10 de novembro de 2009

NEWS FRONT - CIRO GOMES PODERÁ SALVAR OS PAULISTAS

Líderes de oito partidos da base governista de Luiz Inácio Lula da Silva teriam fechado um acordo para elaborar uma agenda política em comum, assim seguindo unidos na disputa pelo governo de São Paulo.

O possível candidato ao governo de São Paulo deverá ser mesmo o deputado federal Ciro Gomes, por sua boa colocação nas pesquisas e aceitação de todos os partidos envolvidos (PT, PDT, PSB, PSL, PSC, PRB, PTN, PPL e PCdoB), Ciro contaria com o mais importante que é o apoio declarado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Assim o candidato da aliança recém formada terá pelo menos 9 minutos na propaganda eleitoral, enquanto o candidato da coligação PSDB-DEM-PMDB terá cerca de 10 minutos.

Os paulistas agradecem.

Por Soldadonofront

6 de novembro de 2009

DENÚNCIA - TUCANOS CONTINUAM A PIRATIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO DO ESTADO

O governador Serra (PSDB) pretende piratizar a COSESP - Companhia de Seguros do Estado de São Paulo.

Em "decisão política" de não atuar no ramo de seguros, um dos negócios mais lucrativos dos dias de hoje, a companhia paulista pode ser "vendida" para a iniciativa privada. A maior e mais recente "venda" do governo tucano paulista foi a do controle da sucateada e falida Nossa Caixa ao Banco do Brasil.

"A alternativa de alienação do controle acionário da Cosesp dependerá, por certo, da existência de interesse por parte de entidades privadas, que poderão, ao contrário do Estado, viabilizar outras potencialidades comerciais", disfarçou a incompetência tucana o Secretário de Fazenda Mauro Ricardo Costa.

Antes dos tucanos colocarem suas "mãos" na adminitração do estado a Cosesp possuía uma sede, 22 filiais pelo país e 1.550 funcionários e tinha substancial volume de negócios. Hoje sucateada e desvalorizada a empresa paulista tem apenas 40 empregados.

Do News Front

29 de outubro de 2009

FOGO NELE - AÉCIO SENTE-SE USADO E ATRASADO POR JOSÉ SERRA

O governador mineiro disse quinta-feira que se Serra não concordar em decidir antes de Janeiro quem será o candidato do PSDB vai sair do tabuleiro príncipal da sucessão presidencial brasileira.

Aécio apesar de ser o candidato de consenso junto a oposição que não quer Serra e um agregador entre os indecisos que resistem em apoiar o governo petista, apesar de ser o único capaz de trazer desistências na base do governo, disse que não vai se sujeitar à decisão por conveniência do governador paulista, vai sair da linha de fogo e deixar Serra sozinho no front.

- O ANTI LULA X PÓS LULA

O governador de São Paulo continua firme no ninho encima do murro e mesmo que este esteja sofrendo um motim, no meio de toda agitação pré-eleitoral teria reafirmado sua posição de só tomar uma decisão lá em março de 2010.

Não bastasse a pouca vizibilidade nacional que terá, o governador de Minas com toda razão tem certeza que março será tarde demais para construir alianças com outros partidos em torno de uma candidatura eleitoralmente viável.

"O partido tem de respeitar minha posição para garantir um palanque forte em Minas para o governo do Estado e também para a Presidência da República", justificou sua preocupação.

"Uma eventual candidatura minha deixa de lado o retrovisor e só tem pára-brisa, olha para frente para compreender o que ficou por fazer", declarou Aécio, o menos rejeitado dos tucanos, e comprovando não ser um anti Lula igual Serra é visto dize que seria "inócuo" o debate de quem fez o quê. Assunto que Serra não conseguirá contornar com tanta facilidade.

Do News Front

25 de outubro de 2009

NEWS FRONT - COMO GANHAR A MEDALHA E A MOEDA DE OURO DO CRESCIMENTO?

Por sermos auto suficientes em petróleo, em energia elétrica, minérios, alimentos, biodiversidades, bases industriais fortes, infraestruras, malhas viárias, governo democratico e estável, e economia em crescimento, temos atraído divisas em dólares - atrás de ativos seguros, por consequência nossa moeda valoriza-se.

Por estes motivos o Brasil tem sido um dos países mais procurados para investimentos, geralmente em dólares americanos, e ao que parece vêm agido certo nossos exportadores quando, ao invés, de pressionarem o governo para intervir, desvinculam seus produtos das cotações do dólar excedente no Brasil. Assim protegem seus negócios e evitam o sucateamento da sua industria, por fim gerando desemprego etc.

Como se vê o Brasil esta passando por um momento impar que só a confiança nas instituições nacionais pode trazer a um país, o investimento internacional, a valorização cambial é o espelho da pujança nacional atual.

Ocorre que, a fórmula matemática para que saibamos tirar o melhor proveito possível desta dádiva ainda é uma incógnita.

Porém, diferentemente que querem que pensemos, isto em nada afeta as intenções do governo de eleger seu sucessor em 2010, dizer que Serra é um "crítico" das política monetárias - absurdos 35% de juros na época dos tucanos, não será suficiente para pensar-mos que fariam melhor, não só não farão melhor, como não fizeram antes.

Mesmo oito anos depois da implantação do real o Brasil não tinha atingido a estabilidade monetária e financeira tão deseja e quase alcançada a perfeição hoje, não fosse esta inesperada desova de dólares nos países emergentes.

Só chegamos a este patamar, a este degrau superior graças ao governo que aí esta, portanto ninguém melhor do que ele para melhor equacionar o problema em favor de todos os brasileiros.

No Brasil motivos não faltam para confiarmos totalmente no presidente Lula e na sua equipe economica.

- GOVERNO LULA LANÇOU O PAC, TUCANO VAI LANÇAR PAP

O governo petista lançou o PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento, que além de justificar impostos arrecadados, geram riquezas, qualidade de vida, renda, valorizam sobremaneira o patrimônio público nacional.

Se ganharem as eleições, após 2010 os tucanos implantarão o PAP, Programa de Aceleração das Privatizações, também conhecido como piratizações tucanas, assim as beneses do que se fez até agora, terão que serem pagas novamente para usar, por quem já pagou para construir.

Obs: Apesar de parecer, não é piada

- DILMA É A GARANTIA DE CONTINUIDADE DA ERA LULA

José Serra só esta na frente nas pesquisas eleitorais por causa do recall de sua imagem nas últimas campanhas e pelo midiático e superficial "êxito" de suas administrações, primeiro como prefeito da cidade e depois governador do estado de São Paulo, por isto sai na frente e até agora é o favorito.

Porém, a situação de Dilma Roussef eventual candidata pelo Planalto com certeza é bem melhor do que apontado nas pesquisas, não bastasse em 2010 o Brasil deverá entrar num novo ciclo de crescimento e muito forte, com crescimento do PIB acima de 4%.

Mais um fato que corrobora a termos certeza que as pesquisas não espelharão a realidade de 2010 é o sentimento nacional de que o modelo da Era Lula não deve se esgotar, a maioria dos brasileiros não vê a necessidade de mudar apenas por mudar.

- TUCANO AÉCIO VIRA UMA ARARA E REAFIRMA SUA INDEPENDÊNCIA NO PSDB

O exercício da tese da chapa puro-sangue tucano do PSDB com o governador paulista José Serra na cabeça e o mineiro Aécio Neves no posto de vice a presidência, provocou com um curto-circuito e início de incêndio no ninho tucano.

Pesquisa patrocinada, digo, encomendada pelo PSDB ao Ibope que suspeita e estranhamente, segundo Sergio Guerra, não foi encomendada pelo PSDB fez o tucano mineiro virar na arara.

Comentaristas políticos estariam desconfiando de que os tucanos paulistas teriam encomendado esta pesquisa sob medida para além de expo-lo ao ridiculo, tentar baixar a crista do tucano mineiro.

Na leitura da pesquisa pouco deu-se valor o fato que o candidato tucano mineiro venceria Ciro Gomes e Dilma com certa vantagem.

- FHC AJUDA SERRA A ENROLAR AÉCIO E OS DEMOS

FHC estrategista mor tucano em enrolação entra em cena e como bom oportunista que é diz para esperarem o momento oportuno.

Só que enquanto o momento oportuno não aparece, se aparecer, Aécio perde exposição como candidato tucano a presidência e o Demos perde espaço e alianças importantes.

Dizendo que não tinha conhecimento do resultado da pesquisa encomendada pelo partido teria dito, "Me disseram que na pesquisa os dois juntos, em qualquer posição, aumentam o potencial de votos. Isso é bom porque mostra que a população confia em dois importantes governadores do PSDB, mas não quer dizer que se deva decidir agora quem seria o candidato" disfarçou.

- LULA ACONSELHA OPOSIÇÃO E TCU A TOMAREM CALMANTE PORQUE VAI ACELERAR

Respondendo as críticas da oposição quanto as viagens pelo país para inaugurar e vistoriar obras o comandante Lula avisou que vai pisar fundo no acelerador da nau Brasil.

"É a primeira vez na vida que eu vejo alguém ficar nervoso porque se inaugura obra. Quando eu fazia oposição, eu ficava nervoso porque não tinha obra, não tinha escola, não tinha estrada, não tinha ponte, não tinha nada", desmascarou Lula para todos ouvirem.

"O Estado não existia...Eu só peço calma, calma porque nós ainda nem começamos a inaugurar o que nós temos que inaugurar nesse país. Tem muita coisa para acontecer e tem muita coisa que nós vamos fazer ainda daqui para frente", falou Lula para desespero da oposição.

"Aguardem, aguardem porque nós aprendemos a fazer as coisas nesse país e esse país nunca mais voltará a ser o país pensado da forma pequena que eles pensavam." disse comparando seu governo com os governos tucanos.

Lula disse ser um homem movido a desafios, e desmascarou que é criticado porque parte da sociedade quer que seu governo não dê certo com o objetivo de impedir que a classe trabalhadora eleja um novo presidente.

Do espaço News Front abaixo.

21 de outubro de 2009

RESUMÃO DO FRONT - TUCANOS TENTAM DIBLAR PRESSÃO DOS DEMOS INDO PARA O "MEIO DO POVO"

Invejosos e inconformados com a exposição natural que Dilma tem por seu trabalho a nível nacional, os tucanos agora inventaram outra estrátegia para enrolarem os Demos e tentarem uma maior visibilidade nacional.

Não bastassem as reclamações em seus estados de que eles só pensam nas eleições de 2010 ao invés de trabalharem, não vai ser fácil explicar a justiça eleitoral o que estariam fazendo em outros estados a milhares de quilometros de seus redutos eleitorais.

Agora o pretexto para divulgar a candidatura tucana para 2010 pelo Brasil é "interagir com a população". Mas porque será que os tucanos querem interagir com a população de outros estados? O que Mendes acha disso?

- ENTRE OS DEMOCRATAS AÉCIO É O PREFERIDO

Sabendo que Aécio Neves é politicamente mais maleável e bonito por fora que o tucano José Serra, Aécio é o candidato tucano preferido para as eleições de 2010 pelos Demos.

Para a vaga de vice na chapa de Aécio José Agripino - que se diz candidato ao senado em 2010, é quase uma unânimidade entre os Democratas.

Em uma enquete onde 48 deputados e 12 senadores teriam participado. A maioria dos democratas seriam contra uma chapa puro-sangue do PSDB (33), apenas 27 acreditam que a oposição teria mais chances de vitória com os dois governadores compondo a chapa.

Alguém tem dúvida se os Democratas estão torcendo por Aécio?

- OGN ACTION AID DIZ QUE BRASIL É O 1. DO MUNDO NO COMBATE A FOME

Dia Mundial da Alimentação a ONG Action Aid reconheceu e apontou o Brasil com o Ministério de Combate a Fome de Patrus Ananias, em primeiro lugar dos países que combatem à fome no mundo.

