31 de dezembro de 2007

Esse Brasil é nosso, faremos o melhor para vê-lo sorrindo e amando!


Como deixar esse ano sem fazer uma breve reflexão do que passou e do que está por vir. Cada um teve suas vitórias e soube bem que são capazes de conquistar novas batalhas. Vejo que o povo brasileiro está mais aguerrido, mais lutador, mais animado, mais participativo, mas inclusivo. Vejo o sorriso no rosto dos mais sofridos, dos ex-cluídos (agora ganha dignidade e podem sonhar), vejo uma luz que brilha na terra e no céu. E isso, não é uma pequena e única estrela no ar, é uma constelação de seres vivos que querem e irão influenciar para construção de um mundo melhor, mais justo, mais fraterno, mais igualitário.

Como poderia definir esse momento que o Brasil vive? Prosperidade. Crescimento sustentável. Desenvolvimento econômico-social. Enfim, as definições e interpretações temos várias e o que de fato nos emociona é vermos que o nosso país está diminuindo uma exclusão social histórica, através da distribuição de renda, geração de milhares de emprego, resgate das instituições públicas, democratização do ensino superior e da energia elétrica, manutenção do homem no campo, entre tantos e outros.

Vamos em frente nessa caminhada de luta e de muito trabalho e suor. Não podemos desistir, a perseverança será nossa bandeira maior. Nunca na história desse país tivemos a oportunidade de concretizar uma infinidade de sonhos relativos ao bem-estar social dos nossos irmãos e irmãs brasileiras. Nessa luta que enfrentaremos não teremos apenas um ganhador, teremos uma vitória radicalmente coletiva e humanitária.

Continuo acreditando na humanidade e na sua capacidade de disseminar o bem e o amor, por isso não tenho dúvida que estaremos no ano quem vem e nos 100 anos próximos bem melhores do que estamos hoje. Isso é uma meta para o curto, médio e longo prazo e não poderemos deixar que a "escravidão capitalista" nos faça diminuir o ritmo ou escurecer nossa LUZ.

Desejo a todos e todas, um 2008 cheio de sonhos, muita amor no coração e que a luz infinita do Senhor Deus nos cubra eternamente.

Saudações otimistas, fraternas e sonhadoras,

Por Fábio Rodrigues no blog do Dirceu
fabio.rodrigues.br@gmail.com
http://www.mandatopopular.com

29 de dezembro de 2007

PROGRESSO - PAÍS DEVE ABRIR 2,5 MILHÕES DE VAGAS EM 2008


Se a economia brasileira começar 2008 com desempenho no mínimo igual ao deste ano, é razoável estimar a criação de até 2,5 milhões de empregos formais e informais no país no ano que vem, segundo economistas consultados pela Folha. O número é inferior ao que especialistas estimam para este ano: a criação de 2,7 milhões de empregos formais e informais, mesmo nível de 2004. Mas, ainda assim, consideram esse número surpreendente.

"A criação de cerca de 2,5 milhões de empregos em 2008 é compatível com o crescimento da economia previsto para o ano que vem, entre 5% e 5,5%", afirma Marcio Pochmann, presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). "A criação de empregos deve bater recorde em 2007. Se o país criar mais 2,5 milhões de empregos em 2008, o que seria manter a média dos últimos quatro anos, seria surpreendente", diz Marcelo Neri, economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Os milhões de empregos possíveis de serem criados estão baseados principalmente nos investimentos previstos em infra-estrutura (saneamento), construção civil pesada e habitacional, estradas, hidrelétricas e em indústrias para aumentar capacidade de produção."Haverá eleições municipais em 2008. É bem provável que as prefeituras aumentem os investimentos em obras públicas e em mão-de-obra", diz Clemente Ganz Lúcio, diretor do Dieese em São Paulo. "Deve ser um ano com crescimento de emprego em todos os setores."

Por DANIEL PEARL

Extra, Extra, Viva, a Guerra Começou - Folha "descobre" 45 militares da Venezuela em 500 km de fronteira com o Brasil


A Folha foi à fronteira do Brasil com a Venezuela. Percorreu 500 quilômetros. Descobriu nove postos do exército venezuelano. Cada posto tem "ao menos cinco militares armados". Ainda bem que estavam armados. Já imaginaram militares desarmados? Ou seja, a Folha descobriu que a Venezuela tem 45 militares armados em 500 quilômetros de fronteira. Dá menos de um por quilômetro. Conclusão da Folha: "Força militar da Venezuela domina fronteira com o Brasil". É uma piada. E os outros 1.699 quilômetros da fronteira entre os dois países? A Folha não foi ver. Pode ser que a Venezuela tenha 45 soldados armados guardando 2.199 quilômetros de fronteira. A isso a Folha chama de "domínio":

"29/12/2007 - 03h05
Força militar da Venezuela domina fronteira com Brasil
da Folha Online

Reportagem publicada na Folha de S.Paulo mostra que na região das fronteiras entre Brasil e Guiana, a presença militar e governamental da Venezuela é ostensiva, em contraste com o vazio que se vê do lado brasileiro e do guianense.

Entre 11 e 20 de dezembro, a Folha percorreu a região das três fronteiras. Entrou nas selvas da Venezuela e da Guiana, localizou garimpeiros brasileiros atuando de forma irregular e chegou também ao local em que o Exército da Venezuela destruiu, em novembro, duas dragas da Guiana usadas na mineração de ouro, gerando um conflito diplomático entre os dois países.

Ao percorrer cerca de 500 km no interior da Venezuela, a partir da fronteira em Roraima, a Folha passou por nove barreiras do Exército venezuelano, sendo oito na rodovia (de asfalto impecável). Nessas barreiras, ao menos cinco militares armados revistam carros e conferem documentação, principalmente passaporte.

O ímpeto armamentista do presidente Hugo Chávez já preocupa as Forças Armadas brasileiras, que consideram o avanço militar chavista uma ameaça à estabilidade regional. Segundo os militares, não há necessidade de temor de uma investida venezuelana."

Do Viomundo

COMENTÁRIO DO BLOGGER:

Também depois do abandono de nossas fronteiras num país de dimensões continentais pelo suspeito e irresponsável desmonte do estado brasileiro promovido pelos tucanos.

É pura hipocrisia midiática, por onde andava a mídia venal nos últimos 30 anos?

Com uma lucrativa mordaça consentida?

Se fossem tropas americanas aí podia, seria até uma honra, né...filhos da putrefa tucana.

Ainda bem que os amigos Venezuelanos estão presentes e zelam pela fronteira deles - coisa de governo responsável e apesar de ser de esquerda - assim sabemos que estamos mais protegidos sobre quem entrar ou sai dos países, coisa que desagrada a mídia.

Mas como o candidato tucano da mídia política não ganhou as eleições em 2006 e insatisfeitos com os resultados da guerra midiática atual, a mídia hipocrita, cúmplice e agora também golpista alimenta uma guerra armada, inventa uma "crise" e agora resolveu ver todos os problemas do Brasil de uma só vez, direcionando as opiniões dos poucos influenciável e desavisados que ainda existem contra a vizinha Venezuela.

Não querem uma América do Sul unida, organizada, solidária, afinal guerras vendem jornais, primeiro os negócios, né.

Não é atoa que são chamados de terroristas midiáticos e profetas do apocalipse!

