ? É o que os editores fazem: tratam de sepultar a informação mais atraente em algum parágrafo remoto, lá dentro do jornal. Depois, querem que o leitor saia da banca satisfeito por ter pago para ler o que já sabia....

Estão loucos.

Resumo da ópera: os assassinos do Jornalismo, comprovadamente, são os jornalistas. É uma gentalha pretensiosa porque acha que pode decidir, impunemente, o que é que o leitor deve saber. Coitados. O que os abutres fazem, na maior parte do tempo, em todas as redações, sem exceção, é simplesmente tornar chata e burocrática uma profissão que, em tese, tinha tudo para ser vibrante e atraente.

Mas nem tudo há de se perder. Os jornais podem, perfeitamente, ser usados como guarda-chuva. Fiz o teste. O resultado foi bom: cheguei tecnicamente enxuto ao destino.

(*)Papagaiamente: neologismo que acabo de criar, iluminado por uma inspiração animalesca.

Por Geneton Moraes Neto

A ditadura ainda sobrevive

A ditadura ainda sobrevive
Há 44 anos atrás, os mesmos jornais do PIG (Partido da Imprensa Golpista) que hoje querem derrubar Lula e seus ministros, publicavam manchetes mentirosas para apoiar a derrubada do presidente João Goulart: Estadão, Folha de São Paulo, O Globo, a Editora Abril...

O Brasil foi redemocratizado com a constituinte de 1988, mas da ditadura de 1964 sobrou o entulho do PIG.

As notícias obedecem à ditadura das mesmas famílias donas dos mesmos jornais e TVs golpistas de 1964: Marinhos, Civitas, Mesquitas e Frias.

Os ditadores da mídia, censuram o que sai em seu jornais, rádios e TVs. Publicam notícias favoráveis para os "amigos" e para os "inimigos" fabricam crises e dossiês, por mais falsos e absurdos que sejam.

O mais recente é o "dossiê" FHC, para derrubar Dilma.

O instinto golpista continua o mesmo de 1964. Querem retomar de assalto o Estado brasileiro em 2010 a qualquer preço.

Para relembrar a falta de pudor em publicar mentiras, vejam a manchete recheada de escárnio e cinismo do jornal O Globo em 01/04/1964: "Fugiu Goulart e a Democracia está sendo restabelecida".

Goulart estava em Porto Alegre, em território nacional - portanto em pleno exercício da presidência - na casa do General Ladário, acompanhando o desdobrar dos acontecimentos.

Tancredo Neves, aliado de Jango na época, leu mensagem oficial do presidente no Congresso Nacional indicando o paradeiro em Porto Alegre, diante da UDN golpista.

O Globo publicou a manchete mentirosa para desestimular qualquer resistência popular e militar, dando respaldo aos golpistas.

João Goulart, vendo-se isolado, com apoio apenas do III Exército do Rio Grande do Sul, em minoria no apoio militar, só no dia seguinte à manchete mentirosa, exilou-se.

Folha, Estadão e O Globo tem vergonha enrustida de suas páginas mentirosas em 1o. de Abril de 1964. Foi dificíl encontrar a capa de "O Globo" na internet. A capa da Folha e do Estadão não se encontra. Querem apagar o passado de mentiras e saudações à ditadura.

As mentiras que lhes interessam hoje, são outras.

O PIG junto com os legítimos herdeiros da ditadura, os Demos (ex-PFL, ex-ARENA, ex-UDN) e os tucanos, que aderiram mais tarde ao golpismo midiático para retomarem o poder, são a atual ditadura a ser combatida.

Com a Internet, a TV digital que abrirá mais canais, a TV pública e rádios comunitárias, haveremos de democratizar a informação no Brasil, e libertarmo-nos desta ditadura disfarçada de informação.

By Zé August

Marx e Engels


Para um marxista, um partido revolucionário é, em primeiro lugar, programa, métodos, idéias e tradições e, só depois, uma organização e um aparelho (que sem dúvida têm importância) para levar estas idéias a amplas camadas de trabalhadores. O partido marxista, desde o seu início, deve basear-se na teoria e no programa, que é o resumo da experiência histórica geral do proletariado.