“É o papel do Estado, e não a riqueza do país, que determina o progresso em relação à fome”, disse Anne Jellema, diretora da ONG

“O Brasil demonstra o que pode ser atingido quando o Estado tem recursos e boa vontade para combater a fome”, disse na certeza de que o Brasil de Lula é um exemplo a ser seguido.

- EM 2010 BRASIL PODE CRESCER 5% APESAR DAS ELEIÇÕES

Apesar das eleições, da oposição e mídia mercenárias trabalharem contra Lula acredita que o Brasil crescerá 5% em 2010.

Lula disse que mantém expectativa de 5% de crescimento e que esta otimista com a geração de empregos
porque os dados apontam crescimento sólido e constante nos índices, com saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada.

Não será maior que 5% por causa das eleições, empresário experiente sabe que um tucano no poder é "imprevisível", o único empresário que gosta e quer tucano no Planalto é o que frequenta o ninho, a maioria sabe que um tucano não vai ganhar em 2010 e continuam investindo no futuro.

E quanto a doar nas campanhas, só no partido do presidente que trouxe constância e segurança para seus negócios e investimentos, claro.

Não pra menos, afinal só um B-U-R-R-O não quer a continuidade do que esta acontecendo hoje no Brasil.

- DEMONSTRAÇÃO PÚBLICA DE INSATISFAÇÃO DOS DEMOS FAZ MÍDIA POLÍTICA TUCANA REAGIR

Em retaliação a insatisfação pela indecisão quanto ao candidato tucano de 2010, quase todos os princípais veículos associados que prestam assessoria de imprensa ao governo tucano paulista hoje levantam suspeitas sobre possíveis irregularidades nas doações eleitorais, como exemplo, da OAS, Serveng Civilisan, Via Engenharia, Gomes Lourenço dentre outras, dos democratas paulistas.

Os veículos tucanos disfarçam dizendo que o motivo desta exposição dos democratas não é porque estão presionando os tucanos por uma definição, mas por que a lei veta doações de concessionárias a candidatos.

Será que alguém tem dúvida de tratar-se de uma armação tucana e sua mídia política, para tentar coloca-los no seu devido lugar, assim, mantém a histórica subserviniência dos demos.

- PARTICIPAÇÃO E INTERESSES TUCANOS NA PRIVATIZAÇÃO DA VALE FICAM PROVADA

Ao que parece as privatizações da Vale do Rio Doce terão que voltar ao banco dos réus.

Denúncia de comentarista no blog do José Dirceu da conta de que a Mulher do Deputado Federal e atual Secretário de Educação do Estado de S. Paulo, o tucano Paulo Renato de Souza seria diretora da Vale do Rio Doce.

A esposa do tucano Paulo Renato não identificada receberia um dos maiores salários do país neste tipo de cargo.

- FOX NEWS AMERICANA PODERÁ CONTRATAR EXPERIENTES "JORNALISTAS" BRASILEIROS

David Axelrod principal assessor de comunicação do governo Obama disse no programa This Week americano que o governo norte-americano começou a tratar a Fox News como um partido político e não como uma rede de notícias.

Rahm Emanuel chefe da casa civil americana disse que outras organizações não deveriam deixar-se guiar pela insidiosa e capciosa Fox News.

Como se vê não tem diferença alguma entre o que ocorre nos EUA e aqui no Brasil, quanto a uma mídia política, mercenária e golpista tentar de toda maneira interferir nos rumos políticos dos dois países.

Taí uma boa oportunidade para alguns calunistas brasilerios tentarem emprego na Fox, experiência golpista não falta a estes.

Mas porque será ninguém áqui ou lá diz que Obama esta tendo aulas com Hugo Chaves, Fidel Castro.

- PMDB DEVERÁ MOSTRAR SUA COESÃO PARA TER A VICE

O jóio do PMDB que não apoia o aliança com o PT para 2010 poderá ser o culpado pelo adiamento, marcado para hoje a noite, de possível anuncio oficial na vaga de vice do PT nas eleições de 2010.

A intenção dos oposicionistas do PMDB, tendo a frente figuras como Jarbas Vasconcelos, Luiz Henrique da Silveira e Orestes Quercia seria atrapalhar as negociações, ao mesmo tempo em que sinalizam ao PSDB a possibilidade de parte do partido apoia-lo em 2010, desde que este decida agora quem será seu candidato a presidência.

Porém, suspeita-se que mesmo anunciado hoje oficialmente a decisão, Michel Temer não será de pronto o indicado para a vaga. Temer deverá ainda comprovar o efetivo controle, colocar ordem no partido sob a grande maioria de seus integrantes.

- TCU, CASA DE FERREIRO ESPETO DE PAU

O TCU orgão responsável pela fiscalização das obras da União, tem ele mesmo uma construção paralisada há um ano por descumprimento de contrato pela empreiteira.

O atraso nas obras já é de ano e sete meses, a previsão era que terminasse em abril passado de 2009, execução física da obra é de apenas 20% do contratado.

Após descobertos que seu "quintal" não é exemplo, Ubiratan Aguiar, presidente do TCU teria amenizado dissendo que "A mesma regra que vale para os outros vale para a gente. Se ficar apurado que houve prejuízo, será cobrado na Justiça".

- GILMAR, DEMOS E PSDB CONTRA LULA E DILMA NO TSE

Instigados por Mendes, DEM e o PSDB com a intenção de paralizar o governo Lula, estariam para protocolar hoje outra uma representação contra o presidente Lula e Dilma Roussef.

Do alto de sua inveja política, agora o argumento mais forte da oposição é que não se tinha visto antes a ministra Dilma fiscalizar in loco obras do PAC - o que já fez várias vezes.

Neste ano o tribunal já rejeitou por unanimidade uma representação por comparações entre os anos de governo Lula e os oito anos perdidos em que Fernando Henrique Cardoso des-governou o País.

- NA ITÁLIA BERLUSCONI CONSEGUIU PIORAR SUA SITUAÇÃO

Uma declaração sobre a falta de beleza de uma rival política provocou a demonstração pública de repulsa de milhares de mulheres italianas, que não tinham tomado partido sobre os escândalos sexuais do primeiro-ministro.

Silvio Berlusconi teria dito a senadora Rosy Bindi que ela era mais bonita do que inteligente, depois disto cerca de 97 mil mulheres assinaram o manifesto "Mulheres ofendidas pelo premiê".

Demonstrações de solidariedade, protestos foram feitos nas cidades de Reggio Emilia, a senadora Bindi respondeu que "não sou uma mulher à sua disposição" o que se tornou um slogan das manifestações, sendo inclusive estampada em camisetas e cartazes.

- PT NÃO TEM COMO CONTROLAR MANIFESTAÇÕES DE APOIO A DILMA

Um dos motivos da representação do DEM e PSDB no TSE seria o fato de Lula ter feito chacota ao que a mídia insiste em acusar.

Na sua visita a transposição do rio São Francisco, Lula usou a palavra comício "não estava previsto comício" teria dito ironizando e referindo-se ao que a imprensa e oposição diariamente o acusam, de estar em campanha.

A verdade é que qualquer sanção que se aplique a Lula, terão também que aplicar a Serra e a Aécio, que diferentemente de Lula, muito mais fácil se pode provar que estão em campanha.

Do News Front

17 de outubro de 2009

PT X PSDB - PT TEM POLÍTICA MACRO-ECONÔMICA FOCADA NOS INTERESSES NACIONAIS

Nas eleições presidenciais de 2002 elegendo Luiz Inácio Lula da Silva os brasileiros manifestaram nas urnas o desejo de realizar profundas mudanças econômicas, sociais e políticas que estivessem de acordo com os verdadeiros interesses nacionais.

As opções econômicas e políticas agora comprovadamente equivocadas adotadas pelo Governo tucano conduziram o País a estagnação, a vulnerabilidade e a sucessivas crises, na década perdida de 1990 tentando superar as crises econômicas acabamos por ficar dependentes dos fluxos financeiros internacionais e com isso diminuiu-se a capacidade de tomarmos decisões soberanas, com uma verdadeira intervenção internacional na soberania nacional.

FHC em entrevista no exterior já admitiu que a política econômica não é a mesma, Lula disse que a política econômica de seu governo "não tem nada a ver" com a do governo Fernando Henrique, mas os agentes do atraso da mídia golpista nacional insistem em dar o crédito da atual construção econômica e social à FH.

Os eleitores brasileiros tiveram a sensibilidade e a percepção de entender que a política econômica recessiva anterior nunca os neneficiária, era feita para o benefício de um grupo que ganhava milhões à custa do atraso da nação, se fosse verdade que a política atual é a do FHC, ainda assim estaria demonstrada a incompetência tucana naqueles períodos "de crises", para constatar isto basta ver os números atuais da econômia brasileira, o mundo esta em crise - a crise das crises, e o Brasil continua crescendo. Como explicar isto?

Mesmo o governo tucano tendo entregado o Brasil falido, quebrado, subjulgado e endividado em 2002 o governo Lula fez o “bolo crescer” e esta agora o esta repartindo, assim, não houve continuidade à mesma política econômica recessiva que esqueceu os brasileiros e fez a alegria dos banqueiros e especuladores do mercado financeiro por uma década.

A política econômica do governo Lula tem profundas diferenças em relação à de FHC, e estas diferenças acentuaram-se na época de Antonio Palocci, - taxas de juros cairam e se adotou políticas que privilegiam o setor “produtivo”, com vistas a retomar o crescimento econômico, sem piratizar o patrimônio público com antigamente e, pior, a atoa, como foi feito pelos tucanos, o dinheiro sumiu, ninguém viu, e até hoje esta por isso mesmo.

Só mudanças na econômia propiciariam taxas de crescimento maiores como vemos hpje, só assim haveria distribuição de renda, hoje o resultado do crescimento do PIB com a distribuição de renda são resultados dessa política diferenciada adotada, e os petistas conseguiram tudo isto, sem vender nada, o que faz concluir que se não era incompetência tucana, era má-fé mesmo.

Dizerem que a política econômica é a mesma, é o que querem que os brasileiros pensem, assim tentam diminuir os feitos do governo petista, a juventude ler e acreditar, tudo bem, mas será que alguém com mais de 30 anos - que não se deixa enganar, que não seja preconceitoso ou um cabeça vazia, acredita mesmo que se um tucano estivesse no Planalto estariamos tendo o progresso, as reservas, a confiança empresarial e a credibilidade internacional que temos hoje?

Se alguém acredita, com certeza não esta tendo o país que merece.

Por Soldadonofront

15 de outubro de 2009

PETISTAS X TUCANOS - MARQUETEIRO TUCANO ILUDE BEM E MANTÉM EMPREGO

Tentando evitar a inevitável colisão das comparações das gestões tucanas neoliberais falidas e da petista nacional progressista, o marqueteiro tucano de nome Gonzáles anuncia que, diferentemente do que achemos que interesse para decidir em quem votar, os tucanos já decidiram por nós: "a pauta das eleições de 2010 serão as BIOGRAFIAS", não querem falar de REALIZAÇÕES dos governos, claro, porque por aí perderiam mais feio ainda.

Em entrevista ao Valor Econômico o marqueteiro revelou também seus planos de continuar a associação político-midiática atual, disse que pretende utilizar a televisão por ser um veículo "impressionista", um veículo de "emoção", que "surpreende" o telespectador - desavisado, em casa.

Bem, já que os tucanos preferem focar e "explorar" as "diferenças entre as biografias" da candidata do PT ao Planalto, ministra Dilma Rousseff - "aquela mulher" como referiu-se na entrevista, e de seu mais provável adversário, o governador de São Paulo, José Serra. Nós blogueiros eleitores da esquerda temos certeza que estas diferenças são muitas.

A primeira diferença seria que um tucano nunca gerenciou um Programa Nacional da envergadura e da importância do PAC, a segunda é que se fossem tucanos no poder este programa nem estaria existindo.

Outra diferença de e biografia seria que Dilma ficou no Brasil lutando contra a ditadura enquanto Serra fugiu - auto exilou-se, no Chile.

Mais uma diferença é que Dilma escreve BraSil com "S", e Serra escreve BraZil com "Z".