28 de dezembro de 2007

Despertando - Povo diz que fim da CPMF interessa aos ricos e à oposição para atrapalhar Lula


Pesquisa feita pelo Instituo Brasmarket, apenas na cidade de São Paulo, para o Jornal DCI confirmou o que já sabíamos:

- 30,8% disseram que o fim do "imposto sobre o cheque" foi uma manobra da oposição para prejudicar o Presidente Lula;

- 23,4% disseram que foi para beneficiar ricos e empresários;


- 17,9% disseram que foi para o interesse do povo em geral;

- 11% disseram beneficiar os mais pobres;

- 17% não opinaram.


Detalhe: a pesquisa foi feita nos dias 20 e 21 de dezembro, antes do pronunciamento de ontem do Presidente Lula na TV, advertindo que algumas ações na saúde haviam sido prejudicadas pelo fim do imposto.

Por isso oposicionistas, como o Senador Álvaro UNIMED Dias, já começam a querer "limpar" sua imagem, apresentando projetos populistas relacionados à saúde.

Outro detalhe: a pesquisa foi realizada na cidade de São Paulo, que era considerada um reduto eleitoral demo-tucano. Kassab, Serra e Alckmin que se virem para explicar porque retiraram dinheiro da saúde pública.

By Zé Augusto - Dos amigosdopresidente

26 de dezembro de 2007

O Império da Manipulação em apuros - Xuxa causa saia justa na TV Globo


Recente declaração de Xuxa sobre a queda da Globo no Ibope não caiu bem. "Não sou só eu que estou perdendo audiência, é a Globo como um todo", disse ela.

Sobrou até para "Duas Caras". "A própria novela das oito, que sempre foi o carro-chefe da Globo, está perdendo audiência", afirmou Xuxa.

A assessoria de Xuxa nega o mal-estar. Diz que ninguém da direção da Globo reclamou de nada.


Da Folha Online

Apadrinhado de CorrupTasso é condenado por rombo de 7,5 bilhões no BNB


O ex-presidente do Banco do Nordeste (BNB), Byron Queiroz, aliado do ex-presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati, foi condenado a 13 anos de reclusão, além de multa, por ter fraudado a contabilidade do banco, rolado dívidas não pagas e liberado novos empréstimos para estas empresas. Entre os principais beneficiários do esquema montado por Byron, que deixou um rombo de quase R$ 7,5 bilhões (em valores não atualizados) no BNB, estão empresas do grupo Jereissati e da família do líder do DEM (ex-PFL) no Senado, José Agripino Maia.

A sentença foi proferida pelo juiz da 12ª Vara Federal, José Donato de Araújo Neto. Além de Byron, que presidiu o banco entre 1995 e 2003, outros cinco diretores do BNB também foram condenados pelos crimes de gestão fraudulenta de instituição e falsificação de vários balanços do banco. Foram isentos apenas da pena por formação vida total do senador ainda é um mistério, pois nunca houve uma investigação séria sobre o assunto. Alguns números citados na imprensa apontam para a cifra de R$ 50 milhões em valores atualizados. Até 1999, a MAISA devia R$ 4.266.853,27. Agripino reconhece um débito de apenas R$ 2 milhões e o contesta na Justiça.

No entanto, a questão mais grave foi levantada por uma auditoria do TCU, que afirma que vários órgãos do banco foram contrários às operações de refinanciamento e novos empréstimo para a empresa de Agripino em virtude do “elevado nível de endividamento do grupo junto ao BNB e o fato de que, em passado recente, os interesses do BNB estiveram abalados por descumprimento por parte do grupo EIT (integrante do grupo MAISA) em não honrar compromissos contratuais pactuados, fato, inclusive, que resultou no impedimento do cliente”.

Não é só este líder da oposição que está enrolado com Byron. O TCU contesta também uma operação de empréstimo efetuada para empresa Refrescos Cearenses S.A, de propriedade de Tasso Jereissati, que estaria acima dos limites possíveis do banco. Tasso também está ligado, mesmo que indiretamente, a outras intervenções.

Um delas, levantada pelo TCU e denunciada pela revista “IstoÉ”, envolve a Fiotex Industrial S/A indústria de fios de algodão de Fortaleza, que Byron chegou a ser consultor. A Fiotex devia R$ 5,1 milhões e mesmo sem pagar um centavo foi agraciada com uma bolada de US$ 3 milhões. Pouco tempo depois, sem consultar a direção do banco, a Fiotex recebeu mais R$ 2,5 milhões para capital de giro. Até 2002, tal empresa devia R$ 45 milhões ao banco. A Fiotex pertence a Francisco de Assis Machado Neto, suplente do senador Jereissati.

Byron gostava mesmo de Tasso. Era fiel e agradecido pelos cargos que conseguiu no governo do Ceará e no próprio BNB. Pode ser mera coincidência, mas isso pode ter incentivado o ex-presidente do banco a perdoar uma dívida de uma empresa do grupo Edson Queiroz, a Monteiro Refrigerantes S/A, cuja maior acionista é a sogra do senador tucano. Segundo a “IstoÉ”, a dívida da empresa com o BNB era de R$ 19,9 milhões. “Desse total, mais de R$ 17 milhões era dinheiro público do FNE. Em setembro de 1997, sob uma forte pressão de Byron, a dívida foi dada como quitada depois de uma estranha negociação entre devedor e instituição financeira. A empresa pagou, apenas, R$ 3,9 milhões. O perdão da maior parte da dívida não teve pareceres técnicos nem foi submetido aos advogados do banco”, afirma a revista. “A amizade de Byron com o Grupo Edson Queiroz também levou o presidente do BNB a perdoar uma dívida de R$ 3 milhões da empresa Luna Aqüicultura Ltda., que pertence ao ex-deputado”.

Por ALESSANDRO RODRIGUES

Mãe repudia tortura em SP: “O que fizeram com meu filho foi bárbaro, uma brutalidade”


O laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Bauru, interior de São Paulo, confirmou que o menino Carlos Rodrigues Júnior, de 15 anos, teve a sua vida ceifada covardemente devido à tortura praticada por seis policiais militares que o renderam, sob a suspeita de roubar uma moto, e aplicaram choques elétricos dentro de sua casa.

O crime bárbaro foi praticado na madrugada do sábado (15 de dezembro). Segundo a mãe do garoto, por volta das 3 horas, os PMs invadiram a residência e se dirigiram ao quarto. Enquanto a mãe, Elenice Silveira Rodrigues, ficou na sala sob o controle de um policial, e a irmã Débora no quarto, o garoto foi torturado com 30 choques pelo corpo, além de pancadas.

O menino recebeu dez descargas elétricas nas pálpebras, orelhas e face; duas no saco escrotal e quatro no tórax. As demais foram nas mãos, costas e pés. Segundo o laudo, os choques fatais foram aplicados próximos ao coração, o que ocasionou parada cardio-respiratória.

“O que eles fizeram foi muita brutalidade, foi bárbaro. Tenho certeza de que torturaram. Eu vi no velório, os dedos quebrados”, relatou a mãe, que disse ter ouvido os gemidos do filho. Ela disse que os PMs entraram no quarto, fecharam a porta e permaneceram no local cerca de uma hora. Quando imobilizaram o menino, “os policiais perguntaram: ‘cadê a arma, vagabundo, cadê o capacete?’. Ouvi muitos barulhos de batidas e ele dizia: ‘não sei senhor’”, descreveu a mãe.

Deise, outra irmã do adolescente, disse que ele era um jovem normal e queria ser mecânico. A última conversa que teve com o irmão foi apenas algumas horas antes de seu brutal assassinato. “Ele estava feliz. Me disse que tinha acabado de começar um namoro e que iria passar o final de ano com a família dela (da namorada). E que logo iria apresentar a menina para nós”, afirmou.