Esta é a primeira parte do problema. Mas só a primeira parte. A segunda é mais complicada: Como chegar às massas de trabalhadores com o nosso programa e as nossas idéias? Não é uma questão simples. Para os sectários, isso não é nenhum problema. Basta citar Lenine sobre a necessidade de "um partido revolucionário independente". Simplesmente nos proclamamos como tal e chamamos os trabalhadores a unirem-se a nós! A necessidade de construir um partido revolucionário independente é o “ABC” para os marxistas. Mas para além do “ABC” existem outras letras no alfabeto e uma criança que só repetisse as primeiras letras depois de alguns anos de escola não seria considerada muito esperta.No seu artigo Sectarismo, Centrismo e a Quarta Internacional (1935), Trotsky caracteriza os sectários da seguinte maneira:"O sectário vê a vida da sociedade como uma grande escola na qual ele é o professor. Em sua opinião, a classe trabalhadora deveria deixar de lado outras coisas menos importantes e sentar-se ordenadamente ao redor da sua tarimba. Então a tarefa estaria resolvida.

Apesar de jurar pelo marxismo em cada frase, o sectário é a negação direta do materialismo dialético, que toma a experiência como ponto de partida e sempre regressa a ela. Um sectário não entende a ação e reação dialética entre um programa acabado e a luta de massas viva, ou seja, imperfeita, inacabada. O sectarismo é hostil à dialética (não em palavras, mas em atos) no sentido em que volta as costas ao desenvolvimento real da classe trabalhadora". (Trotsky, Escritos, 1935-36.)No documento fundador do movimento marxista, O Manifesto Comunista, Marx e Engels explicam que:"Em que relação se encontram os comunistas com os proletários em geral?

Os comunistas não são um partido particular face aos outros partidos operários. Não têm interesses separados dos interesses de todo o proletariado. Não estabelecem princípios segundo os quais pretendam moldar o movimento proletário.

Os comunistas distinguem-se dos demais partidos proletários apenas porque, por um lado, nas diferentes lutas nacionais dos proletários acentuam e fazem valer os interesses comuns, independentes da nacionalidade, do proletariado na sua totalidade, e porque, por outro lado, nas várias etapas de desenvolvimento por que passa a luta entre o proletariado e a burguesia representam sempre o interesse do movimento na sua totalidade.

Os comunistas são, pois, praticamente, o setor mais decidido, sempre impulsionador, dos partidos operários de todos os países; teoricamente, têm, em avanço sobre a restante massa do proletariado, a compreensão das condições, do curso e dos resultados gerais do movimento proletário."Os fundadores do socialismo científico sempre partiram do movimento tal como era, e aplicaram as táticas mais hábeis para contatar com o autêntico movimento das massas e fertilizá-lo com o programa do marxismo revolucionário. Isto significava, inicialmente, aparecer como a extrema esquerda do movimento democrático.

O trabalho de Marx em redor da Nova Gazeta Renana foi um modelo de agitação revolucionária que combinava a luta por reivindicações democráticas mais avançadas com uma defesa implacável do ponto de vista independente de classe do proletariado.A Liga dos comunistas foi, desde o princípio, uma organização internacional. Não obstante, a formação da Associação Internacional dos Trabalhadores (a Primeira Internacional), em 1864, constituiu um passo qualitativo à frente. A tarefa histórica da Primeira internacional foi a de estabelecer os princípios fundamentais, o programa, a estratégia e a táctica do marxismo revolucionário à escala internacional. De todas as formas, na sua concepção, a AIT não era uma Internacional Marxista, mas uma organização extremamente heterogênea, composta por sindicalistas reformistas britânicos, proudhonistas franceses, italianos seguidores de Mazzini, anarquistas e outros do estilo. Combinando a firmeza nos princípios com uma grande flexibilidade tática, Marx e Engels, gradualmente, ganharam a maioria. Numa carta a Engels, Marx explicava que tinham de usar de extremo tato, especialmente na hora de combater os preconceitos dos "trade-unistas" britânicos. Numa frase muito apropriada, Marx disse que sempre era "flexível na forma, mas audaz no conteúdo". Esta frase resume a atitude dos marxistas no seu trabalho nas organizações operárias reformistas.