Tem a diferença também de que a "desconhecida e ignorada" - por eles, Dilma Rousseff nunca assinou um documento em Cartório e descumpriu, ou mentiu, como José Serra fez.

Outra diferença e a mais importante é que Dilma tem o apoio do melhor presidente dos últimos 50 anos no Brasil, já Serra tem a apoio do pior.

Certamente não faltarão diferenças para serem apontadas, por isto, estamos colhendo mais diferenças no espaço NEWS FRONT abaixo.

Por Soldadonofront

10 de outubro de 2009

FEIO POR DENTRO, POR FORA, SEM RUMO E AINDA É TUCANO - SERRA SE BORRA DE MEDO DE COMPARAÇÕES


A ministra-chefe da Casa Civil e provável candidata a ser eleita presidente do Brasil em outubro de 2010, declarou que será inevitável comparar, no pleito eletivo, as gestões do PSDB e PT nos últimos 16 anos do que cada um fez pelo País. Isso equivale comparar Lula a FHC. O que deixa Serra se borrando de medo.

FHC ajudou Geraldo Alckimin a levar uma sonora surra de Lula em 2006.
A ponto de sumiram com ele dos palanques e do horário político para evitar uma humilhação maior no resultado da eleição.

Em 2010, Serra diz que a disputa não será entre Lula e FHC, tentando fugir da comparação que levará Dilma a ganhar com pelo memos 63% dos votos.
É que Serra já sabe que Lula pendurou o FHC no pescoço dele (José Serra), mesmo porque não dá para olhar a caricatura de Serra com suas gengivas desmedidas, sem ver o semblante cintilando arrogância e demagogia de FHC.

Aliás, tanto quanto difícill é deixar de comparar a gestão de Lula a de FHC, é impossível não ver o ex-presidente por detrás de qualquer tucano.
Em qualquer disputa e em qualquer plano.
E isso é fato.

Eis por que o medo de Serra.
Aí, ele parte na expectativa de suscitar um novo confronto e uma nova polêmica.
E tenta comparar sua gestão à frente do Estado a do Governo Federal, porém evita mencionar o nome do Presidente Lula.

Porque Lula é aquele “cara” que tem (apenas) 83% de aceitação popular. E ele tem uns parcos 20%.
Porque a imensa maioria das obras de maior envergadura atualmente em execução em SP contam com recursos do Governo Federal.

E Serra especializou-se em inaugurar obras feitas pelo governo Lula.
E ainda se presta a ensaiar sutilmente críticas e comparações ao seu (des)governo à administração federal, segundo informa o Estadão – aquele jornal para o qual foi oferecido a prova roubada do Enem por R$ 500.000,00 e que ele não só se “recusou” a comprar, como se dignou a “avisar” o ministro Fernando Haddad, que, provavelmente, irá condecorá-lo com uma medalha por tão nobre e relevante atitude.

Lula e FHC: impossível não compará-los.
Dilma e Serra: se não compará-los, ELA ganha. Se compará-los, ele PERDE.

Por Orlando & Crônicas

8 de outubro de 2009

NEWS FRONT - ASSOCIAÇÃO MUNDIAL DE JORNAIS QUER QUE LULA INTERFIRA NO PODER JUDICIÁRIO A FAVOR DELES

Certamente a pedido de grupos midiáticos brasileiros uma tal Associação Mundial de Jornais, provavelmente um ninho político midiático hegemônico da elite mentirosa e venal mundial, mesmo contrariando a Lei e o que diz a mídia brasileira - de que o Governo não deve interferir nos poderes, agora, em causa própria, quer e insiste que Lula interfira na merecida e legal censura atribuída ao jornal O Estado de S. Paulo.

Um tal de WAN e WEF, braços político-midiáticos associados da direita mundial em nova carta ao Planalto têm o descaramento de externar sua "preocupação" com a última decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF). "Estamos preocupados porque, dois meses após a primeira decisão judicial, a censura se mantém", escrevem.

Nós blogueiros de esquerda somos os maiores defensores da verdadeira liberdade de expressão, não defensores da ilegalidade e das libertinagens de expressão que certos veículos nacionais praticam, inclusive a ampliação da Democracia foi decorrência das nossas lutas. Uma luta que só interessa à reacionária burguesia quando um dos seus é atingido, e que não reprime e priva o Capital e certos políticos de alugar seus escritores, de comprar seus editoriais, de infringir a Lei e de subornar seus jornais.

Em sua vã e reveladora tentativa de defender quem não cumpre a Lei no Brasil, insistem, em favor deles, que o presidente desrespeite as Leis nacionais, e continuam "Respeitosamente lembramos que a proibição legal de produzir reportagens constitui um ato de censura legal e é uma clara violação do direito de livre expressão, o que é garantida pela Constituição brasileira e por numerosas convenções internacionais".

Chamar uns caras destes de Cara de Pau, realmente, é muito pouco.

Por soldadonofront

REVOLUÇÃO MIDIÁTICA - SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER VER

Nas eleições presidenciais brasileiras de 2006 parece ter havido consenso em relação à importância da internet nas muitas avaliações sobre o papel da mídia. O ex-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (INTI), professor Sérgio Amadeu, por exemplo, afirmou:

"O que ocorreu, em 2006, na relação entre internet e a política eleitoral? Os partidos políticos, boa parcela dos formadores de opinião e os cidadãos politicamente ativos e conectados criaram uma série de redes de disseminação de mensagens políticas por diversos meios virtualizados, principalmente sites de relacionamento, blogs, videoblogs e listas de discussão.

Estas redes articularam simpatizantes e foram um meio extremamente veloz de respostas à mídia de massas e de disseminação de versões que logo migravam para o cotidiano presencial. Intensos debates foram travados nos sites de relacionamento e milhares de listas de discussão foram politizadas no cenário de 2006, pois repercutiam os embates trazidos de outros pólos do ciberespaço" (in Venício A. de Lima, org. A mídia nas eleições de 2006; Ed. Fund. Perseu Abramo; 2007; p. 179).

Depois de 2006, veio o processo eleitoral nos Estados Unidos que culminou com a eleição do primeiro presidente negro de sua história. Barack Obama se utilizou largamente da internet, não só para arrecadação de fundos, mas também para a organização de voluntários e a mobilização de novos eleitores, sobretudo jovens. Sua campanha passou a ser vista como uma espécie de turning point em relação à utilização da web na política, inclusive no Brasil, independente das peculiaridades do sistema eleitoral americano e, claro, das imensas diferenças entre as nossas sociedades.

DataSenado e Vox Populi

Um ano antes das eleições presidenciais de 2010, duas pesquisas confirmam enfaticamente o crescimento indiscutível do papel e da importância da internet no processo eleitoral brasileiro.

O DataSenado divulgou, dia 2/10, uma pesquisa nacional que ouviu em setembro, por telefone, 1.088 eleitores, distribuídos pelas 27 capitais, com margem de erro de 3% para mais e para menos (...).

Os resultados (ver quadro abaixo) revelam que a internet (19%) já é o segundo meio de comunicação mais usado pelo eleitor brasileiro para informar-se sobre política, atrás apenas da TV (67%). Jornais e revistas aparecem em terceiro lugar, com 11% e o rádio é preferido por apenas 4% dos entrevistados. Além disso, quase metade dos eleitores (46%) acredita que a principal vantagem da internet nas eleições será a troca de informações e idéias. A possibilidade de facilitar a comunicação entre candidatos e eleitores aparece em segundo lugar, com 28%. Os entrevistados que disseram usar a internet diariamente somaram 58%; 78% acessam sites de notícias e 53% participam de alguma rede social, como Orkut ou Twitter.


A Vox Populi, por outro lado, por intermédio de seu presidente Marcos Coimbra, divulga em artigo publicado em dia 4/10 os resultados de pesquisa – também realizada em setembro – nas oito maiores regiões metropolitanas e no Distrito Federal, mostrando que a proporção de eleitores que usam a internet para se informar sobre política já chega a 36% (...). Informa Coimbra:

"Quase dois terços dessas pessoas se informam exclusivamente em sites de notícias e blogs jornalísticos, enquanto que 7% utilizam somente as redes sociais, como Orkut, Facebook e Twitter com essa finalidade. Os 29% restantes combinam as duas possibilidades. São eleitores que acessam a rede com muita intensidade: cerca de 70% dos que procuram nela essas informações dizem que navegam `todo dia ou quase todo dia´ com esse intuito."

Lições para todos nós

O que os dados mostram – e isso não constitui mais qualquer surpresa – é uma nova realidade da mídia no país. O presidente da Vox Populi comenta:

"Como essas proporções [daqueles que se informam pela internet] só sobem ano a ano, é fácil perceber quão diferente vai ficando nossa sociedade política com o passar do tempo. A cada eleição, a internet aumenta de importância, como vimos já em 2008 nas eleições de muitas capitais, onde foi um elemento decisivo do processo de ascensão e queda de diversos candidatos. Em 2010, todo mundo espera que seja ainda mais relevante."

A grande mídia tradicional, por óbvio, continua relevante, mas não tem mais nem de longe a importância na formação da opinião pública que a ela se atribuiu em passado recente. Nos processos eleitorais, sobretudo, essa importância deve ser totalmente reavaliada. Se compararmos a sociedade brasileira que fez "a primeira eleição presidencial moderna em 1989" com a sociedade em que vivemos hoje, não há como ignorar a imensidão das mudanças ocorridas nas duas últimas décadas.

Só não vê quem não quer.

Por Venício A. de Lima

3 de outubro de 2009

FORA DE PAUTA - O MALABARISMO DOS ANALISTAS DE PESQUISAS

Impressionante como se esforçam os analistas políticos da grande imprensa, para perder todo e qualquer vestígio de credibilidade com o público que consegue raciocinar, e não está hipnotizado pela propaganda política travestida de jornalismo.

São vários episódios em que ficou claro que análises e editoriais desses jornais, se tornaram um amontoado de baboseira ideológica, que vão desde a defesa irracional do modelo fracassado do neoliberalismo, até previsões ‘wishful thinking’ e tentativas torpes de manipulação de opinião.

Um caso recente e bem elucidativo são as análises dos “cientistas” políticos e editoriais sobre resultados de pesquisas para sucessão presidencial nos últimos 15 dias, olha só que samba do crioulo doido:

A pesquisa anterior do SENSUS que apontava Dilma com 24% foi solenemente ignorada por estes senhores e senhoras, simplesmente não foi comentada. Alguns meses depois, após o factóide Lina, testaram o seu poder de manipulação e o instituto Datafolha, ligado ao jornal favorito de José Serra, a Folha de São Paulo, realiza pesquisa que aponta Dilma com 16%, e segundo avaliação anterior a ministra estaria “empacada”. Sem qualquer pudor, a mídia festeja a pesquisa, e diz que Dilma parou de crescer. Alguns dias depois, o Instituto Vox Populi publica pesquisa que mostrava Dilma com 21%, uma discrepancia incomum com o resultado do Datafolha, sendo que as duas pesquisas foram realizadas em períodos de tempo muito próximos.

O que fizeram os editores e analistas, senhores? exatamente o que você pensou…ignoraram a pesquisa Vox Populi, solenemente, assim como fizeram com a anterior do SENSUS. E você achou que as contradições acabaram por aí?

Vem uma nova rodada do SENSUS, que acusa a ministra com 20%, uma queda de 4% em relação a pesquisa anterior do mesmo instituto, a mesma que foi ignorada quando apontava Dilma com 24%. Dessa vez, a pesquisa não só foi divulgada e repercutida como festejada. Ninguém atentou para o fato que o governador de São Paulo bateu em um teto que não ultrapassa há muito tempo, que é o mesma parcela que o seu partido teve nas eleições de 2002 e 2006 e que perdeu ambas para Lula, além disso Serra participou de todas as eleições para cargos majoritários desde 2002, mantendo um ‘recall’ alto em qualquer pesquisa, o que não significa intenção consolidada de voto no ano que vem.