Até o fechamento desta edição, dia 21 de dezembro, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), não havia se pronunciado sobre o assunto.

Do Hora do Povo

21 de dezembro de 2007

Tá explicado - Senado tem 28 donos da MÍDIA!


Em relação ao Senado, a pesquisa estatística foi feita pelo Instituto de Estudos e Pesquisa em Comunicação (Epcom), sediado em Porto Alegre. Na amostragem, 28 senadores foram confirmados como detentores de empresas de radiodifusão, ou seja, 35% do total de parlamentares.

Os critérios contemplam os veículos que estão em nome de filhos, mulheres e maridos de senadores, além de terceiros que mantém com eles relações políticas ou comerciais.

Fruto do trabalho dos pesquisadores James Görgen e Daniel Herz, a análise só foi provável "graças à iniciativa do ex-ministro das comunicações Miro Teixeira, que em novembro de 2003 decidiu, pela primeira vez, publicar na página do Ministério na internet, a relação dos concessionários públicos de rádio e tv", explica Görgen.

A listagem inclui grandes nomes da política nacional. O senador licenciado e atual Ministro das Comunicações Hélio Costa (PMDB-MG) e caciques do Congresso como José Sarney (PMDB-MA), o ex-presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), o presidente nacional do PSDB, Tasso Jereissati (CE), e o líder do PFL no Senado, José Agripino Maia (RN), compõem o time.

Ao todo, 15 senadores possuem controle direto das empresas de radiodifusão. O estudo, encerrado em 2004, abarca 9 senadores do PFL, oito do PMDB, seis do PSDB e dois do PT. Os três restantes pertencem a PTB, PSB e ao recém-criado Partido Municipalista Renovador (PMR).

PEC tenta driblar restrições constitucionais

O artigo 54 da Constituição Federal diz que deputados e senadores não podem "firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público" ou serem "proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público".

Não é o que se repara na prática. O descumprimento do dispositivo constitucional é tão evidente e a cara de pau tão grande que tramita na Câmara dos Deputados uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), de autoria de Alceste Almeida (PMDB-PR), que autoriza os parlamentares a serem proprietários de empresas jornalísticas, emissoras de rádio e canais de televisão.

Fontes:

Instituto de Estudos e Pesquisa em Comunicação (Epcom);
Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).

Atentem ao fato:

Art 55 CF/88; Perderá o mandato o Deputado ou senador:

I - Que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior;(Art 54;

I - desde a expedição do diploma a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público( mídia); * salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes;)

§ 2 ° Nos casos previstos dos incisos I, II, VI, a perda do mandato será decidida pela Câmara de Deputados ou** pelo Senado Federal, por voto secreto e maioria absoluta, mediante provocação da mesma ou pelo Partido Político representado no Congresso Nacional, assegurada a ampla defesa.


Colaboração enviada por Sabrininha

Do República Vermelha

Obs: Deve ser por isto que não querem a TV Pública

20 de dezembro de 2007

Más notícias para SERRA E AÉCIO: FHC É CANDIDATO


Caiu a máscara: Fernando Henrique Cardoso não conseguiu segurar por mais tempo. Esta semana admitiu candidatar-se à presidência da República, em 2010, embolando ainda mais a esquadrilha dos tucanos no céu de São Paulo.

Sua participação nos entreveros da fracassada prorrogação da CPMF serviu para inflar-lhe de tal maneira o ego a ponto de reconhecer a ambição.

Agiu pretendendo dois objetivos: prejudicar a administração Lula e, ao mesmo tempo, infringir uma derrota nos concorrentes José Serra e Aécio Neves. Perguntado a respeito de sua candidatura, cedeu, respondendo que "insistem muito, ainda não decidi".

Mentira. E dupla, porque decidir já tinha decidido faz muito, talvez desde o dia em que passou a faixa ao sucessor. E quanto a insistirem, seria bom fulanizar os insistentes. No Alto Tucanato, talvez apenas o senador Artur Virgílio, cujos dotes de coroinha vinham sendo escondidos.

Grande problema

O novo presidente do PSDB, Sérgio Guerra, defronta-se com seu primeiro grande problema. O que fazer para baixar a bola e evitar a ampliação do racha agora começando a se abrir? O senador pernambucano já foi aconselhado a entrar em contato com universidades, centros de altos estudos políticos, associações internacionais e até governos nacionais para conhecer a agenda de seminários e conferências previstas para o próximo ano em todo o planeta.

A solução seria inscrever o sociólogo em todos, negociando ou, mesmo, oferecendo-se para arcar com as despesas de viagem e os altos honorários a que faz jus o palestrante. Assim, ele ficaria longe do ninho dos tucanos, pelo menos até que a natureza das coisas seguisse o seu curso e, no correr do ano que vem, revelasse José Serra ou Aécio Neves como candidato. A fixação da candidatura de um dos dois governadores afastaria o risco de quebra na unidade do partido.

Se imagina o maior de todos os governantes de nossa História.

Brada aos céus essa pretensão de FHC. O ex-presidente quer voltar ao Palácio do Planalto para quê? Só se for para privatizar o que falta, ou seja, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica.

Quem sabe para dar seqüência ao projeto de venda da Amazônia? Ou para isentar por completo de impostos os especuladores estrangeiros? Talvez para revogar de uma vez por todas os direitos sociais e trabalhistas que sobraram de seus dois mandatos. Certamente para torpedear o Mercosul e reviver a Alca.

Do blog do Oni Presente

Será que o Brasil resistiria, mais uma vez, ao incompetente, ao suspeito, ao vendilhão da pátria?

15 de dezembro de 2007

COM MAIS UM CONTO DO VIGÁRIO TUCANO O BRASIL É QUE PERDEU, E MUITO

Todos perdemos com o fim da CPMF, todos, sem excessão.

Foi um desastre nacional, um prejuízo muito grande que a irresponsável oposição - possando de amiga da cclasse média e do povo - proporcionou ao país.

Até nossa credibilidade internacional alcançada a duras penas por este Governo quase foi jogada no lixo por estes irresponsáveis.

Os preços dos produtos que pagavamos e, continuaremos pagando, estão acrescidos da CPMF e dificilmentementre serão revistos pelos empresários. Continuaremos pagando CPMF só que desta vez sem vê-la.

Ou seja continuaremos pagando indiretamente uma CPMF que não será investida nos programas sociais.

Os planos do governo de dar aumentos etc, inclusive para os que apoiaram a oposição - caindo em mais um conto midiático tucano, estão comprometidos ou terão que ser revistos.

Mais um atraso ao país imposto pelos tucanos, os mesmos que nos deixaram dependentes da CPMF agora apunhalam pelas costas o desenvolvimento proporcionado por esta.

O Governo deverá sempre deixar bem claro na conta política de quem deve-se creditar as futuras medidas que venham a ser tomadas para amenizar e reverter esta irresponsabilidade da oposição.

Agora não temos dúvida do lado de quem os oposicionistas do PSDB - PARTIDO SABOTADOR DA DIREITA BRASILEIRA, estão.

Estão do lado deles mesmos e só. Só se preocupam com eles e ao que parece são sócios do FMI, Bird, Banco Mundial etc.