A AIT conseguiu assentar as bases teóricas para uma genuína Internacional revolucionária. Mas nunca foi uma autêntica Internacional de massas. Foi realmente uma antecipação do futuro. A derrota da Comuna de Paris teve um efeito desorientador sobre as débeis forças da Primeira Internacional que entrou em crise, agravada pelas intrigas dos bakuninistas (anarquistas). Para evitar que a Internacional caísse nas mãos dos bakuninistas, Marx e Engels primeiro transferiram a sede para os Estados Unidos e, depois, decidiram dissolvê-la em 1872.

Apesar de continuarem a defender os princípios do internacionalismo, durante um período Marx e Engels estiveram sem uma organização internacional.

Do Universidade Vermelha
Este diário eletrônico focaliza as manifestações e as notícias chegadas e pouco ou nada vistas em alguns ditadores veículos de opinião publicada - movidos pelos mesmos interesses inconfessáveis de quem no passado julgou, condenou e crucificou Jesus Cristo, primeiro o perseguido político conhecido.


NESTA ENCRUZILHADA DA HUMANIDADE A HISTÓRIA ACONSELHA A PEGAR A VIA DA ESQUERDA

O homem é mortal por seus temores e imortal por seus desejos. Pitágoras

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- NA REALIDADE -

As grandes corporações midiáticas não são independentes: operam politicamente a serviço dos interesses dos grandes grupos econômicos que os controlam. Não há liberdade de expressão da sociedade, mas liberdade de manipulação para os proprietários dos meios, que atuam em razão dos interesses das corporações que os dirigem.

A possibilidade de nos podermos expressar publicamente, é apenas de alguns, quase sempre profissionais da política e do jornalismo. A maioria dos cidadãos vêem-se reduzidos ao papel de leitores, radiouvintes e telespectadores. Apenas alguns têm a oportunidade de expor as suas opiniões por escrito. Ainda que os jornais reservem um espaço próprio para os leitores, na secção Cartas do Diretor, por exemplo. Mas até mesmo esta ínfima possibilidade de nos fazermos ouvir, depende da decisão do jornal e não do autor da carta. Por Magnólia, lobotomia midiatica blogspot.

ERROS DA HISTÓRIA

Traição ao Socialismo foi causa de extinção da URSS

A afirmação foi feita por dois militantes comunistas norte-americanos ao jornal Avante!, do Partido Comunista Português, em entrevista publicada sobre o exaustivo estudo que os dois fizeram em um livro dedicado às causas da derrota do socialismo e à desagregação da URSS, malogro que significou uma perda incalculável para os trabalhadores e povos oprimidos de todo o mundo.

Leia a íntegra da entrevista.

Roger Keeran e Thomas Kenny são militantes comunistas norte-americanos. Roger é historiador com obra publicada e professor universitário. Thomas é economista. Amigos de longa data, lançaram-se juntos no estudo e aprofundamento das causas que levaram à derrota do socialismo e à desagregação da URSS, malogro que significou uma perda incalculável para os trabalhadores e povos oprimidos de todo o mundo. As reveladoras conclusões a que chegaram estão expostas no seu livro Socialismo Traído, recentemente publicado pelas Edições Avante!

Desde quando e porquê se interessaram pela investigação das causas da derrota do socialismo e do colapso da União Soviética?

Thomas Kenny – Tanto eu como o Roger considerámos os acontecimentos entre 1989 e 1991, o colapso do socialismo europeu, como um desastre titânico. Após 1991 pensámos que a história do socialismo suscitaria o interesse de muitos investigadores e que haveria uma avalanche de publicações sobre o assunto. Mas enganámo-nos, não houve nada, apenas silêncio. Apesar de este não ser o campo de trabalho de nenhum de nós, decidimos especializar-nos nesta área para fazer a investigação, lendo toda a literatura que encontrámos disponível. Trabalhámos durante quatro anos, entre 1991 e 2004, ano em que publicámos o livro nos Estados Unidos com as conclusões do estudo.

Mas o que nos levou realmente a tentar determinar as causas do colapso foi o fato de a teoria em que acreditamos não "autorizar" tal situação. O colapso do socialismo estava em contradição com tudo aquilo em que acreditávamos. Nunca pensámos que fosse possível destruir o socialismo, antes pelo contrário acreditávamos firmemente que o socialismo iria desenvolver-se e crescer continuamente.