No afã de comemorar uma queda da ministra não perceberam que todas as pesquisas mostram que ela é a mais forte candidata da base do governo, mesmo sem nunca ter disputado uma eleição, que ela está consolidada no patamar de 20% há mais de um ano das eleições e muita gente ainda não sabe que ela é a candidata a presidente de Lula. Não entenderam que a despeito de um bombardeio desonesto da imprensa, que tentou a todo custo lhe atribuir pecha de terrorista, assaltante e mentirosa, sua candidatura só se fortaleceu. Ela já foi “batizada” pela mídia, é forte, resiste a pressão desleal, e que mesmo que a campanha difamatória continue, seus eleitores não pretendem abandoná-la. Além disso, o resultado do SENSUS confirma o Vox Populi (21% x 20%) e desmente o Datafolha (16%). aliás, já são duas pesquisas a desmentir o Datafolha, muito estranho. Mas como a incoerência desses senhores já ultrapassou a fronteira do aceitável há tempos, ninguém se dignou a escrever uma linha sobre a diferença do Datafolha, e comemoraram da mesma forma duas pesquisas que mantinham tantas discrepâncias.

O que se aproxima da comicidade é avaliar que há poucos dias eles comemoravam que a ministra empacou com 16% e agora comemoram que ela caiu para 20%. O pior é que o descompromisso com os fatos é contagioso e as análises equivocadas são repetidas como mantras pelos demais. Das duas uma, ou imaginam que seus leitores/ouvintes/telespectadores são umas lesmas acríticas ou eles mesmos se convenceram das bobagens que falam e escrevem.

Blog do Len

28 de setembro de 2009

PT UNIDO E FORTE - RECEITA DE SALGADINHO, NUNCA MAIS

Muitos de nossos militantes não viveram essa época, mas sabem da história do Partido dos Trabalhadores, sabem de cor e salteado sua trajetória de lutas, as dores que muitos de nossos companheiros sentiram na carne. Quantos choraram lágrimas de sangue e quantos deixaram só a história?

Essa mesma imprensa que ai esta companheiros teve que publicar receitas de doces e salgados, porque nos anos de chumbo a censura era implacável, não existia liberdade de imprensa, não existiam os direitos civis, só a obrigação de idolatrar a rastro de destruição e dor deixados por esses bastardos golpistas, que essa mesma imprensa queria, mas não podia defenestrar.

Muitos de nossos politicos atuais, diga-se aqui: José Serra, Alberto Goldman, FHC e etc., banidos que foram, pelo menos essa é a verdade que nos querem impor até hoje, na vã mas inútil esperança de transformar uma mentira em verdade, tática comumente usada pelos nazistas.

Hoje essa mídia golpista abre espaços gigantescos para senadores detonarem e que o mundo esta elogiando no Brasil, não só sua capacidade em administrar a crise sem abrir grandes feridas, mas também pela forma com o Brasil vem mediando o golpe contra a democracia, contra o estado de direito, contra o povo Hundurenho. Dão declarações que mais me parecem um recado que mandam às nossas instituições.

Depois de uns dias sem me manifestar aqui neste espaço, hoje sou obrigado a ter que tocar nesse assunto que tanta dor e tristeza causaram nos lares brasileiros, a mídia apoio o golpe de militar de 64, a liga das senhoras católicas saiam às ruas vestindo suas roupas caras e reluzentes também manifestavam seu apoio ao crime cometido contra a democracia.

A revolução que tanto pregamos esta em curso, basta ver os inúmeros programas de inclusão que são implementados e postos em prática por esse Governo, pelo governo do PT, pelo Governo do Presidente Lula.

O petista é conhecido pela sua garra no enfrentamento político, por sua determinação, pelas causas assumidas, pelas atitudes tomadas no campo sindical, nos movimentos sociais e pela sua diversidade, mas nunca com a letargia da mansidão bovina, característica própria dessa imprensa golpista, rasteira e vendida no que se refere às mazelas da direita nazifacista que impera no Brasil.

A revolução socialista esta em curso, nossos ideais não são utopias, são possíveis, já são uma realidade, que vejam os Territórios da Cidadania, o ProUni, Projovem, Minha Casa Minha Vida, Programa Nacional de Crédito Fundiário e Combate à Pobreza Rural, Garantia Safra, Seguro Safra, Peti, Bolsa Família e tantas outras políticas de inclusão social, as leis de incentivo à cultura,o crescimento com sustentabilidade e agora o Marco Regulatório do Pré-sal, bilhões de reais investidos para o povo brasileiro, politicas de aproximação com nações antes desprezadas comercialmente e culturalmente. Nosso Presidente com indicies de aprovação nos mais altos niveis e as grandes potências se curvando à nossa capacidade.

Mais um passo da revolução esta sendo dado, em novembro nos reuniremos e definiremos os rumos de nosso partido rumo a consolidação da revolução socialista e democratica, vamos eleger companheiros que coordenarão o processo sucessório do próximo ano e, só assim mostrando nossa união e o nosso comprometimento com as causas sociais, elegendo quem possa efetivamente dar continuidade e consagrar mais um mandato para o PT e assim conduzir esse Brasil para o futuro e ao encontro da Paz.

Bom Dilma meus companheiros e companheiras, esse Brasil é Dilmais.

Por Naza¹³

25 de setembro de 2009

HORA DA VERDADE - A CIRANDA, O JOGO FINANCEIRO MUNDIAL ACABOU !

Tribunal da Humanidade, deve mostrar cartão V-E-R-M-E-L-H-O para agiotas e estelionatários mundiais.


Depois dos banqueiros internacionais pedirem pênico para os Estados, fazerem esta cagada toda na vida da humanidade, agora, na hora da verdade, ainda tem uns que ficam blefando, cantando de galo.

Sou partidário da opinião de que deviam mandar estes banqueiros tudo tomar no c - eles não tão mandando mais nada, a humanidade não pode ficar a mercer de pessoas que, ao menos, foram democrática e legitimamente eleitos por parcela considerável de habitantes do planeta, de um estado organizado.

Tudo bem que daqui por diante um grupo composto pelas maiores economias desenvolvidas e em desenvolvimento assumirá um posto chave na economia global, dando mais voz a economias como Brasil, China e desenhará regras mais duras sobre capital de bancos que devem estar vigentes até o fim de 2012, coincidindo com a era cósmica do D!V!NO!3!20 - que se não era verdade, agora vai ser, porque precisamos dela.

Mas para impor relevante e considerável condição de controle e submissão do Capital aos Estados não falta acontecer mais N-A-D-A. O que se verá do resultado do jogo é que hoje não precisamos nem de guerras para tomar os "Capitais", poucos, talvez nenhum, já não esteja devendo para algum banco estatal.

Esta comprovado que os Capitalistas perderam o embate e o debate de anos, de décadas, de séculos entre Sistemas, culminou que eles mesmos se desmoralizaram, caíram de podres, de mentirosos, e principalmente de dívidas.

Para piorar, tavez por causa, os Socialistas no mundo são a maioria, e não devem se erguer ao ponto que estavam. Desta vez não vão montar e ficar no topo da pirâmide social.

O jogo, a ciranda financeira acabou! As cartas ou as calças?!

Por Soldadonofront

NADA MAIS ATUAL - MARX, LENIN, GRAMSCI E A IMPRENSA BURGUESA

Diante do poder alcançado pela mídia hegemônica e das ilusões ainda existentes sobre seu papel, revisitar as idéias de intelectuais marxistas sobre o tema é da maior importância e causam surpresa por sua enorme atualidade. Marx, Lênin e Gramsci, entre outros pensadores revolucionários, sempre destacaram o papel dos meios de comunicação. Exatamente por entenderem a importância da luta de idéias, do fator subjetivo na transformação da sociedade, fizeram questão de desmascarar o que chamavam, sem meias palavras, de “imprensa burguesa” e de realçar a necessidade da construção de veículos alternativos dos trabalhadores.

Estes dois elementos, a denúncia do caráter de classe da imprensa capitalista e a defesa dos instrumentos próprios dos explorados, são as marcas principais destes intelectuais marxistas. Marx, Lênin e Gramsci dedicaram enorme energia ao trabalho jornalístico, escrevendo centenas de artigos e ajudando a construir vários jornais democráticos e proletários. Foram jornalistas de mão-cheia, produzindo textos que entraram para a história. Sempre estiveram sintonizados com o seu tempo, pulsando a evolução da luta de classes; nunca se descuidaram da forma, da linguagem, para melhor difundir os seus conteúdos revolucionários.

Defesa da liberdade de expressão

Vítimas da violenta perseguição das classes dominantes, os revolucionários nunca toleraram a censura dos opressores e foram os maiores defensores da verdadeira liberdade de expressão. A própria ampliação da democracia foi decorrência das lutas dos trabalhadores, já que nunca interessou à reacionária burguesia. Mas os revolucionários nunca confundiram esta exigência democrática com a proclamada “liberdade de imprensa”, tão alardeada pela burguesia que controla os meios de produção e usa todos os recursos, legais e ilegais, ardilosos e cruéis, para castrar a própria democracia e o avanço das lutas emancipadoras.

Numa fase ainda embrionária do movimento operário-socialista, Karl Marx logo se envolveu na atividade jornalística. Após concluir seu doutorado em filosofia, em 1841, ele pretendia seguir a carreira acadêmica e ingressar na Universidade de Bonn, mas a brutal repressão do governo prussiano inviabilizou tal projeto e o jovem filósofo alemão manteve seu sustento através do jornalismo. Em 1842, ingressou na equipe do jornal Gazeta Renana e virou o seu redator-chefe. Sob sua direção, este periódico democrático triplicou o número de assinantes e ganhou prestígio, mas durou poucos meses e foi fechado pela ditadura prussiana.

Sem ilusões na imprensa burguesa

Na seqüência, entre 1848/49, passou a escrever no jornal Nova Gazeta Renana, que se transformou numa trincheira de resistência ao regime autoritário. Em menos de dois anos, Marx escreveu mais de 500 textos e tornou-se um articulista de sucesso. O combate ao código de censura do governo prussiano resultou na proibição do jornal. Marx ainda escreveu para o Die Press e o New York Tribune sobre política, economia e história. “Era um jornalismo que revelava a minuciosa leitura de Marx, seu alto grau de informação não apenas sobre os fatos e conflitos, como também sobre os atores individuais e a própria imprensa”, relata José Onofre, na apresentação do livro recém-lançado “Karl Marx e a liberdade de imprensa”.

Em sua defesa da liberdade de expressão, ele nunca vacilou na denúncia da ditadura burguesa. Para ele, o jornal deveria ser uma arma de combate à opressão e à exploração e não um veículo neutro. “A função da imprensa é ser o cão-de-guarda, o denunciador incansável dos opressores, o olho onipresente e a boca onipresente do espírito do povo que guarda com ciúme sua liberdade”. Em outro texto, afirma: “O dever da imprensa é tomar a palavra em favor dos oprimidos a sua volta. O primeiro dever da imprensa é minar todas as bases do sistema político existente”. Por estas idéias libertárias, ele foi processado e perseguido.

Poder do capital sobre a imprensa

Outro que nunca se iludiu foi Vladimir Lênin. Atuando num período da ascensão revolucionária, ele foi ainda mais duro no combate aos jornais burgueses. Num texto intitulado “a liberdade de imprensa do capitalismo”, ele desnuda esta falácia. “A ‘liberdade de imprensa’ é também uma das principais palavras de ordem da ‘democracia pura’. Os operários sabem e os socialistas de todos os países reconheceram-no milhares de vezes que esta liberdade é um engano enquanto as melhores impressoras e os estoques de papel forem açambarcados pelos capitalistas, e enquanto subsistir o poder do capital sobre a imprensa”.

“Com vista a conquistar a igualdade efetiva e a verdadeira democracia para os trabalhadores, é preciso começar por privar o capital da possibilidade de alugar escritores, de comprar editoriais e de subornar jornais, mas para isso é necessário destruir o jugo do capital... Os capitalistas chamam sempre ‘liberdade’ à liberdade para os ricos de manterem seus lucros e liberdade para os operários de morrerem à fome. Os capitalistas denominam de liberdade de imprensa a liberdade de suborno da imprensa pelos ricos, a liberdade de usar a riqueza para forjar e falsear a chamada opinião pública”. Nada mais atual!