Veja o video do Desabafo

Soldadonofront

13 de dezembro de 2007

O POVO BRASILEIRO PERDE A CPMF

ESTES SÃO O ATRASO DA NAÇÃO. SÃO OS VENDILHÕES DA PÁTRIA:
Esta é a relação dos inimigos do Brasil:

Adelmir Santana (DEM-DF)
Álvaro Dias (PSDB-PR)
Antonio Carlos Junior (DEM-BA)
Arthur Virgílio (PSDB-AM)
César Borges (PR-BA)
Cícero Lucena (PSDB-PB)
Demóstenes Torres (DEM-GO)
Eduardo Azeredo (PSDB-MG)
Efraim Morais (DEM-PB)
Eliseu Rezende (DEM-MG)
Expedito Junior (PR-RO)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
Geraldo Mesquita (PMDB-AC)
Heráclito Fortes (DEM-PI)
Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE)
Jayme Campos (DEM-MT)
João Tenório (PSDB-AL)
Jonas Pinheiro (DEM-MT)
José Agripino (DEM-RN)
José Nery (PSOL-PA)
Kátia Abreu (DEM-TO)
Lúcia Vânia (PSDB-GO)
Mão Santa (PMDB-PI)
Marco Maciel (DEM-PE)
Marconi Perillo (PSDB-GO)
Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
Mario Couto (PSDB-PA)
Marisa Serrano (PSDB-MS)
Papaléo Paes (PSDB-AP)
Raimundo Colombo (DEM-SC)
Romeu Tuma (PTB-SP)
Rosalba Ciarlini (DEM-RN)
Sérgio Guerra (PSDB-PE)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)

TRABALHARIAM PARA O FMI, BIRD, BANCO MUNDIAL ETC?

Do olhoseternos

11 de dezembro de 2007

Existe uma única guerra a ser combatida - A Desigualdade Social


Desigualdade social. Dela fazemos parte todos os habitantes do mundo. Não posso dizer que seja a única batalha que travamos nessa vida, mas é a mais urgente e geral. Deviamos criar exércitos que teriam como único objetivo guerrear contra os costumes que a mantém. Qual seriam as armas? Tomando em questão o Brasil, que é a realidade social que eu conheço melhor:

O primeiro passo poderia ser abolir a publicidade excessiva do luxo e aumentar a publicidade da necessidade de guerra contra a desigualdade. Todos os dias, através da propaganda, criamos um desejo novo. Queremos um carro, uma jóia, liquidificador, tapete, bijuteria, creme condicionador, tatuagem, viagem, tecnologiaaaaaa; quantos vezes por dia desejamos e calculamos quanto temos que investir para diminuir a desigualdade social? A pior publicidade é aquela das novelas, que são difarçadas dentro de uma ficçao vivida como realidade por grande parte da população. Vivemos desejos tolos e esqueçamos a cada dia nossos desejos mais íntimos.

Abolir a corrida desenfreada pelo lucro. Buscar fazer aquilo que nos satisfaz e que seja produtivo independente da capacidade de ganhar muito dinheiro. Um país desescolarizado não tem capacidade crítica nem diversidade de funções por habitante, ou seja, é necessário estimular a formação de professores com o aumento do salário do professorado e a capacitação das escolas. O país não é capaz de fazer isso se as grandes empresas, que são controladas por uma minoria absurda da população, não "comprarem" a guerra. Se os bancos que tivessem lucros exorbitantes continuassem a crescer dedicando-se apenas a reverter o aumento dos lucros na educação do nosso "Brasil periférico", talvez eles não fossem tidos comos os tubarões econômicos da sociedade, afinal, todo mundo já se sentiu lesado por um banco, ou não? Aqueles que têm menos são os mais lesados, se eu que sou universitário tenho grande dificuldade de entender as taxas do banco, imagine um alfabetizado de nivel rudimentar.

A televisão(principalmente a globo) tinha obrigação de deixar claro aquilo que é ficção e aquilo que é real, expor as propostas de um Brasil melhor com mais afinco do que tem mostrado, esclarecer para a população através de documentários a atual situação politica do país, mostrar o que restou da ditadura dentro dos três poderes e das relações de classe, criar programas de arte que identifiquem o brasileiro com a história da música do seu país, da pintura do seu país, da literatura de seu país. A televisão não pode mais negar o seu carater formador enquanto agente social, deve assumir a sua parcela na civilização do brasileiro, afinal atinge todas as classes sociais em grande parte dos lares, sendo quase um "ente querido".

Todos os filhos do Brasil merecem as mesmas oportunidades? Será que os filhos da elite merecem a disney, barbies, nikes, mc lanches, tudo a mesmo tempo, em detrimento da saúde, saneamento básico, educação e segurança dos filhos da periferia? Será que uma criança já pode nascer com um patrimonio milionário enquanto as outras nascem cheias de prejuízos? abolição da herança!

Por Pablo

OPINIÃO - O BICHO PAPÃO DO MOMENTO: "O SISTEMA"


“O Sistema” tem vontades, tem defeitos e qualidades, inclui todas as pessoas do mundo, é responsável por grande parte dos nossos problemas; não está mais do que claro que o sentido de “O Sistema” precisa ser esclarecido?

É muito fácil culpar “O sistema” pelos problemas sociais e não resolve nada. Eu acredito que esta expressão se refere ao sistema de exploração da maioria da população pelas elites, mas a complexidade da forma de exploração se perde quando se resume a essa expressão. “O Sistema” está dentro de cada um de nós, influenciando em cada um de nossos atos e, principalmente, nossas vontades. É aí que está o principal fator de exploração, que na maior parte do tempo fica encoberto e por isso não se percebe como “reagir” a opressão do sistema. O principal momento de exploração não é o pagamento do salário, é aquilo que se compra com ele, e mais além, aquilo que se quer comprar. A alienação das vontades atinge com a mesma intensidade todas as classes sociais, é ela a principal “engrenagem” do sistema.

Os pobres sentem-se prejudicados por não poder ter o que os ricos têm e guiam a vida para conseguir um dia serem ricos; os ricos sentem-se especiais pelo que têm e guiam a vida para manter o que têm e conseguir mais, afinal “as posses nunca são suficientes” é característica essencial do sistema. Estão tão absorvidos na falsa importância de um carro de luxo ou um tênis caro que não percebem que os principais problemas sociais e pessoais não têm nada a ver com nossas posses. Existem exceções nas duas classes, mas o “sistema” insiste em posicionar as pessoas num lado ou em outro, dependendo da situação.

O “sistema” é o “qualquer”, o “homem-comum”, o “bom-senso”. É claro que o “sistema” é mal, perverso, todos sabem. Porém poucos se comportam contra a regra básica do sistema, “as posses nunca são suficientes”. Se “alguém” tivesse que viver na época da escravidão no Brasil e pudesse escolher entre nascer branco filho de Português ou negro filho da África, que escolheria? E hoje em dia, em Salvador da Bahia, nascer filho de pedreiro ou de engenheiro? Seja qual for, queremos ser aquele que tem mais dinheiro. A gente reafirma o sistema todos os dias, seja na frente da televisão, fazendo compras ou trabalhando feito um escravo na construção de um edifício de luxo.

Do naoseiondeir blogspot

9 de dezembro de 2007

A MÍDIA x SHOPPING DA RELIGIÃO


"O que ganha relevo é a religião explorada pela mídia como mercadoria, que propagandeia seus cultos e que acabou por colocar a fé entre os bens de consumo. O cinismo das igrejas que atuam no mercado, transformando a desesperança do outro - desempregado, sofrido, humilhado - em oportunidade de enriquecimento fácil, é alarmante" (Livro: A Pedagogia do Consumo - autora: Inez Lemos - pag. 54 - editora Autêntica).

Hoje vivemos a cultura do acesso fácil às benesses do céu. Costumo dizer, que é infinita a fila de pessoas que deseja alcançar o céu pelo atalho, encurtando o sofrimento tão propalado na nossa cultura judaico-cristã, que sempre pregou, que aqueles que não sofrerem, não terão direito ao reino dos céus.