O materialismo histórico estaria afinal errado?…

TK – Não. Estávamos certos de que, enquanto método, o materialismo histórico permanecia válido, mas interrogámo-nos por que é que nada se disse sobre isto? Precisámos de muitas leituras e mais de um ano e meio até começarmos a identificar algumas peças deste quebra-cabeças e nos darmos conta do peso da chamada "segunda economia" na União Soviética, fator que se revelou decisivo nas nossas conclusões.

Roger Keeran – Nós acreditávamos que o socialismo do século 21 precisava saber o que é que tinha acontecido ao socialismo do século 20. Depois da Revolução de Outubro, o acontecimento mais importante do século 20 foi, talvez, a destruição da União Soviética e do socialismo na Europa.

Existe a idéia de que a perestróika constituiu uma resposta a uma crise econômica, social, política, cultural, ideológica, moral e partidária, consequência de graves deformações ao ideal socialista, de distorções, erros e atrasos acumulados ao longo de muitos anos. Afirma-se que o "modelo" soviético de socialismo havia esgotado as suas potencialidades de desenvolvimento, tornando-se necessário proceder a reformas radicais. Querem comentar?

RK – É natural que perante um passo atrás tão tremendo as pessoas tendam a reagir com exagero na avaliação das suas causas. Não havia crise nenhuma na União Soviética, havia problemas, mas não uma crise…

Mas para a maioria das pessoas é uma evidência de que só uma profunda crise poderia provocar tal catástrofe...

RK – Acho que podemos sintetizar o nosso ponto de vista do seguinte modo: não foi a doença que matou o socialismo mas sim a cura. Ao contrário do que muitos pensam, não havia sinais de uma crise: não havia desemprego, inflação, manifestações, etc.

Mas isto não significa que não houvesse problemas. É claro que os havia, principalmente no plano econômico, muito deles agravados no período de Bréjnev, cuja liderança se caracterizou por uma passividade e falta de vontade para enfrentar os problemas. Neste sentido podemos dizer que houve uma espécie de "estagnação", apesar de não gostarmos desta palavra, já que significa ausência de crescimento, o que não corresponde à verdade.

Os problemas econômicos agravaram-se a partir de que altura?

TK – A taxa de crescimento da economia começou a abrandar a partir da época de Khruchov, passando de 10 a 15 por cento ao ano para cinco, quatro e três por cento. Houve uma clara desaceleração, mas continuou a observar-se um crescimento respeitável segundo os padrões capitalistas, o que permitiu elevar continuamente o nível de vida na União Soviética. Em 1985 o nível de vida tinha atingido o seu ponto máximo.

No plano das nacionalidades, não se observavam conflitos ou contradições nacionais relevantes entre os povos da União Soviética. Havia problemas, dificuldades, mas não uma crise.

No plano internacional, a URSS estava sob pressão do imperialismo norte-americano. A administração Reagan aumentou a pressão militar, econômica e diplomática. Também identificámos problemas no interior do partido que exigiam reformas. Mas a questão principal era outra.

"Só com Gorbatchov a direita triunfou"

Se, como afirmam, o socialismo não estava em crise, qual a origem das reformas destruidoras realizadas no final dos anos 80 na URSS?

TK - Ao longo da história da União Soviética digladiaram-se sempre duas tendências na política soviética: uma ala de direita, que defendia a incorporação de formas e idéias capitalistas, e uma ala de esquerda que apostava na luta de classes, num partido comunista forte e na defesa intransigente das posições da classe operária.

De resto, encontramos estas duas correntes mesmo antes da revolução de Outubro. Os mencheviques, por um lado, e os bolcheviques por outro. Mais tarde esta luta é polarizada por Bukhárin e Stálin, Khruchov e Mólotov, Bréjnev e Andrópov, Gorbatchov e Ligatchov. Toda a história da URSS pode ser vista à luz da luta entre estas duas correntes. No entanto, só com Gorbatchov a ala direita obteve um triunfo completo.

RK – Bréjnev, com a sua política de estabilidade de quadros e o seu receio de fazer ondas, deixou uma direção extremamente envelhecida e permitiu que se agravassem vários problemas na economia e na sociedade.