Numa outra fase histórica, em que o setor da comunicação ainda não era um poderoso ramo da economia, Lênin chegou a se contrapor à participação dos comunistas na imprensa burguesa. “Poder-se-á admitir que colaborem nos jornais burgueses? Não. A semelhante colaboração se opõe tanto as razões teóricas como a linha política e a prática da social-democracia... Dir-nos-ão que não há regra sem exceção. O que é indiscutível. Não se pode condenar o camarada que, vivendo no exílio, escreve num jornal qualquer. É por vezes difícil criticar um social-democrata que, para ganhar a vida, colabora numa seção secundária de um jornal burguês”. Mas, para ele, tais casos deveriam ser encarados como exceção e com princípios.

“Boicote, boicote, boicote”

Para encerrar este bloco, que evidencia que os marxistas nunca nutriram ilusões sobre o caráter de classe da imprensa burguesa e nem se embasbacaram com o seu poder de sedução, vale reproduzir uma longa citação de Antonio Gramsci, o revolucionário italiano de padeceu onze anos nos cárceres. No texto “Os jornais e os operários”, escrito em 1916, ele faz uma conclamação aos trabalhadores que bem poderia servir para uma campanha contra a revista Veja e outros veículos da mídia brasileira na atualidade:

Para ele, a assinatura de jornal burguês “é uma escolha cheia de insídias e de perigos que deveria ser feita com consciência, com critério e depois de amadurecida reflexão. Antes de mais, o operário deve negar decididamente qualquer solidariedade com o jornal burguês. Deveria recordar-se sempre, sempre, sempre, que o jornal burguês (qualquer que seja sua cor) é um instrumento de luta movido por idéias e interesses que estão em contraste com os seus. Tudo o que se publica é constantemente influenciado por uma idéia: servir à classe dominante, o que se traduz sem dúvida num fato: combater a classe trabalhadora. E, de fato, da primeira à última linha, o jornal burguês sente e revela esta preocupação”.

“Todos os dias, pois, sucede a este mesmo operário a possibilidade de poder constatar pessoalmente que os jornais burgueses apresentam os fatos, mesmo os mais simples, de modo a favorecer a classe burguesa e a política burguesa em prejuízo da política e da classe operária. Rebenta uma greve! Para o jornal burguês os operários nunca têm razão. Há uma manifestação! Os manifestantes, apenas porque são operários, são sempre tumultuosos e malfeitores. E não falemos daqueles casos em que o jornal burguês ou cala, ou deturpa, ou falsifica para enganar, iludir e manter na ignorância o público trabalhador. Apesar disso, a aquiescência culposa do operário em relação ao jornal burguês é sem limites”.

“É preciso reagir contra ela e despertar o operário para a exata avaliação da realidade. É preciso dizer e repetir que a moeda atirada distraidamente é um projétil oferecido ao jornal burguês que o lançará depois, no momento oportuno, contra a massa operária. Se os operários se persuadirem desta elementar verdade, aprenderiam a boicotar a imprensa burguesa, em bloco e com a mesma disciplina com que a burguesia boicota os jornais operários, isto é, a imprensa socialista. Não contribuam com dinheiro para a imprensa burguesa que vos é adversária: eis qual deve ser o nosso grito de guerra neste momento, caracterizado pela campanha de assinatura de todos os jornais burgueses: Boicotem, boicotem, boicotem!”.

Construtores da Imprensa Revolucionária

Exatamente por não nutrirem ilusões na imprensa burguesa, Marx, Lênin e Gramsci sempre investiram na construção de instrumentos próprios das forças contrárias à lógica do capital. Segundo o biógrafo David Riazanov, “a Nova Gazeta Renana tratava de todas as questões importantes, de sorte que o jornal pode ser considerado um modelo de periódico revolucionário. Nenhum outro periódico russo nem europeu chegou à altura da Nova Gazeta... Seus artigos não perderam nada de sua atualidade, de seu ardor revolucionário, de sua agudeza na análise dos acontecimentos. Ao lê-los, sobretudo os de Marx, acreditamos assistir à história da revolução alemã e da revolução francesa, tão vivo é o estilo, como profundo é o sentido”.

Já Lênin, que viveu numa fase de efervescência revolucionária, dedicou boa parte das suas energias para construção de jornais socialistas – dos mais diferentes tipos, sempre sintonizados com a evolução da luta de classes. Iskra, Vperiod, Pravda, Proletari, Rabotchaia Pravda, Nievskaia Svesdá, entre outros jornais organizados e dirigidos por ele, servirão para agregar as forças de esquerda, fazer agitação nas fábricas, aprofundar os debates ideológicos e construir o partido. Na sua mais célebre definição, Lênin sintetizou:

“O jornal não é apenas um propagandista coletivo e um agitador coletivo. Ele é, também, um organizador coletivo. Neste último sentido, ele pode ser comparado com os andaimes que são levantados ao redor de um edifício em construção, que assinala os contornos, facilitam as relações entre os diferentes pedreiros, ajudam-lhes a distribuírem tarefas e a observar os resultados gerais alcançados pelo trabalho organizado”. A reacionária burguesia russa logo entendeu o perigo representado por estes jornais, tanto que os reprimiu ferozmente. No caso do Pravda, de um total de 270 edições, 110 foram objeto de ações judiciais e os seus redatores foram condenados a um total de 472 anos de prisão. Mas isto não abrandou o seu vigor!

Atualidade das noções marxistas

No caso de Gramsci, o longo período de cárcere dificultou a sua atividade jornalística e castrou seu desejo de organizar a imprensa operária. Antes da prisão, ele editou vários jornais de fábrica e empenhou-se na difusão do Ordine Nuovo. Na sua rica elaboração sobre o papel dos intelectuais e a luta pela hegemonia, ele chega a afirmar que, em momentos de crise, o jornal pode funcionar como partido político, ajudando a desnudar a ideologia dominante e a construir a ação contra-hegemônica do proletariado. Para ele, o momento da desconstrução do velho é, ao mesmo tempo, o da construção do novo.

As contribuições de Gramsci servem para desmistificar o papel da mídia hoje, mantendo impressionante atualidade. Para ele, a imprensa burguesa é um “aparelho privado de hegemonia”, capaz de disputar os rumos da sociedade por meio de uma verdadeira guerra de posições em todas as “trincheiras ideológicas”. Através da imprensa privada e mercantil, que objetiva o lucro e que faz da notícia uma mera mercadoria, a burguesia tenta se aparentar como representante da esfera pública. Além disso, em momentos de crise da ideologia dominante e de fratura dos partidos burgueses, a imprensa se apresenta como “o partido do capital”, que organiza e amalgama os interesses das várias frações de classe da burguesia.

Nota:

Exposição apresentada durante o 12º Curso Anual do Núcleo Piratininga de Comunicação (CNC), em 02 de dezembro, no Rio de Janeiro.

Por Altamiro Borges, jornalista, Secretário de Comunicação do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro "As encruzilhadas do sindicalismo" (Editora Anita Garibaldi, 2ª edição)
A Notícia Como Verdade - Os jornalistas estão enterrando o jornalismo

Começa a chover. Não me ocorre outra idéia para me proteger do aguaceiro: paro na banca para comprar um jornal. Em época de "crise econômica", eis um belo investimento, com retorno imediato: além de me brindar com notícias interessantes, o jornal, quando dobrado e erguido sobre a cabeça, cumpre garbosamente a função de guarda-chuva.

O jornal é de São Paulo.Poderia - perfeitamente - ser do Rio de Janeiro ou de qualquer outro estado brasileiro.Eu disse "notícias interessantes" ? Em nome da verdade,retiro o que disse.

Pelo seguinte: não sou nenhum fanático por informação, não passo quatorze horas por dia conectado, não sou desses jornalistas que, à falta do que fazer na vida, acham que não existe nada sob o sol além do jornalismo. Em suma: considero-me apenas um consumidor mediano de notícias. Ainda assim, eu já sabia de noventa e cinco por cento do que aquele jornal tentava me dizer na primeira página.

O que o jornal me dizia, nos títulos ? Que o São Paulo "abre cinco pontos sobre o Grêmio". Que novidade! Qualquer criança de dois anos que tivesse passado diante de um aparelho de TV na véspera já sabia. Nem preciso falar da Internet. "Chuvas em Santa Catarina matam 20". Que novidade! "Obama divulga nomes de cargos-chave". Que novidade! "EUA podem injetar até US$ 100 bi no Citigroup". Que novidade!

Não é exagero: eu já tinha recebido todas essas informações na véspera.

Tive a tentação de voltar à banca, para pedir meus dois reais e cinquenta de volta. Mas, não: resolvi dar um crédito de confiança ao jornal. Quem sabe, como guarda-chuva ele teria uma atuação melhor. Teve.

De tudo o que estava nos títulos da primeira página do jornal, só uma informação era "novidade" para mim: "Brasil será o único país do mundo que não eliminou hanseníase". Conclusão: o jornal estava me oferecendo pouco, muito pouco, pouquíssimo.

Tenho certeza absoluta de que milhares de leitores, quando abrem os jornais de manhã, são invadidos pela mesmíssimo sentimento: em nome de São Gutemberg, para quem estes jornalistas acham que estão escrevendo ? Em que planeta os editores de primeira página vivem ? Por acaso eles pensam que os leitores são marcianos recém-desembarcados no planeta ? Ninguém avisou a esses jornalistas que a TV e os milhões de sites de notícias já divulgaram, desde a véspera, as mesmíssimas informações que eles agora repetem feito papagaios no nobilíssimo espaço da primeira página ?

Os autores dessas obras-primas ( primeiras páginas que não trazem uma única novidade para o leitor médio!) são, com certeza, jornalistas que temem pelo futuro do jornal impresso.
É triste dizer, mas eles estão cobertos de razão: feitos desse jeito, os jornais impressos estão, sim, caminhando celeremente para o mausoléu. Não resistirão.

Os coveiros da imprensa estão trabalhando freneticamente: são aqueles profissionais que aplicam cem por cento de suas energias para conceber produtos burocráticos, óbvios, chatos, soporíferos e repetitivos.

Em suma: os jornalistas estão matando o jornalismo.

Quem já passou quinze segundos numa redação é perfeitamente capaz de identificar os coveiros do jornalismo: são burocratas entediados e pretensiosos que vivem erguendo barreiras para impedir que histórias interessantes cheguem ao conhecimento do público. Ou então queimam neurônios tentando descobrir qual é a maneira menos atraente, mais fria e mais burocrática de transmitir ao público algo que, na essência, pode ser espetacular e surpreendente: a Grande Marcha dos Fatos.

Qualquer criança desdentada sabe que não existe nada tão fácil na profissão quanto "derrubar" uma matéria. Há sempre um idiota de plantão para dizer : "ah, não, o jornal X já deu uma nota sobre esse assunto"; "ah, não, o jornal Y publicou há trinta anos algo parecido" e assim por diante. O resultado desse exercício de trucidamento jornalístico é o que se vê: uma imprensa chata, chata, chata, chata. É raríssimo aparecer um salvador de pátria que pergunte: por que jogar notícias no lixo, oh paspalhos ? Por que é que vocês não procuram uma maneira interessante e original de contar - e oferecer ao publico - uma história ? Haverá sempre uma saída!

A regra vale para jornal impresso, revista, rádio, TV, internet, o escambau.

Mas, não. Contam-se nos dedos da mão de um mutilado de guerra os jornalistas que devotam o melhor de suas energias para fazer um jornalismo vívido e interessante. Já os burocratas e assassinos, numerosíssimos, continuam golpeando o Jornalismo aos poucos. Vão matá-lo, cedo ou tarde, é claro.