Basta dar um rodada nos canais de tv, para deparar com os "marcelos" - "mirandas" - "soares" - "macedos" - todos pregando a mesma coisa: "redenção" ao custo básico de 10% da sua renda líquida. É tudo que você precisa para num passe de mágica, sair da vida mundana, para a salvação eterna.

Sempre ficamos com a interrogação: A que se deve tudo isso? - As vezes chego a conclusão de que o isolamento social imposto às pessoas, as levam a buscar uma alternativa de convivência social, e quando a sociedade falha, entra a religião, entra o crime organizado, drogas, e com a promessa de suprir essa lacuna deixada pela falta de respostas.

Observe que o rico, quando tem problemas, vai ao psicanalista, ao psicólogo, ao pobre sobra a religião, ele busca alento, no padre, no pastor, no pai de santo, enfim, de algum modo ele busca respostas às suas agruras que não são poucas.

Igrejas que funcionam 24 horas por dia, pastores cumprindo metas de arrecadação, se não cumprem, são trasferidos para outras localidades, ou em alguns casos, dispensados por "falta de vocação" - não entendí se vocação religiosa, ou vocação financeira. Igrejas comprando rede de tv, um dia desses fiquei sabendo, que uma delas inclusive estava comprando um satélite, para implantação de um rede de tv à cabo!!! Com proposta de vender assinaturas, ao preço mínimo de R$ 15,00 (quinze reais) por mês, isso com certeza se implementado irá quebrar muitas empresas de tv à cabo.

Só nos resta pedir, que Deus nos acuda!!!!!!!!

Do Blog do Paulinho

8 de dezembro de 2007

Da Série Pérolas do Socialismo - Sobre Grandes Heranças

Saint-Simon, Claude-Henri de (1760-1825): Grande socialista utópico francês.

1. O Direito de herança possui apenas importância social na medida em que deixa para o herdeiro o poder exercido pelo falecido durante o tempo em que viveu, nomeadamente: o poder de atribuir a si mesmo, por meio da propriedade do de cujus, os frutos do trabalho alheio.

Pois, a terra confere ao proprietário vivo o poder de atribuir a si próprio os frutos do trabalho de outros, sob o título de renda fundiária, sem a prestação de um valor equivalente.

O capital concede-lhe o poder de fazer o mesmo, sob o título de juros e lucro.

A propriedade de títulos de valores do Estado outorga-lhe o poder de, mesmo sem trabalhar, poder viver dos frutos do trabalho alheio etc.

A herança não gera esse poder de transferência dos frutos do trabalho de uma pessoa para o bolso de outra. Ela tem a ver apenas com a troca de pessoas que exercem esse poder.

Tal como qualquer outra legislação burguesa, as leis sobre herança constituem não a causa, mas sim o efeito, a conseqüência jurídica da organização econômica existente que se funda na propriedade privada dos meios de produção, i.e. a terra, a matéria-prima, as máquinas etc.

Desse mesmo modo, o Direito de herdar escravos não constituía a causa da escravidão, senão, pelo contrário, era a escravidão que constituía a causa de os escravos serem herdados.

2. Aqui, rodeamos a causa e não o efeito, versamos sobre o fundamento econômico, não sobre a superestrutura jurídica.

Admitindo-se que os meios de produção fossem convertidos de propriedade privada em propriedade geral, o Direito de herança - na medida em que fosse de importância social - desapareceria por si mesmo, porque um homem pode apenas deixar em herança o que possuiu, durante o tempo em que viveu.

Nosso grande objetivo deve ser, por isso, a abolição das instituições que concedem a algumas pessoas, durante o seu tempo de vida, o poder econômico de atribuir a si mesmas os frutos do trabalho de muitas outras.

Onde a situação da sociedade encontrar-se já tão desenvolvida, a ponto de as classes trabalhadoras possuírem o poder suficiente para eliminar tais instituições, devem fazê-lo de modo direto.

Pois, através da eliminação das dívidas do Estado, livrar-se-ão também, naturalmente, da transmissão por herança de títulos de valores do Estado.

Por outro lado, na hipótese de não possuírem o poder de abolir a dívida do Estado, será pueril tentar suprimir o Direito de herdar tais títulos do Estado.

O desaparecimento do Direito de herança será o resultado natural de uma mudança social que suplantará a propriedade privada dos meios de produção.

Sem embargo, a abolição do Direito de sucessão não pode ser jamais o ponto de partida de uma tal remodelação.

3. Um dos grandes erros, cometido há quarenta anos, pelos apóstolos de Saint-Simon, foi o de terem tratado o Direito de herança não como efeito legal, mas sim como causa econômica da revolução social de então.

Isso não os impediu absolutamente de, em seu sistema de sociedade, eternizarem a propriedade privada da terra e dos demais meios de produção.

Com efeito, pensavam que poderiam existir os proprietários eletivos e vitalícios, tais quais existiram os reis eletivos.

Proclamar a supressão do Direito de herança enquanto ponto de partida da revolução social significaria apenas desviar a classe trabalhadora do verdadeiro centro de atenção da sociedade contemporânea.

Do mesmo modo, seria algo inteiramente banal pretender suprimir as leis sobre os contratos, concluídos entre comprador e vendedor, enquanto subsistir a atual situação de troca de mercadorias.

Isso seria teoricamente errado e praticamente reacionário.

4. Enquanto tratamos das leis sobre herança, pressupomos, necessariamente, que segue existindo a propriedade privada dos meios de produção.

Caso essa última não mais existisse entre os seres vivos, não poderia ser por eles e através deles transferida, após a sua morte.

Todas as medidas que se relacionam com o Direito de herança podem, por isso, apenas se relacionar com uma situação de transição em que, por um lado, ainda não se acha transformado o atual fundamento econômico da sociedade, sendo que, porém, por outro lado, as massas trabalhadoras já reuniram força suficiente para impor medidas transitórias, adequadas a, finalmente, viabilizar uma mudança radical da sociedade.

Considerada a partir desse ponto de vista, a modificação das leis sobre herança forma tão somente uma parte de muitas outras medidas de transição que conduzem ao mesmo objetivo.

No que concerne à herança, essas medidas transitórias podem ser apenas as seguintes:

a) Ampliação dos impostos sobre a herança que já existem em muitos Estados e aplicação dos fundos assim obtidos para o objetivo da emancipação social ;

b) Limitação do Direito testamentário à herança, porque este, diferentemente do Direito não-testamentário à herança ou do Direito de família à herança, surge como uma exageração arbitrária e supersticiosa dos fundamentos da própria propriedade privada.

Do Marxists.org

7 de dezembro de 2007

PARTIDO REPUBLICANO: A COISA VAI MAL


Não basta Arnold Ssaklçdjfasçlkdfjaçslkzenegger ser Governador da Califórnia, ou mesmo o ex-ator Ronald Reagan ter sido Presidente dos EUA. Parece que os Republicanos gostam mesmo de bagunçar o coreto.

Um dos pré-candidatos à Presidência pelo “partido do elefantinho” é ator do seriado “Law & Order”. Um outro, todo cheio de graça, faz propaganda com Chuck Norris, alternando os façanhas fictícias de Chuck, com seus feitos na política.

Parece que Rudy leva a indicação republicana sem maiores sacrifícios, então é a hora e a vez dos cacarecos conservadores norte-americanos fazerem suas gracinhas.

No fim das contas, até que é engraçado.

Espinafrado por Gravatai Merengue

4 de dezembro de 2007

!!! TCHAUUU !!! BYYYYY !!! FUIIII !!!