A carência de alguns produtos, sobretudo os de alta qualidade, o desenvolvimento da "segunda economia", a corrupção de dirigentes do partido, tudo isto desagradava às pessoas. Quando Gorbatchov prometeu resolver estes problemas, quase toda a gente concordou. Parecia que finalmente tinha aparecido alguém com vontade de mudar as coisas para melhor.

Todavia, alguns apontam como causas do colapso a degeneração do partido comunista, o fato de o trabalho coletivo ter sido substituído a dada altura por um pequeno círculo de dirigentes e mesmo por um só dirigente individualmente; a democracia partidária ter sido estrangulada por um sistema burocrático centralizado; a indesejável fusão e confusão entre as estruturas do partido e do Estado; o afastamento do partido das massas; o fracasso da democracia socialista que era apresentada como um tipo superior de democracia. De acordo com esta tese, o povo soviético foi despojado do poder político e isso foi fatal para o socialismo. Concordam?

TK - A visão de que a União Soviética sofria de um déficit democrático e de um excesso de centralização está muito espalhada entre socialistas reformistas, sociais-democratas, historiadores burgueses e mesmo entre alguns comunistas, mas, na nossa opinião, é uma visão errada e exagerada dos problemas da democracia soviética.

Apesar de alguns problemas, a democracia soviética tinha uma grande vitalidade. Cerca de 35 milhões de trabalhadores participavam diretamente no trabalho dos sovietes, que eram instituições de poder que tomavam decisões efectivas, 163 milhões de trabalhadores estavam sindicalizados, o partido tinha 18 milhões de militantes, a democracia tinha outras instituições como as seções de cartas do leitor em todos os jornais, as organizações de mulheres e de jovens.

É verdade que todas estas instituições tinham insuficiências, poderiam funcionar melhor e de forma mais efetiva, mas não é verdade que fossem instituições de fachada.

As pessoas que atacaram o nosso livro acreditam, na sua maioria, que a falta de democracia e o excesso de centralização foram as causas do colapso soviético. Curiosamente, este sempre foi o principal argumento da burguesia para difamar o regime soviético muito antes da chegada de Gorbatchov. Na nossa opinião é incorreto acusar a democracia soviética de ter levado ao colapso.

RK – Muitas dessas críticas radicam na concepção burguesa de democracia. Na verdade a União Soviética sempre foi acusada de não ter uma democracia burguesa, de não ter partidos concorrentes. Todavia, as formas de democracia socialista, sem serem perfeitas, eram sob muitos aspectos muito mais ricas do que a democracia burguesa.

Penso que o recente conflito na Geórgia nos fornece um exemplo a este respeito. Na antiga União Soviética, a Ossétia do Sul era um território autónomo onde as minorias étnicas tinham as suas escolas, língua, cultura.

Após a desagregação da URSS, a "democracia" georgiana aboliu o estatuto de autonomia dos ossetas, o que agravou as tensões e desembocou numa guerra na região.

TK – Houve razões históricas que determinaram que na URSS apenas houvesse um partido. Logo a seguir à revolução os restantes partidos combateram o poder soviético, os socialistas revolucionários abandonaram o governo e tudo isso levou a que apenas ficassem os bolcheviques.

A maioria dos países socialistas europeus tinha vários partidos, embora o papel dirigente do partido da classe operária fosse salvaguardado. A existência de um só partido acentuou a idéia de fusão entre o partido e o Estado, mas não vemos que isso possa ter constituído uma causa do colapso.

Mas as insuficiências da democracia soviética não terão impedido o povo de defender as conquistas revolucionárias, a URSS e o socialismo?

TK – Esse é o principal argumento dos que afirmam que havia um déficit democrático. Porque é que o povo não defendeu o socialismo? Perguntam dando como resposta a falta de democracia e o excesso de centralização.

Em primeiro lugar, não é verdade que não tenha havido resistência. Houve, basta lembrar que, no referendo de 1991, a maioria esmagadora dos soviéticos (75 por cento) votou a favor da manutenção da URSS.