Não há organismo que resista à repetição dos botes dos abutres ( um dia, quando estiver prostrado à beira de um pedaço de mar verde da porção nordeste do Brasil, farei - de memória - uma lista dos crimes que já vi serem cometidos, impunemente, nas redações. Se tiver paciência para juntar sujeito e predicado, prometo que farei um post. Almas ingênuas podem acreditar que absurdos não acontecem com frequência nos zoológicos jornalísticos. Mas, em verdade, vos digo: acontecem, diariamente. O pior, o trágico, o cômico, o indefensável é que os assassinos do Jornalismo são gratificados com férias, décimo-terceiro, plano de saúde, aposentadoria, seguro de vida e vale-alimentação. Detalhe: lá no fundo, devem achar que ganham pouco....Quá-quá-quá).

Um detalhe inacreditável: em qualquer roda de conversa numa redação, em qualquer congresso ( zzzzzzzzzzz) de Jornalismo, é possível ouvir que há saídas simplíssimas. Bastaria tomar - por exemplo - providências estritamente "técnicas": em vez de repetir papagaiamente(*) nos títulos aquilo que a TV e a internet já cansaram de divulgar, por que é que os jornais não destacam na primeira página a informação inédita, o ângulo pouco explorado, o detalhe capaz de prender a atenção do coitado do leitor na banca ? Pode parecer o óbvio dos óbvios, mas nenhum jornal faz. Qualquer lesma semi-alfabetizada sabe, mas nenhum jornal faz. Se fizessem este esforço, os jornais poderiam, quem sabe, atiçar a curiosidade do leitor indefeso que entra numa banca em busca de uma leitura atraente. Coitado. Não encontrará. É mais fácil encontrar um neurônio em atividade no cérebro de Gretchen.

Fiz um teste que poderia ser aplicado a qualquer estagiário de jornalismo: tentar achar, no exemplar que tenho em mãos, informações que rendam títulos menos burocráticos e mais atraentes do que os que o jornal trouxe na primeira página. Em quinze segundos, pude constatar que havia,sim, no texto das matérias, informações mais interessantes do que as que foram destacadas nos títulos óbvios. Um exemplo, entre tantos: a chamada do futebol na primeira página dizia "São Paulo abre 5 pontos sobre o Grêmio". Por que não algo como "TREINADOR PROÍBE COMEMORAÇÃO ANTECIPADA NO SÃO PAULO" ou "JOGADORES DO SÃO PAULO PROBIDOS DE IR A PROGRAMAS DE TV" ? A matéria sobre as enchentes dizia que, depois do maior temporal dos últimos dez anos, Santa Catarina enfrentava racionamento de água potável - um duplo castigo. E assim por diante. Daria para fazer dez chamadas diferentes. Mas.....o jornal repete na manchete o que a TV já tinha dito.

Quanto ao futebol: com toda certeza, as informações que ficaram escondidas no texto eram mais atraentes do que a mera contagem de pontos que o jornal estampou no título da primeira página! Afinal, cem por cento dos torcedores do São Paulo já sabiam, desde a véspera, que o time disparara na liderança. Não é exagero dizer: cem por cento sabiam. Mas, a não ser os fanáticos por resenhas esportivas, poucos sabiam que o treinador tinha proibido os jogadores de participarem de programas de TV, para evitar comemorações antecipadas. Por que, então, esconder o detalhe mais interessante ? É o que os editores fazem: tratam de sepultar a informação mais atraente em algum parágrafo remoto, lá dentro do jornal. Depois, querem que o leitor saia da banca satisfeito por ter pago para ler o que já sabia....

Estão loucos.

Resumo da ópera: os assassinos do Jornalismo, comprovadamente, são os jornalistas. É uma gentalha pretensiosa porque acha que pode decidir, impunemente, o que é que o leitor deve saber. Coitados. O que os abutres fazem, na maior parte do tempo, em todas as redações, sem exceção, é simplesmente tornar chata e burocrática uma profissão que, em tese, tinha tudo para ser vibrante e atraente.

Mas nem tudo há de se perder. Os jornais podem, perfeitamente, ser usados como guarda-chuva. Fiz o teste. O resultado foi bom: cheguei tecnicamente enxuto ao destino.

(*)Papagaiamente: neologismo que acabo de criar, iluminado por uma inspiração animalesca.

Por Geneton Moraes Neto

A ditadura ainda sobrevive

A ditadura ainda sobrevive
Há 44 anos atrás, os mesmos jornais do PIG (Partido da Imprensa Golpista) que hoje querem derrubar Lula e seus ministros, publicavam manchetes mentirosas para apoiar a derrubada do presidente João Goulart: Estadão, Folha de São Paulo, O Globo, a Editora Abril...

O Brasil foi redemocratizado com a constituinte de 1988, mas da ditadura de 1964 sobrou o entulho do PIG.

As notícias obedecem à ditadura das mesmas famílias donas dos mesmos jornais e TVs golpistas de 1964: Marinhos, Civitas, Mesquitas e Frias.

Os ditadores da mídia, censuram o que sai em seu jornais, rádios e TVs. Publicam notícias favoráveis para os "amigos" e para os "inimigos" fabricam crises e dossiês, por mais falsos e absurdos que sejam.

O mais recente é o "dossiê" FHC, para derrubar Dilma.

O instinto golpista continua o mesmo de 1964. Querem retomar de assalto o Estado brasileiro em 2010 a qualquer preço.

Para relembrar a falta de pudor em publicar mentiras, vejam a manchete recheada de escárnio e cinismo do jornal O Globo em 01/04/1964: "Fugiu Goulart e a Democracia está sendo restabelecida".

Goulart estava em Porto Alegre, em território nacional - portanto em pleno exercício da presidência - na casa do General Ladário, acompanhando o desdobrar dos acontecimentos.

Tancredo Neves, aliado de Jango na época, leu mensagem oficial do presidente no Congresso Nacional indicando o paradeiro em Porto Alegre, diante da UDN golpista.

O Globo publicou a manchete mentirosa para desestimular qualquer resistência popular e militar, dando respaldo aos golpistas.

João Goulart, vendo-se isolado, com apoio apenas do III Exército do Rio Grande do Sul, em minoria no apoio militar, só no dia seguinte à manchete mentirosa, exilou-se.

Folha, Estadão e O Globo tem vergonha enrustida de suas páginas mentirosas em 1o. de Abril de 1964. Foi dificíl encontrar a capa de "O Globo" na internet. A capa da Folha e do Estadão não se encontra. Querem apagar o passado de mentiras e saudações à ditadura.

As mentiras que lhes interessam hoje, são outras.

O PIG junto com os legítimos herdeiros da ditadura, os Demos (ex-PFL, ex-ARENA, ex-UDN) e os tucanos, que aderiram mais tarde ao golpismo midiático para retomarem o poder, são a atual ditadura a ser combatida.

Com a Internet, a TV digital que abrirá mais canais, a TV pública e rádios comunitárias, haveremos de democratizar a informação no Brasil, e libertarmo-nos desta ditadura disfarçada de informação.

By Zé August

Marx e Engels


Para um marxista, um partido revolucionário é, em primeiro lugar, programa, métodos, idéias e tradições e, só depois, uma organização e um aparelho (que sem dúvida têm importância) para levar estas idéias a amplas camadas de trabalhadores. O partido marxista, desde o seu início, deve basear-se na teoria e no programa, que é o resumo da experiência histórica geral do proletariado.

Esta é a primeira parte do problema. Mas só a primeira parte. A segunda é mais complicada: Como chegar às massas de trabalhadores com o nosso programa e as nossas idéias? Não é uma questão simples. Para os sectários, isso não é nenhum problema. Basta citar Lenine sobre a necessidade de "um partido revolucionário independente". Simplesmente nos proclamamos como tal e chamamos os trabalhadores a unirem-se a nós! A necessidade de construir um partido revolucionário independente é o “ABC” para os marxistas. Mas para além do “ABC” existem outras letras no alfabeto e uma criança que só repetisse as primeiras letras depois de alguns anos de escola não seria considerada muito esperta.No seu artigo Sectarismo, Centrismo e a Quarta Internacional (1935), Trotsky caracteriza os sectários da seguinte maneira:"O sectário vê a vida da sociedade como uma grande escola na qual ele é o professor. Em sua opinião, a classe trabalhadora deveria deixar de lado outras coisas menos importantes e sentar-se ordenadamente ao redor da sua tarimba. Então a tarefa estaria resolvida.

Apesar de jurar pelo marxismo em cada frase, o sectário é a negação direta do materialismo dialético, que toma a experiência como ponto de partida e sempre regressa a ela. Um sectário não entende a ação e reação dialética entre um programa acabado e a luta de massas viva, ou seja, imperfeita, inacabada. O sectarismo é hostil à dialética (não em palavras, mas em atos) no sentido em que volta as costas ao desenvolvimento real da classe trabalhadora". (Trotsky, Escritos, 1935-36.)No documento fundador do movimento marxista, O Manifesto Comunista, Marx e Engels explicam que:"Em que relação se encontram os comunistas com os proletários em geral?

Os comunistas não são um partido particular face aos outros partidos operários. Não têm interesses separados dos interesses de todo o proletariado. Não estabelecem princípios segundo os quais pretendam moldar o movimento proletário.

Os comunistas distinguem-se dos demais partidos proletários apenas porque, por um lado, nas diferentes lutas nacionais dos proletários acentuam e fazem valer os interesses comuns, independentes da nacionalidade, do proletariado na sua totalidade, e porque, por outro lado, nas várias etapas de desenvolvimento por que passa a luta entre o proletariado e a burguesia representam sempre o interesse do movimento na sua totalidade.

Os comunistas são, pois, praticamente, o setor mais decidido, sempre impulsionador, dos partidos operários de todos os países; teoricamente, têm, em avanço sobre a restante massa do proletariado, a compreensão das condições, do curso e dos resultados gerais do movimento proletário."Os fundadores do socialismo científico sempre partiram do movimento tal como era, e aplicaram as táticas mais hábeis para contatar com o autêntico movimento das massas e fertilizá-lo com o programa do marxismo revolucionário. Isto significava, inicialmente, aparecer como a extrema esquerda do movimento democrático.

O trabalho de Marx em redor da Nova Gazeta Renana foi um modelo de agitação revolucionária que combinava a luta por reivindicações democráticas mais avançadas com uma defesa implacável do ponto de vista independente de classe do proletariado.A Liga dos comunistas foi, desde o princípio, uma organização internacional. Não obstante, a formação da Associação Internacional dos Trabalhadores (a Primeira Internacional), em 1864, constituiu um passo qualitativo à frente. A tarefa histórica da Primeira internacional foi a de estabelecer os princípios fundamentais, o programa, a estratégia e a táctica do marxismo revolucionário à escala internacional. De todas as formas, na sua concepção, a AIT não era uma Internacional Marxista, mas uma organização extremamente heterogênea, composta por sindicalistas reformistas britânicos, proudhonistas franceses, italianos seguidores de Mazzini, anarquistas e outros do estilo. Combinando a firmeza nos princípios com uma grande flexibilidade tática, Marx e Engels, gradualmente, ganharam a maioria. Numa carta a Engels, Marx explicava que tinham de usar de extremo tato, especialmente na hora de combater os preconceitos dos "trade-unistas" britânicos. Numa frase muito apropriada, Marx disse que sempre era "flexível na forma, mas audaz no conteúdo". Esta frase resume a atitude dos marxistas no seu trabalho nas organizações operárias reformistas.

A AIT conseguiu assentar as bases teóricas para uma genuína Internacional revolucionária. Mas nunca foi uma autêntica Internacional de massas. Foi realmente uma antecipação do futuro. A derrota da Comuna de Paris teve um efeito desorientador sobre as débeis forças da Primeira Internacional que entrou em crise, agravada pelas intrigas dos bakuninistas (anarquistas). Para evitar que a Internacional caísse nas mãos dos bakuninistas, Marx e Engels primeiro transferiram a sede para os Estados Unidos e, depois, decidiram dissolvê-la em 1872.

Apesar de continuarem a defender os princípios do internacionalismo, durante um período Marx e Engels estiveram sem uma organização internacional.