- SENTIREMOS FALTA??

- O GOVERNO SENTIRÁ?

- CEDO PARA SABER?

DE QUALQUER MANEIRA VAI COM DEUS . . .

BEM, VAMOS DEIXAR DEUS FORA DISTO. DEUS SABE ESCOLHER SUAS COMPANHIAS.


soldadonofront

1 de dezembro de 2007

Escândalo: CIA vai intervir no plebiscito da Venezuela



Foi publicado hoje na Counterpunch, importante revista americana sobre política, artigo assinado por James Petras que revela uma operação da CIA para atuar, militarmente, na desestabilização do plebiscito no próximo domingo na Venezuela.

Segundo um memorando de Michael Middleton Steere, funcionário da embaixada americana venezuelana, a Michael Hayden, diretor da CIA, cerca de US$ 8 milhões serão usados para cooptar partidários da Chávez, falsificar votos, preparar manifestações pelo não e, caso derrotados pelo sim, organizar ações violentas contra prédios do governo, incluindo o palácio presidencial.

O documento divulga pesquisa própria, com a previsão de vitória do sim com 57% dos votos, mas com uma alta abstenção de 60%, o que daria margem para uma posterior contestação do resultado.

É grave a denúncia e deve ser acompanhada por todos os democratas.

Por Jurandir Paulo

Apostos e Avante - MSM no Rio


Mais uma vez convido os cariocas a participarem da reunião do MSM no Rio.

O encontro será às 14 horas do próximo sábado, 1º de dezembro de 2007, na avenida Presidente Vargas, número 502, no 15º andar.

A coordenadora do Movimento no Rio, Vera Pereira, explica que o prédio onde ocorrerá o evento fica na calçada direita de quem vem do túnel Santa Bárbara ou do túnel Rebouças (melhor caminho para quem vem da Zona Sul e da Zona Norte também). O quarteirão do local fica entre a rua Uruguaiana e a Av. Rio Branco. É o prédio da "Drogaria Popular". O telefone de lá é 2196-6700.

Começa, assim, a organização do MSM no segundo Estado brasileiro. É o primeiro passo para que o Movimento se espalhe pelo país. Precisamos nos preparar para 2008, um ano em que a mídia fará com que até o mais relutante dos relutantes entenda a necessidade de uma ação como a do Movimento dos Sem-Mídia. Não temos pressa. O tempo e a mídia trabalharão para o MSM.

Por Eduardo Guimarães

ABRA SEU CORAÇÃO E SUA MENTE

NÃO SEI O QUE É DEUS. MAS SEI O QUE ELE NÃO É

NÃO SEI O QUE É DEUS. MAS SEI O QUE ELE NÃO É
SOLDADONOFRONT@GMAIL.COM

A CAUSA É JUSTA E OS FINS SÃO NOBRES:

A CAUSA É JUSTA E OS FINS SÃO NOBRES:
GOVERNO DO POVO, PELO POVO E PARA O POVO

A ditadura ainda sobrevive

A ditadura ainda sobrevive
Há 44 anos atrás, os mesmos jornais do PIG (Partido da Imprensa Golpista) que hoje querem derrubar Lula e seus ministros, publicavam manchetes mentirosas para apoiar a derrubada do presidente João Goulart: Estadão, Folha de São Paulo, O Globo, a Editora Abril...

O Brasil foi redemocratizado com a constituinte de 1988, mas da ditadura de 1964 sobrou o entulho do PIG.

As notícias obedecem à ditadura das mesmas famílias donas dos mesmos jornais e TVs golpistas de 1964: Marinhos, Civitas, Mesquitas e Frias.

Os ditadores da mídia, censuram o que sai em seu jornais, rádios e TVs. Publicam notícias favoráveis para os "amigos" e para os "inimigos" fabricam crises e dossiês, por mais falsos e absurdos que sejam.

O mais recente é o "dossiê" FHC, para derrubar Dilma.

O instinto golpista continua o mesmo de 1964. Querem retomar de assalto o Estado brasileiro em 2010 a qualquer preço.

Para relembrar a falta de pudor em publicar mentiras, vejam a manchete recheada de escárnio e cinismo do jornal O Globo em 01/04/1964: "Fugiu Goulart e a Democracia está sendo restabelecida".

Goulart estava em Porto Alegre, em território nacional - portanto em pleno exercício da presidência - na casa do General Ladário, acompanhando o desdobrar dos acontecimentos.

Tancredo Neves, aliado de Jango na época, leu mensagem oficial do presidente no Congresso Nacional indicando o paradeiro em Porto Alegre, diante da UDN golpista.

O Globo publicou a manchete mentirosa para desestimular qualquer resistência popular e militar, dando respaldo aos golpistas.

João Goulart, vendo-se isolado, com apoio apenas do III Exército do Rio Grande do Sul, em minoria no apoio militar, só no dia seguinte à manchete mentirosa, exilou-se.

Folha, Estadão e O Globo tem vergonha enrustida de suas páginas mentirosas em 1o. de Abril de 1964. Foi dificíl encontrar a capa de "O Globo" na internet. A capa da Folha e do Estadão não se encontra. Querem apagar o passado de mentiras e saudações à ditadura.

As mentiras que lhes interessam hoje, são outras.

O PIG junto com os legítimos herdeiros da ditadura, os Demos (ex-PFL, ex-ARENA, ex-UDN) e os tucanos, que aderiram mais tarde ao golpismo midiático para retomarem o poder, são a atual ditadura a ser combatida.

Com a Internet, a TV digital que abrirá mais canais, a TV pública e rádios comunitárias, haveremos de democratizar a informação no Brasil, e libertarmo-nos desta ditadura disfarçada de informação.

By Zé August

Marx e Engels


Para um marxista, um partido revolucionário é, em primeiro lugar, programa, métodos, idéias e tradições e, só depois, uma organização e um aparelho (que sem dúvida têm importância) para levar estas idéias a amplas camadas de trabalhadores. O partido marxista, desde o seu início, deve basear-se na teoria e no programa, que é o resumo da experiência histórica geral do proletariado.

Esta é a primeira parte do problema. Mas só a primeira parte. A segunda é mais complicada: Como chegar às massas de trabalhadores com o nosso programa e as nossas idéias? Não é uma questão simples. Para os sectários, isso não é nenhum problema. Basta citar Lenine sobre a necessidade de "um partido revolucionário independente". Simplesmente nos proclamamos como tal e chamamos os trabalhadores a unirem-se a nós! A necessidade de construir um partido revolucionário independente é o “ABC” para os marxistas. Mas para além do “ABC” existem outras letras no alfabeto e uma criança que só repetisse as primeiras letras depois de alguns anos de escola não seria considerada muito esperta.No seu artigo Sectarismo, Centrismo e a Quarta Internacional (1935), Trotsky caracteriza os sectários da seguinte maneira:"O sectário vê a vida da sociedade como uma grande escola na qual ele é o professor. Em sua opinião, a classe trabalhadora deveria deixar de lado outras coisas menos importantes e sentar-se ordenadamente ao redor da sua tarimba. Então a tarefa estaria resolvida.

Apesar de jurar pelo marxismo em cada frase, o sectário é a negação direta do materialismo dialético, que toma a experiência como ponto de partida e sempre regressa a ela. Um sectário não entende a ação e reação dialética entre um programa acabado e a luta de massas viva, ou seja, imperfeita, inacabada. O sectarismo é hostil à dialética (não em palavras, mas em atos) no sentido em que volta as costas ao desenvolvimento real da classe trabalhadora". (Trotsky, Escritos, 1935-36.)No documento fundador do movimento marxista, O Manifesto Comunista, Marx e Engels explicam que:"Em que relação se encontram os comunistas com os proletários em geral?