Por outro lado, para percebermos porque é que essa resistência não foi suficientemente forte para derrotar a contra-revolução, temos de ter em conta o seguinte: Gorbatchov e Iákovlev, ao mesmo tempo que prometiam o aperfeiçoamento do socialismo, com mais liberdade e democracia, destruíram num curto espaço de tempo as instituições por meio das quais a base do partido e o povo podiam expressar a sua vontade.

A organização do partido foi desmantelada, os jornais e todos os meios de informação foram entregues a anticomunistas. De repente desapareceram os mecanismos e formas habituais de expressão democrática popular.

Regressando à economia, ficou-nos da perestróika a idéia de que o excesso de centralização, de planificação e de burocracia foram os causadores dos atrasos no desenvolvimento econômico. Alguns acrescentam que houve uma estatização exagerada da economia, que as diferentes formas de propriedade deveriam ter sido mantidas e que o papel do mercado foi claramente subestimado durante o processo de construção do socialismo. Qual é o vosso ponto de vista?

RK – Penso que temos de começar por fazer a seguinte observação que ninguém contesta: a propriedade social dos meios de produção na União Soviética permitiu os mais rápidos ritmos de crescimento industrial jamais registrados em qualquer época da história. Isso ocorreu nos anos 30, mas também a seguir à guerra até meados dos anos 50. Em quatro ou cinco anos, a União Soviética conseguiu recuperar da devastação provocada pela Segunda Guerra Mundial, que deixou em ruínas um terço das cidades e um terço das indústrias.

Por tudo isto, nunca pensámos que a propriedade estatal, a centralização e a planificação pudessem ter causado o colapso. Mas havia algumas questões que precisavam de ser explicadas.

Porque é que o crescimento começou a declinar nos anos 60 e 70. A economia continuava a crescer, mas qual era a razão da desaceleração? Os críticos da planificação centralizada viram aqui a demonstração das suas teses…

Talvez as enormes proporções atingidas pela economia colocassem verdadeiros problemas e dificultassem essa planificação?

RK – Sim, é certo que a expansão da economia tornou a planificação numa tarefa mais complexa. Todavia, a conclusão a que chegámos aponta em sentido contrário, ou seja, foi a erosão da planificação e o florescimento da "segunda economia" que colocaram entraves ao crescimento econômico na URSS.

Não foi portanto a subestimação do papel do mercado, mas antes as medidas tomadas para o seu alargamento que desviaram recursos da economia socialista?

TK - Todas as sociedades socialistas têm mercados. A própria União Soviética sempre teve um mercado para o consumo privado. No entanto, as reformas econômicas de Khruchov não só descentralizaram a planificação como introduziram alguns mecanismos de mercado na economia e formas de concorrência entre as empresas.

As reformas de Kossiguin [primeiro-ministro da URSS entre 1964 e 1980] traduziram-se em cada vez maiores concessões ao modo de pensar capitalista.

Dos cinco institutos mais importantes e influentes de economia política soviéticos, três estavam nas mãos de economistas pró-capitalistas do tipo de Aganbeguian, por exemplo.

Os principais setores da inteliguentsia, incluindo os economistas, exerciam importantes pressões sobre o governo. Este foi um processo que se desenvolveu ao longo de 20 anos, não aconteceu tudo de uma vez.

Para alguns a perestróika tinha boas intenções mas falhou. No vosso livro, afirmam que esta foi a grande oportunidade para as forças anti-socialistas avançarem. Qual foi a responsabilidade e que intenções reais teve Gorbatchov em todo este processo?

TK – Apesar das suas posições oportunistas, não pensamos que Gorbatchov tenha agido conscientemente logo de início para trair o socialismo e restaurar o capitalismo.

Ao contrário de Andrópov, que era profundo e um marxista-leninista genuíno, Gorbatchov era um brilhante ator, mas uma pessoa superficial, sem grande preparação teórica.

Quando se deslocou politicamente para a direita sob a influência de Iákovlev*, descobriu que o imperialismo o aprovava, que os elementos corrompidos do partido concordavam com ele, especialmente aqueles ligados à segunda economia que defendiam o setor privado, e aos poucos foi acelerando as reformas neste sentido.

A dado momento Gorbatchov tomou a decisão consciente de que não era mais um comunista, mas um social-democrata, não acreditava mais na planificação, na propriedade social dos meios de produção, no papel da classe operária, na democracia socialista, queria que a União Soviética se transformasse numa Suécia ou algo parecido.