Do Universidade Vermelha
Este diário eletrônico focaliza as manifestações e as notícias chegadas e pouco ou nada vistas em alguns ditadores veículos de opinião publicada - movidos pelos mesmos interesses inconfessáveis de quem no passado julgou, condenou e crucificou Jesus Cristo, primeiro o perseguido político conhecido.


NESTA ENCRUZILHADA DA HUMANIDADE A HISTÓRIA ACONSELHA A PEGAR A VIA DA ESQUERDA

O homem é mortal por seus temores e imortal por seus desejos. Pitágoras

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- NA REALIDADE -

As grandes corporações midiáticas não são independentes: operam politicamente a serviço dos interesses dos grandes grupos econômicos que os controlam. Não há liberdade de expressão da sociedade, mas liberdade de manipulação para os proprietários dos meios, que atuam em razão dos interesses das corporações que os dirigem.

A possibilidade de nos podermos expressar publicamente, é apenas de alguns, quase sempre profissionais da política e do jornalismo. A maioria dos cidadãos vêem-se reduzidos ao papel de leitores, radiouvintes e telespectadores. Apenas alguns têm a oportunidade de expor as suas opiniões por escrito. Ainda que os jornais reservem um espaço próprio para os leitores, na secção Cartas do Diretor, por exemplo. Mas até mesmo esta ínfima possibilidade de nos fazermos ouvir, depende da decisão do jornal e não do autor da carta. Por Magnólia, lobotomia midiatica blogspot.

ERROS DA HISTÓRIA

Traição ao Socialismo foi causa de extinção da URSS

A afirmação foi feita por dois militantes comunistas norte-americanos ao jornal Avante!, do Partido Comunista Português, em entrevista publicada sobre o exaustivo estudo que os dois fizeram em um livro dedicado às causas da derrota do socialismo e à desagregação da URSS, malogro que significou uma perda incalculável para os trabalhadores e povos oprimidos de todo o mundo.

Leia a íntegra da entrevista.

Roger Keeran e Thomas Kenny são militantes comunistas norte-americanos. Roger é historiador com obra publicada e professor universitário. Thomas é economista. Amigos de longa data, lançaram-se juntos no estudo e aprofundamento das causas que levaram à derrota do socialismo e à desagregação da URSS, malogro que significou uma perda incalculável para os trabalhadores e povos oprimidos de todo o mundo. As reveladoras conclusões a que chegaram estão expostas no seu livro Socialismo Traído, recentemente publicado pelas Edições Avante!

Desde quando e porquê se interessaram pela investigação das causas da derrota do socialismo e do colapso da União Soviética?

Thomas Kenny – Tanto eu como o Roger considerámos os acontecimentos entre 1989 e 1991, o colapso do socialismo europeu, como um desastre titânico. Após 1991 pensámos que a história do socialismo suscitaria o interesse de muitos investigadores e que haveria uma avalanche de publicações sobre o assunto. Mas enganámo-nos, não houve nada, apenas silêncio. Apesar de este não ser o campo de trabalho de nenhum de nós, decidimos especializar-nos nesta área para fazer a investigação, lendo toda a literatura que encontrámos disponível. Trabalhámos durante quatro anos, entre 1991 e 2004, ano em que publicámos o livro nos Estados Unidos com as conclusões do estudo.

Mas o que nos levou realmente a tentar determinar as causas do colapso foi o fato de a teoria em que acreditamos não "autorizar" tal situação. O colapso do socialismo estava em contradição com tudo aquilo em que acreditávamos. Nunca pensámos que fosse possível destruir o socialismo, antes pelo contrário acreditávamos firmemente que o socialismo iria desenvolver-se e crescer continuamente.

O materialismo histórico estaria afinal errado?…

TK – Não. Estávamos certos de que, enquanto método, o materialismo histórico permanecia válido, mas interrogámo-nos por que é que nada se disse sobre isto? Precisámos de muitas leituras e mais de um ano e meio até começarmos a identificar algumas peças deste quebra-cabeças e nos darmos conta do peso da chamada "segunda economia" na União Soviética, fator que se revelou decisivo nas nossas conclusões.

Roger Keeran – Nós acreditávamos que o socialismo do século 21 precisava saber o que é que tinha acontecido ao socialismo do século 20. Depois da Revolução de Outubro, o acontecimento mais importante do século 20 foi, talvez, a destruição da União Soviética e do socialismo na Europa.

Existe a idéia de que a perestróika constituiu uma resposta a uma crise econômica, social, política, cultural, ideológica, moral e partidária, consequência de graves deformações ao ideal socialista, de distorções, erros e atrasos acumulados ao longo de muitos anos. Afirma-se que o "modelo" soviético de socialismo havia esgotado as suas potencialidades de desenvolvimento, tornando-se necessário proceder a reformas radicais. Querem comentar?

RK – É natural que perante um passo atrás tão tremendo as pessoas tendam a reagir com exagero na avaliação das suas causas. Não havia crise nenhuma na União Soviética, havia problemas, mas não uma crise…

Mas para a maioria das pessoas é uma evidência de que só uma profunda crise poderia provocar tal catástrofe...

RK – Acho que podemos sintetizar o nosso ponto de vista do seguinte modo: não foi a doença que matou o socialismo mas sim a cura. Ao contrário do que muitos pensam, não havia sinais de uma crise: não havia desemprego, inflação, manifestações, etc.

Mas isto não significa que não houvesse problemas. É claro que os havia, principalmente no plano econômico, muito deles agravados no período de Bréjnev, cuja liderança se caracterizou por uma passividade e falta de vontade para enfrentar os problemas. Neste sentido podemos dizer que houve uma espécie de "estagnação", apesar de não gostarmos desta palavra, já que significa ausência de crescimento, o que não corresponde à verdade.

Os problemas econômicos agravaram-se a partir de que altura?

TK – A taxa de crescimento da economia começou a abrandar a partir da época de Khruchov, passando de 10 a 15 por cento ao ano para cinco, quatro e três por cento. Houve uma clara desaceleração, mas continuou a observar-se um crescimento respeitável segundo os padrões capitalistas, o que permitiu elevar continuamente o nível de vida na União Soviética. Em 1985 o nível de vida tinha atingido o seu ponto máximo.

No plano das nacionalidades, não se observavam conflitos ou contradições nacionais relevantes entre os povos da União Soviética. Havia problemas, dificuldades, mas não uma crise.

No plano internacional, a URSS estava sob pressão do imperialismo norte-americano. A administração Reagan aumentou a pressão militar, econômica e diplomática. Também identificámos problemas no interior do partido que exigiam reformas. Mas a questão principal era outra.

"Só com Gorbatchov a direita triunfou"

Se, como afirmam, o socialismo não estava em crise, qual a origem das reformas destruidoras realizadas no final dos anos 80 na URSS?

TK - Ao longo da história da União Soviética digladiaram-se sempre duas tendências na política soviética: uma ala de direita, que defendia a incorporação de formas e idéias capitalistas, e uma ala de esquerda que apostava na luta de classes, num partido comunista forte e na defesa intransigente das posições da classe operária.

De resto, encontramos estas duas correntes mesmo antes da revolução de Outubro. Os mencheviques, por um lado, e os bolcheviques por outro. Mais tarde esta luta é polarizada por Bukhárin e Stálin, Khruchov e Mólotov, Bréjnev e Andrópov, Gorbatchov e Ligatchov. Toda a história da URSS pode ser vista à luz da luta entre estas duas correntes. No entanto, só com Gorbatchov a ala direita obteve um triunfo completo.

RK – Bréjnev, com a sua política de estabilidade de quadros e o seu receio de fazer ondas, deixou uma direção extremamente envelhecida e permitiu que se agravassem vários problemas na economia e na sociedade.

A carência de alguns produtos, sobretudo os de alta qualidade, o desenvolvimento da "segunda economia", a corrupção de dirigentes do partido, tudo isto desagradava às pessoas. Quando Gorbatchov prometeu resolver estes problemas, quase toda a gente concordou. Parecia que finalmente tinha aparecido alguém com vontade de mudar as coisas para melhor.

Todavia, alguns apontam como causas do colapso a degeneração do partido comunista, o fato de o trabalho coletivo ter sido substituído a dada altura por um pequeno círculo de dirigentes e mesmo por um só dirigente individualmente; a democracia partidária ter sido estrangulada por um sistema burocrático centralizado; a indesejável fusão e confusão entre as estruturas do partido e do Estado; o afastamento do partido das massas; o fracasso da democracia socialista que era apresentada como um tipo superior de democracia. De acordo com esta tese, o povo soviético foi despojado do poder político e isso foi fatal para o socialismo. Concordam?

TK - A visão de que a União Soviética sofria de um déficit democrático e de um excesso de centralização está muito espalhada entre socialistas reformistas, sociais-democratas, historiadores burgueses e mesmo entre alguns comunistas, mas, na nossa opinião, é uma visão errada e exagerada dos problemas da democracia soviética.

Apesar de alguns problemas, a democracia soviética tinha uma grande vitalidade. Cerca de 35 milhões de trabalhadores participavam diretamente no trabalho dos sovietes, que eram instituições de poder que tomavam decisões efectivas, 163 milhões de trabalhadores estavam sindicalizados, o partido tinha 18 milhões de militantes, a democracia tinha outras instituições como as seções de cartas do leitor em todos os jornais, as organizações de mulheres e de jovens.

É verdade que todas estas instituições tinham insuficiências, poderiam funcionar melhor e de forma mais efetiva, mas não é verdade que fossem instituições de fachada.

As pessoas que atacaram o nosso livro acreditam, na sua maioria, que a falta de democracia e o excesso de centralização foram as causas do colapso soviético. Curiosamente, este sempre foi o principal argumento da burguesia para difamar o regime soviético muito antes da chegada de Gorbatchov. Na nossa opinião é incorreto acusar a democracia soviética de ter levado ao colapso.

RK – Muitas dessas críticas radicam na concepção burguesa de democracia. Na verdade a União Soviética sempre foi acusada de não ter uma democracia burguesa, de não ter partidos concorrentes. Todavia, as formas de democracia socialista, sem serem perfeitas, eram sob muitos aspectos muito mais ricas do que a democracia burguesa.

Penso que o recente conflito na Geórgia nos fornece um exemplo a este respeito. Na antiga União Soviética, a Ossétia do Sul era um território autónomo onde as minorias étnicas tinham as suas escolas, língua, cultura.

Após a desagregação da URSS, a "democracia" georgiana aboliu o estatuto de autonomia dos ossetas, o que agravou as tensões e desembocou numa guerra na região.

TK – Houve razões históricas que determinaram que na URSS apenas houvesse um partido. Logo a seguir à revolução os restantes partidos combateram o poder soviético, os socialistas revolucionários abandonaram o governo e tudo isso levou a que apenas ficassem os bolcheviques.

A maioria dos países socialistas europeus tinha vários partidos, embora o papel dirigente do partido da classe operária fosse salvaguardado. A existência de um só partido acentuou a idéia de fusão entre o partido e o Estado, mas não vemos que isso possa ter constituído uma causa do colapso.

Mas as insuficiências da democracia soviética não terão impedido o povo de defender as conquistas revolucionárias, a URSS e o socialismo?

TK – Esse é o principal argumento dos que afirmam que havia um déficit democrático. Porque é que o povo não defendeu o socialismo? Perguntam dando como resposta a falta de democracia e o excesso de centralização.

Em primeiro lugar, não é verdade que não tenha havido resistência. Houve, basta lembrar que, no referendo de 1991, a maioria esmagadora dos soviéticos (75 por cento) votou a favor da manutenção da URSS.

Por outro lado, para percebermos porque é que essa resistência não foi suficientemente forte para derrotar a contra-revolução, temos de ter em conta o seguinte: Gorbatchov e Iákovlev, ao mesmo tempo que prometiam o aperfeiçoamento do socialismo, com mais liberdade e democracia, destruíram num curto espaço de tempo as instituições por meio das quais a base do partido e o povo podiam expressar a sua vontade.

A organização do partido foi desmantelada, os jornais e todos os meios de informação foram entregues a anticomunistas. De repente desapareceram os mecanismos e formas habituais de expressão democrática popular.