Os comunistas não são um partido particular face aos outros partidos operários. Não têm interesses separados dos interesses de todo o proletariado. Não estabelecem princípios segundo os quais pretendam moldar o movimento proletário.

Os comunistas distinguem-se dos demais partidos proletários apenas porque, por um lado, nas diferentes lutas nacionais dos proletários acentuam e fazem valer os interesses comuns, independentes da nacionalidade, do proletariado na sua totalidade, e porque, por outro lado, nas várias etapas de desenvolvimento por que passa a luta entre o proletariado e a burguesia representam sempre o interesse do movimento na sua totalidade.

Os comunistas são, pois, praticamente, o setor mais decidido, sempre impulsionador, dos partidos operários de todos os países; teoricamente, têm, em avanço sobre a restante massa do proletariado, a compreensão das condições, do curso e dos resultados gerais do movimento proletário."Os fundadores do socialismo científico sempre partiram do movimento tal como era, e aplicaram as táticas mais hábeis para contatar com o autêntico movimento das massas e fertilizá-lo com o programa do marxismo revolucionário. Isto significava, inicialmente, aparecer como a extrema esquerda do movimento democrático.

O trabalho de Marx em redor da Nova Gazeta Renana foi um modelo de agitação revolucionária que combinava a luta por reivindicações democráticas mais avançadas com uma defesa implacável do ponto de vista independente de classe do proletariado.A Liga dos comunistas foi, desde o princípio, uma organização internacional. Não obstante, a formação da Associação Internacional dos Trabalhadores (a Primeira Internacional), em 1864, constituiu um passo qualitativo à frente. A tarefa histórica da Primeira internacional foi a de estabelecer os princípios fundamentais, o programa, a estratégia e a táctica do marxismo revolucionário à escala internacional. De todas as formas, na sua concepção, a AIT não era uma Internacional Marxista, mas uma organização extremamente heterogênea, composta por sindicalistas reformistas britânicos, proudhonistas franceses, italianos seguidores de Mazzini, anarquistas e outros do estilo. Combinando a firmeza nos princípios com uma grande flexibilidade tática, Marx e Engels, gradualmente, ganharam a maioria. Numa carta a Engels, Marx explicava que tinham de usar de extremo tato, especialmente na hora de combater os preconceitos dos "trade-unistas" britânicos. Numa frase muito apropriada, Marx disse que sempre era "flexível na forma, mas audaz no conteúdo". Esta frase resume a atitude dos marxistas no seu trabalho nas organizações operárias reformistas.

A AIT conseguiu assentar as bases teóricas para uma genuína Internacional revolucionária. Mas nunca foi uma autêntica Internacional de massas. Foi realmente uma antecipação do futuro. A derrota da Comuna de Paris teve um efeito desorientador sobre as débeis forças da Primeira Internacional que entrou em crise, agravada pelas intrigas dos bakuninistas (anarquistas). Para evitar que a Internacional caísse nas mãos dos bakuninistas, Marx e Engels primeiro transferiram a sede para os Estados Unidos e, depois, decidiram dissolvê-la em 1872.

Apesar de continuarem a defender os princípios do internacionalismo, durante um período Marx e Engels estiveram sem uma organização internacional.

Do Universidade Vermelha
O homem é mortal por seus temores e imortal por seus desejos. Pitágoras


NÃO ESTA SATISFEITO COM O PROGRESSO ATUAL E SUAS EXCELENTES PESPECTIVAS FUTURAS?



ACHA QUE O PAÍS ESTARIA MELHOR NAS MÃOS DOS TUCANOS?



OU PENSA QUE ESTARIA MELHOR PORQUE ALGUNS ÓRFÃOS E GOLPISTAS ALIADOS DO GOVERNO PASSADO DIZEM QUE NÃO ESTA E ASSIM INFLUENCIAM SUA OPINIÃO?





MUITA CAUTELA, PARE E PENSE, A QUEM INTERESSARIA DENEGRIR O GOVERNO ATUAL?





VOCE PODE SEM PERCEBER ESTAR SENDO INDUZIDO A FALAR MAL DO MELHOR GOVERNO QUE O BRASIL JÁ TEVE EM TODA SUA HISTÓRIA DE 500 ANOS, PODE ESTAR SENDO MIDIATICAMENTE INFLUENCIADO E USADO.






NÃO DEIXE QUE OUTROS CONCLUAM POR VOCÊ, DESCONFIE DE ALGUNS "ESPECIALISTAS","ARTICULISTAS" E "INTELECTUAIS" SOB ENCOMENDA QUE APARECEM NA TELEVISÃO E NOS JORNAIS.





OLHEMOS O PASSADO, O CARATER E OS INTERESSES INCONFESÁVEIS DE QUEM FALA MAL DO GOVERNO ATUAL. PARA ELES NÃO ESTA MELHOR MESMO, AFINAL PERDERAM O PODER DE INFLUENCIAR NOS RUMOS DO PAÍS - DE TODOS AS MANEIRAS POSSÍVEIS - COMO FAZIAM NO INCOMPETENTE, AUSENTE E SUSPEITO GOVERNO TUCANO.





OLHEMOS PARA TRÁS, PARA O PASSADO RECENTE, SÓ ASSIM PODEREMOS ENTENDER OS MOTIVOS, ENTENDER O PRESENTE E ENTENDER O PORQUE DAS "CRÍTICAS", DAS "CRISES" IMPUTADAS PELA MÍDIA-POLÍTICA E OPOSIÇÃO AO GOVERNO LULA, E ASSIM VALORIZAR AS CONQUISTAS E OS RUMOS ATUAIS. A VERDADEIRA CRISE É A CRISE DE PODER DA MÍDIA BRASILEIRA !





NÃO SEJA UM CÚMPLICE INVOLUNTÁRIO. NÃO SE DEIXE USAR. PARE E PENSE. SEJA MAIS RESPONSÁVEL NAS SUAS OPINIÕES. AS GERAÇÕES FUTURAS AGRADECEM!






Por Soldadonofront








A Notícia Como Verdade - Os jornalistas estão enterrando o jornalismo

Começa a chover. Não me ocorre outra idéia para me proteger do aguaceiro: paro na banca para comprar um jornal. Em época de "crise econômica", eis um belo investimento, com retorno imediato: além de me brindar com notícias interessantes, o jornal, quando dobrado e erguido sobre a cabeça, cumpre garbosamente a função de guarda-chuva.

O jornal é de São Paulo.Poderia - perfeitamente - ser do Rio de Janeiro ou de qualquer outro estado brasileiro.Eu disse "notícias interessantes" ? Em nome da verdade,retiro o que disse.

Pelo seguinte: não sou nenhum fanático por informação, não passo quatorze horas por dia conectado, não sou desses jornalistas que, à falta do que fazer na vida, acham que não existe nada sob o sol além do jornalismo. Em suma: considero-me apenas um consumidor mediano de notícias. Ainda assim, eu já sabia de noventa e cinco por cento do que aquele jornal tentava me dizer na primeira página.

O que o jornal me dizia, nos títulos ? Que o São Paulo "abre cinco pontos sobre o Grêmio". Que novidade! Qualquer criança de dois anos que tivesse passado diante de um aparelho de TV na véspera já sabia. Nem preciso falar da Internet. "Chuvas em Santa Catarina matam 20". Que novidade! "Obama divulga nomes de cargos-chave". Que novidade! "EUA podem injetar até US$ 100 bi no Citigroup". Que novidade!