O oportunismo, o abandono da luta foi um processo gradual que se tornou evidente em 1986. Alguns dirigentes do partido ofereceram determinada resistência, como foi o caso de Ligatchov*, mas mesmo este tinha fraquezas, embora fosse de longe melhor homem do que Gorbatchov. Ligachov foi apanhado de surpresa.

Ele próprio afirmou que havia duas formas de corrupção, uma que há muito todos sabiam que existia, e à qual queriam pôr fim quando assumiram o poder em 1985; e uma outra que surgiu no espaço de um ano e meio como uma forte vaga de pressão, vinda da "segunda economia" e das organizações mafiosas florescentes.

Como puderam esses setores emergir com tal força na sociedade socialista?

TK – A "segunda economia" alcançou uma expressão importante em dois períodos da história da URSS: o primeiro foi durante a Nova Política Econômica (NEP) dos anos 20 que permitiu o desenvolvimento do capitalismo, sob controlo estatal dentro de determinados limites.

Esta foi uma opção consciente do Estado socialista tomada provisoriamente para fazer face à situação de emergência causada pela guerra civil. Em 1928-29 a NEP foi superada de forma decidida.

No entanto, dirigentes do partido como Bukhárin defenderam a manutenção da NEP apresentando-a como a via mais adequada para alcançar o socialismo. Esta corrente foi derrotada pela maioria do partido liderada por Stálin, que justamente lembrou que a NEP fora definida por Lênin como um recuo necessário, porém temporário. E apostaram na planificação centralizada e na propriedade social dos meios de produção.

Mas este período dos anos 20 ficou marcado não só pelo florescimento do capitalismo e dos setores marginais e criminosos, mas também pelo alastramento de uma ideologia de direita, anti-socialista. Ou seja, podemos ver claramente uma correspondência entre a base material e a ideologia.

O segundo período foi mais prolongado e gradual. Teve início em meados dos anos 50, após a morte de Stálin. Khruchov foi a primeira peça deste quebra-cabeças. Em muitos aspectos, não todos, teve desvios de direita e quando estes foram demasiados houve uma correção. Veio Bréjnev, mas este detestava mudanças, queria estabilidade, e apesar das disputas entre as alas esquerda e direita os problemas continuaram a acumular-se.

"O socialismo é uma construção consciente"


Foi então o acumular de problemas na época de Bréjnev que condicionou as reformas dos anos 80?

TK – Nos anos 80, os problemas eram evidentes para todos, mas a questão-chave que se colocava era qual das duas tendências tradicionais no partido os iria resolver: a tendência de direita ou a tendência de esquerda?…

Infelizmente já conhecemos a resposta…

RK – Mas Bréjnev não teve apenas aspectos negativos. No plano internacional obteve a paridade militar com os Estados Unidos e ajudou os movimentos revolucionários em várias regiões do mundo.

Este esforço no plano militar e no plano da solidariedade internacionalista exigiu importantes recursos que não puderam ser utilizados para suprir necessidades domésticas.

Talvez também por esta razão que, durante este período, se tenha fechado os olhos ao setor privado ilegal que se desenvolvia nas bordas da economia socialista. Esta espécie de "pacto" com a "segunda economia" permitiu o surgimento de uma camada que ficou conhecida como "os milionários de Bréjnev", que eram pessoas que fizeram fortunas através de redes de corrupção toleradas pelo poder.

TK – Bem, trata-se de um setor ilegal, por isso não há números oficiais, o que torna o seu estudo difícil…

RK – Mas é verdade que se trata de um fenômeno ignorado e não reconhecido pela literatura marxista. A "segunda economia" foi sempre vista como um resquício do capitalismo que desapareceria à medida do avanço do socialismo.

Contudo, há alguns estudos que nos mostram que o seu peso estava longe de ser negligenciável. Por exemplo, é interessante comparar o período de Bréjnev com os primeiros meses da direção de Andrópov em termos de processos criminais instruídos por atividades econômicas ilícitas.

Verificamos que nos anos de Bréjnev não houve praticamente condenações pela prática deste tipo de crime, mesmo quando os casos chegaram a ser julgados em tribunal. Com Andrópov esta situação alterou-se radicalmente. Muitas pessoas foram condenadas nesse período.