Regressando à economia, ficou-nos da perestróika a idéia de que o excesso de centralização, de planificação e de burocracia foram os causadores dos atrasos no desenvolvimento econômico. Alguns acrescentam que houve uma estatização exagerada da economia, que as diferentes formas de propriedade deveriam ter sido mantidas e que o papel do mercado foi claramente subestimado durante o processo de construção do socialismo. Qual é o vosso ponto de vista?

RK – Penso que temos de começar por fazer a seguinte observação que ninguém contesta: a propriedade social dos meios de produção na União Soviética permitiu os mais rápidos ritmos de crescimento industrial jamais registrados em qualquer época da história. Isso ocorreu nos anos 30, mas também a seguir à guerra até meados dos anos 50. Em quatro ou cinco anos, a União Soviética conseguiu recuperar da devastação provocada pela Segunda Guerra Mundial, que deixou em ruínas um terço das cidades e um terço das indústrias.

Por tudo isto, nunca pensámos que a propriedade estatal, a centralização e a planificação pudessem ter causado o colapso. Mas havia algumas questões que precisavam de ser explicadas.

Porque é que o crescimento começou a declinar nos anos 60 e 70. A economia continuava a crescer, mas qual era a razão da desaceleração? Os críticos da planificação centralizada viram aqui a demonstração das suas teses…

Talvez as enormes proporções atingidas pela economia colocassem verdadeiros problemas e dificultassem essa planificação?

RK – Sim, é certo que a expansão da economia tornou a planificação numa tarefa mais complexa. Todavia, a conclusão a que chegámos aponta em sentido contrário, ou seja, foi a erosão da planificação e o florescimento da "segunda economia" que colocaram entraves ao crescimento econômico na URSS.

Não foi portanto a subestimação do papel do mercado, mas antes as medidas tomadas para o seu alargamento que desviaram recursos da economia socialista?

TK - Todas as sociedades socialistas têm mercados. A própria União Soviética sempre teve um mercado para o consumo privado. No entanto, as reformas econômicas de Khruchov não só descentralizaram a planificação como introduziram alguns mecanismos de mercado na economia e formas de concorrência entre as empresas.

As reformas de Kossiguin [primeiro-ministro da URSS entre 1964 e 1980] traduziram-se em cada vez maiores concessões ao modo de pensar capitalista.

Dos cinco institutos mais importantes e influentes de economia política soviéticos, três estavam nas mãos de economistas pró-capitalistas do tipo de Aganbeguian, por exemplo.

Os principais setores da inteliguentsia, incluindo os economistas, exerciam importantes pressões sobre o governo. Este foi um processo que se desenvolveu ao longo de 20 anos, não aconteceu tudo de uma vez.

Para alguns a perestróika tinha boas intenções mas falhou. No vosso livro, afirmam que esta foi a grande oportunidade para as forças anti-socialistas avançarem. Qual foi a responsabilidade e que intenções reais teve Gorbatchov em todo este processo?

TK – Apesar das suas posições oportunistas, não pensamos que Gorbatchov tenha agido conscientemente logo de início para trair o socialismo e restaurar o capitalismo.

Ao contrário de Andrópov, que era profundo e um marxista-leninista genuíno, Gorbatchov era um brilhante ator, mas uma pessoa superficial, sem grande preparação teórica.

Quando se deslocou politicamente para a direita sob a influência de Iákovlev*, descobriu que o imperialismo o aprovava, que os elementos corrompidos do partido concordavam com ele, especialmente aqueles ligados à segunda economia que defendiam o setor privado, e aos poucos foi acelerando as reformas neste sentido.

A dado momento Gorbatchov tomou a decisão consciente de que não era mais um comunista, mas um social-democrata, não acreditava mais na planificação, na propriedade social dos meios de produção, no papel da classe operária, na democracia socialista, queria que a União Soviética se transformasse numa Suécia ou algo parecido.

O oportunismo, o abandono da luta foi um processo gradual que se tornou evidente em 1986. Alguns dirigentes do partido ofereceram determinada resistência, como foi o caso de Ligatchov*, mas mesmo este tinha fraquezas, embora fosse de longe melhor homem do que Gorbatchov. Ligachov foi apanhado de surpresa.

Ele próprio afirmou que havia duas formas de corrupção, uma que há muito todos sabiam que existia, e à qual queriam pôr fim quando assumiram o poder em 1985; e uma outra que surgiu no espaço de um ano e meio como uma forte vaga de pressão, vinda da "segunda economia" e das organizações mafiosas florescentes.

Como puderam esses setores emergir com tal força na sociedade socialista?

TK – A "segunda economia" alcançou uma expressão importante em dois períodos da história da URSS: o primeiro foi durante a Nova Política Econômica (NEP) dos anos 20 que permitiu o desenvolvimento do capitalismo, sob controlo estatal dentro de determinados limites.

Esta foi uma opção consciente do Estado socialista tomada provisoriamente para fazer face à situação de emergência causada pela guerra civil. Em 1928-29 a NEP foi superada de forma decidida.

No entanto, dirigentes do partido como Bukhárin defenderam a manutenção da NEP apresentando-a como a via mais adequada para alcançar o socialismo. Esta corrente foi derrotada pela maioria do partido liderada por Stálin, que justamente lembrou que a NEP fora definida por Lênin como um recuo necessário, porém temporário. E apostaram na planificação centralizada e na propriedade social dos meios de produção.

Mas este período dos anos 20 ficou marcado não só pelo florescimento do capitalismo e dos setores marginais e criminosos, mas também pelo alastramento de uma ideologia de direita, anti-socialista. Ou seja, podemos ver claramente uma correspondência entre a base material e a ideologia.

O segundo período foi mais prolongado e gradual. Teve início em meados dos anos 50, após a morte de Stálin. Khruchov foi a primeira peça deste quebra-cabeças. Em muitos aspectos, não todos, teve desvios de direita e quando estes foram demasiados houve uma correção. Veio Bréjnev, mas este detestava mudanças, queria estabilidade, e apesar das disputas entre as alas esquerda e direita os problemas continuaram a acumular-se.

"O socialismo é uma construção consciente"


Foi então o acumular de problemas na época de Bréjnev que condicionou as reformas dos anos 80?

TK – Nos anos 80, os problemas eram evidentes para todos, mas a questão-chave que se colocava era qual das duas tendências tradicionais no partido os iria resolver: a tendência de direita ou a tendência de esquerda?…

Infelizmente já conhecemos a resposta…

RK – Mas Bréjnev não teve apenas aspectos negativos. No plano internacional obteve a paridade militar com os Estados Unidos e ajudou os movimentos revolucionários em várias regiões do mundo.

Este esforço no plano militar e no plano da solidariedade internacionalista exigiu importantes recursos que não puderam ser utilizados para suprir necessidades domésticas.

Talvez também por esta razão que, durante este período, se tenha fechado os olhos ao setor privado ilegal que se desenvolvia nas bordas da economia socialista. Esta espécie de "pacto" com a "segunda economia" permitiu o surgimento de uma camada que ficou conhecida como "os milionários de Bréjnev", que eram pessoas que fizeram fortunas através de redes de corrupção toleradas pelo poder.

TK – Bem, trata-se de um setor ilegal, por isso não há números oficiais, o que torna o seu estudo difícil…

RK – Mas é verdade que se trata de um fenômeno ignorado e não reconhecido pela literatura marxista. A "segunda economia" foi sempre vista como um resquício do capitalismo que desapareceria à medida do avanço do socialismo.

Contudo, há alguns estudos que nos mostram que o seu peso estava longe de ser negligenciável. Por exemplo, é interessante comparar o período de Bréjnev com os primeiros meses da direção de Andrópov em termos de processos criminais instruídos por atividades econômicas ilícitas.

Verificamos que nos anos de Bréjnev não houve praticamente condenações pela prática deste tipo de crime, mesmo quando os casos chegaram a ser julgados em tribunal. Com Andrópov esta situação alterou-se radicalmente. Muitas pessoas foram condenadas nesse período.

No vosso livro, não dedicam muito espaço à análise do chamado "relatório secreto" apresentado ao 20.º congresso do PCUS por Khruchov sobre o "culto à personalidade", mas referem a necessidade de reavaliar o período comumente designado por "stalinismo", notando que enquanto tal não for feito, os comunistas continuarão prisioneiros do passado. Querem explicar?

RK – Quando começámos a escrever o livro essa questão colocou-se e tivemos de tomar uma decisão. Decidimos que não iríamos entrar no tema quente de Stálin. Há muitos preconceitos enraizados e, sobretudo, há muitas coisas que não conhecemos suficientemente para podermos desmontar idéias feitas e diariamente repetidas sobre Stálin.

A única coisa que fizemos, ou pelo menos tentámos, foi abrir a porta a este assunto. Nós não temos todas as respostas sobre Stálin e a sua época, e seria um erro pensar que temos. Há muitos aspectos históricos e políticos que precisamos de absorver e compreender.

Contudo, praticamente todas as conquistas do socialismo que enumeram na introdução do livro foram alcançadas em particular durante os anos 30, sob a direção de Stálin…

TK – É um fato, mas tivemos de fazer uma opção entre tratar toda a questão ou apenas o que consideramos ser a questão-chave. Por acaso, a maioria dos ataques ao nosso livro por parte de marxistas ou pseudo-marxistas, sociais-democratas ou comunistas revisionistas centraram-se precisamente na questão de Stálin.

Não contestaram nada do que dissemos sobre Gorbatchov nem sobre a "segunda economia", apenas nos censuraram por sermos demasiado brandos com Stálin e por não termos reconhecido que Stálin era um monstro, um louco, um carniceiro. Esta questão no Partido Comunista dos Estados Unidos é particularmente sensível.

Mas se a tese do vosso livro está correta, então as políticas de Stálin terão sido as mais corretas e as únicas que podiam garantir a construção do socialismo e defender as conquistas revolucionárias.

RK – O ódio a Stálin é tão cego e intenso que alguns críticos do nosso livro dizem que estamos errados e insistem que Stálin foi a causa do colapso da URSS.

Vem a propósito uma reflexão vossa sobre a importância do fator subjetivo no socialismo. Segundo afirmam, o papel dos dirigentes é mais decisivo no socialismo do que no capitalismo. Porquê?

TK – O capitalismo cresce enquanto que o socialismo é construído. No livro utilizamos uma metáfora em que comparamos o capitalismo a uma jangada a descer um rio. As possibilidades de dirigir a jangada são reduzidas, ela é arrastada pela força da corrente e apenas se podem fazer algumas pequenas correções na trajetória.

Nesta metáfora, o socialismo é um avião, o qual apesar de ser um meio de transporte incomparavelmente superior exige ser pilotado por uma equipa bem preparada científica e tecnologicamente, capaz de compreender e aplicar conscientemente as leis da ciência.

Ou seja, apesar de o avião ser um sistema superior é vulnerável num sentido em que a jangada não o é. Isto não significa obviamente que devamos abandonar o avião e voltar à jangada, assim como não podemos voltar ao tempo das cavernas, apesar de as nossas casas poderem ruir.

*Alekssandr Iákovlev — responsável a partir de 1985 pelo departamento de propaganda do PCUS, torna-se membro do CC do PCUS em 1986, responsável pelas questões da ideologia, informação e cultura.

Sobe ao politburo em junho de 1986 e é sob proposta sua que são nomeados os diretores dos principais jornais e revistas do país que passam a defender abertamente posições antisocialistas (os jornais Moskovskie Novosti, Sovietskskaia Kultura, Izvestia; as revistas Ogoniok, Znamia, Novi Mir, entre outros). Faz publicar uma série de romances de escritores dissidentes e anti-soviéticos, bem como cerca de 30 filmes antes proibidos. Em agosto de 1991 anuncia a decisão de abandonar o PCUS.

Por Iegor Ligatchov – membro do politburo entre 1985 e 1991, foi um dos impulsionadores da campanha anti-álcool (1985-87) e, mais tarde, assumiu-se como um opositor às reformas de Gorbatchov.