Não é exagero: eu já tinha recebido todas essas informações na véspera.

Tive a tentação de voltar à banca, para pedir meus dois reais e cinquenta de volta. Mas, não: resolvi dar um crédito de confiança ao jornal. Quem sabe, como guarda-chuva ele teria uma atuação melhor. Teve.

De tudo o que estava nos títulos da primeira página do jornal, só uma informação era "novidade" para mim: "Brasil será o único país do mundo que não eliminou hanseníase". Conclusão: o jornal estava me oferecendo pouco, muito pouco, pouquíssimo.

Tenho certeza absoluta de que milhares de leitores, quando abrem os jornais de manhã, são invadidos pela mesmíssimo sentimento: em nome de São Gutemberg, para quem estes jornalistas acham que estão escrevendo ? Em que planeta os editores de primeira página vivem ? Por acaso eles pensam que os leitores são marcianos recém-desembarcados no planeta ? Ninguém avisou a esses jornalistas que a TV e os milhões de sites de notícias já divulgaram, desde a véspera, as mesmíssimas informações que eles agora repetem feito papagaios no nobilíssimo espaço da primeira página ?

Os autores dessas obras-primas ( primeiras páginas que não trazem uma única novidade para o leitor médio!) são, com certeza, jornalistas que temem pelo futuro do jornal impresso.
É triste dizer, mas eles estão cobertos de razão: feitos desse jeito, os jornais impressos estão, sim, caminhando celeremente para o mausoléu. Não resistirão.

Os coveiros da imprensa estão trabalhando freneticamente: são aqueles profissionais que aplicam cem por cento de suas energias para conceber produtos burocráticos, óbvios, chatos, soporíferos e repetitivos.

Em suma: os jornalistas estão matando o jornalismo.

Quem já passou quinze segundos numa redação é perfeitamente capaz de identificar os coveiros do jornalismo: são burocratas entediados e pretensiosos que vivem erguendo barreiras para impedir que histórias interessantes cheguem ao conhecimento do público. Ou então queimam neurônios tentando descobrir qual é a maneira menos atraente, mais fria e mais burocrática de transmitir ao público algo que, na essência, pode ser espetacular e surpreendente: a Grande Marcha dos Fatos.

Qualquer criança desdentada sabe que não existe nada tão fácil na profissão quanto "derrubar" uma matéria. Há sempre um idiota de plantão para dizer : "ah, não, o jornal X já deu uma nota sobre esse assunto"; "ah, não, o jornal Y publicou há trinta anos algo parecido" e assim por diante. O resultado desse exercício de trucidamento jornalístico é o que se vê: uma imprensa chata, chata, chata, chata. É raríssimo aparecer um salvador de pátria que pergunte: por que jogar notícias no lixo, oh paspalhos ? Por que é que vocês não procuram uma maneira interessante e original de contar - e oferecer ao publico - uma história ? Haverá sempre uma saída!

A regra vale para jornal impresso, revista, rádio, TV, internet, o escambau.

Mas, não. Contam-se nos dedos da mão de um mutilado de guerra os jornalistas que devotam o melhor de suas energias para fazer um jornalismo vívido e interessante. Já os burocratas e assassinos, numerosíssimos, continuam golpeando o Jornalismo aos poucos. Vão matá-lo, cedo ou tarde, é claro.

Não há organismo que resista à repetição dos botes dos abutres ( um dia, quando estiver prostrado à beira de um pedaço de mar verde da porção nordeste do Brasil, farei - de memória - uma lista dos crimes que já vi serem cometidos, impunemente, nas redações. Se tiver paciência para juntar sujeito e predicado, prometo que farei um post. Almas ingênuas podem acreditar que absurdos não acontecem com frequência nos zoológicos jornalísticos. Mas, em verdade, vos digo: acontecem, diariamente. O pior, o trágico, o cômico, o indefensável é que os assassinos do Jornalismo são gratificados com férias, décimo-terceiro, plano de saúde, aposentadoria, seguro de vida e vale-alimentação. Detalhe: lá no fundo, devem achar que ganham pouco....Quá-quá-quá).

Um detalhe inacreditável: em qualquer roda de conversa numa redação, em qualquer congresso ( zzzzzzzzzzz) de Jornalismo, é possível ouvir que há saídas simplíssimas. Bastaria tomar - por exemplo - providências estritamente "técnicas": em vez de repetir papagaiamente(*) nos títulos aquilo que a TV e a internet já cansaram de divulgar, por que é que os jornais não destacam na primeira página a informação inédita, o ângulo pouco explorado, o detalhe capaz de prender a atenção do coitado do leitor na banca ? Pode parecer o óbvio dos óbvios, mas nenhum jornal faz. Qualquer lesma semi-alfabetizada sabe, mas nenhum jornal faz. Se fizessem este esforço, os jornais poderiam, quem sabe, atiçar a curiosidade do leitor indefeso que entra numa banca em busca de uma leitura atraente. Coitado. Não encontrará. É mais fácil encontrar um neurônio em atividade no cérebro de Gretchen.

Fiz um teste que poderia ser aplicado a qualquer estagiário de jornalismo: tentar achar, no exemplar que tenho em mãos, informações que rendam títulos menos burocráticos e mais atraentes do que os que o jornal trouxe na primeira página. Em quinze segundos, pude constatar que havia,sim, no texto das matérias, informações mais interessantes do que as que foram destacadas nos títulos óbvios. Um exemplo, entre tantos: a chamada do futebol na primeira página dizia "São Paulo abre 5 pontos sobre o Grêmio". Por que não algo como "TREINADOR PROÍBE COMEMORAÇÃO ANTECIPADA NO SÃO PAULO" ou "JOGADORES DO SÃO PAULO PROBIDOS DE IR A PROGRAMAS DE TV" ? A matéria sobre as enchentes dizia que, depois do maior temporal dos últimos dez anos, Santa Catarina enfrentava racionamento de água potável - um duplo castigo. E assim por diante. Daria para fazer dez chamadas diferentes. Mas.....o jornal repete na manchete o que a TV já tinha dito.

Quanto ao futebol: com toda certeza, as informações que ficaram escondidas no texto eram mais atraentes do que a mera contagem de pontos que o jornal estampou no título da primeira página! Afinal, cem por cento dos torcedores do São Paulo já sabiam, desde a véspera, que o time disparara na liderança. Não é exagero dizer: cem por cento sabiam. Mas, a não ser os fanáticos por resenhas esportivas, poucos sabiam que o treinador tinha proibido os jogadores de participarem de programas de TV, para evitar comemorações antecipadas. Por que, então, esconder o detalhe mais interessante ? É o que os editores fazem: tratam de sepultar a informação mais atraente em algum parágrafo remoto, lá dentro do jornal. Depois, querem que o leitor saia da banca satisfeito por ter pago para ler o que já sabia....

Estão loucos.

Resumo da ópera: os assassinos do Jornalismo, comprovadamente, são os jornalistas. É uma gentalha pretensiosa porque acha que pode decidir, impunemente, o que é que o leitor deve saber. Coitados. O que os abutres fazem, na maior parte do tempo, em todas as redações, sem exceção, é simplesmente tornar chata e burocrática uma profissão que, em tese, tinha tudo para ser vibrante e atraente.

Mas nem tudo há de se perder. Os jornais podem, perfeitamente, ser usados como guarda-chuva. Fiz o teste. O resultado foi bom: cheguei tecnicamente enxuto ao destino.

(*)Papagaiamente: neologismo que acabo de criar, iluminado por uma inspiração animalesca.

Por Geneton Moraes Neto