No vosso livro, não dedicam muito espaço à análise do chamado "relatório secreto" apresentado ao 20.º congresso do PCUS por Khruchov sobre o "culto à personalidade", mas referem a necessidade de reavaliar o período comumente designado por "stalinismo", notando que enquanto tal não for feito, os comunistas continuarão prisioneiros do passado. Querem explicar?

RK – Quando começámos a escrever o livro essa questão colocou-se e tivemos de tomar uma decisão. Decidimos que não iríamos entrar no tema quente de Stálin. Há muitos preconceitos enraizados e, sobretudo, há muitas coisas que não conhecemos suficientemente para podermos desmontar idéias feitas e diariamente repetidas sobre Stálin.

A única coisa que fizemos, ou pelo menos tentámos, foi abrir a porta a este assunto. Nós não temos todas as respostas sobre Stálin e a sua época, e seria um erro pensar que temos. Há muitos aspectos históricos e políticos que precisamos de absorver e compreender.

Contudo, praticamente todas as conquistas do socialismo que enumeram na introdução do livro foram alcançadas em particular durante os anos 30, sob a direção de Stálin…

TK – É um fato, mas tivemos de fazer uma opção entre tratar toda a questão ou apenas o que consideramos ser a questão-chave. Por acaso, a maioria dos ataques ao nosso livro por parte de marxistas ou pseudo-marxistas, sociais-democratas ou comunistas revisionistas centraram-se precisamente na questão de Stálin.

Não contestaram nada do que dissemos sobre Gorbatchov nem sobre a "segunda economia", apenas nos censuraram por sermos demasiado brandos com Stálin e por não termos reconhecido que Stálin era um monstro, um louco, um carniceiro. Esta questão no Partido Comunista dos Estados Unidos é particularmente sensível.

Mas se a tese do vosso livro está correta, então as políticas de Stálin terão sido as mais corretas e as únicas que podiam garantir a construção do socialismo e defender as conquistas revolucionárias.

RK – O ódio a Stálin é tão cego e intenso que alguns críticos do nosso livro dizem que estamos errados e insistem que Stálin foi a causa do colapso da URSS.

Vem a propósito uma reflexão vossa sobre a importância do fator subjetivo no socialismo. Segundo afirmam, o papel dos dirigentes é mais decisivo no socialismo do que no capitalismo. Porquê?

TK – O capitalismo cresce enquanto que o socialismo é construído. No livro utilizamos uma metáfora em que comparamos o capitalismo a uma jangada a descer um rio. As possibilidades de dirigir a jangada são reduzidas, ela é arrastada pela força da corrente e apenas se podem fazer algumas pequenas correções na trajetória.

Nesta metáfora, o socialismo é um avião, o qual apesar de ser um meio de transporte incomparavelmente superior exige ser pilotado por uma equipa bem preparada científica e tecnologicamente, capaz de compreender e aplicar conscientemente as leis da ciência.

Ou seja, apesar de o avião ser um sistema superior é vulnerável num sentido em que a jangada não o é. Isto não significa obviamente que devamos abandonar o avião e voltar à jangada, assim como não podemos voltar ao tempo das cavernas, apesar de as nossas casas poderem ruir.

*Alekssandr Iákovlev — responsável a partir de 1985 pelo departamento de propaganda do PCUS, torna-se membro do CC do PCUS em 1986, responsável pelas questões da ideologia, informação e cultura.

Sobe ao politburo em junho de 1986 e é sob proposta sua que são nomeados os diretores dos principais jornais e revistas do país que passam a defender abertamente posições antisocialistas (os jornais Moskovskie Novosti, Sovietskskaia Kultura, Izvestia; as revistas Ogoniok, Znamia, Novi Mir, entre outros). Faz publicar uma série de romances de escritores dissidentes e anti-soviéticos, bem como cerca de 30 filmes antes proibidos. Em agosto de 1991 anuncia a decisão de abandonar o PCUS.

Por Iegor Ligatchov – membro do politburo entre 1985 e 1991, foi um dos impulsionadores da campanha anti-álcool (1985-87) e, mais tarde, assumiu-se como um opositor às reformas de Gorbatchov.